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A renovação do basquete Argentino

argentina-celebrates2004

Qual amante do basquete não ficou perplexo em 2004, quando a Argentina liderada por Manu Ginobili e Luis Scola despachou o conjunto americano comandado por Carmelo Anthony, Allen Iverson, Tim Duncan, Dwyane Wade e ainda contando com a jovem estrela Lebron James, na semi final dos Jogos Olímpicos de Atenas?

Passados 13 anos do feito inigualável, hoje todos os principais jogadores estão acima dos 35 anos. Ginobili com 40 ainda tem seus lampejos, como quando colocou Karl Anthony Towns para dançar na partida inicial da NBA em 2017. Scola mal tem minutos no ‘poderoso’ Brooklyn Nets. Delfino com 13 minutos totais na liga espanhola jogando pelo Baskonia. Chapu Nocioni aposentado, assim como Fabricio Oberto. Herrmann jogando pelo Obras Sanitarias na liga Argentina.

Analisando a geração dourada, sem dúvida foram grandes jogadores, históricos para o basquete argentino, uma geração de ídolos que transformou o basquete numa paixão argentina, porém, está mais do que na hora da renovação e as perguntas são inevitáveis: Quem são os principais nomes dessa nova geração? Onde jogam? E a pergunta de 1,000,000 de pesos! Por que não se firmam na NBA?

Vamos aos destaques da nova geração Portenha

garinoPatricio Garino, 24 anos. Cursou faculdade na George Washington University, ajudando seu time ao torneio da NCAA em 2014 e o campeonato da NIT em 2016, sagrando-se campeão. Não foi escolhido no seu draft em 2016, rodou por Spurs e Magic mas sem chamar atenção. Hoje em dia joga na liga espanhola pelo Baskonia. Garino é bom jogador, mas para a liga espanhola, se atuasse na NBB ou Liga Argentina, seria com certeza, um dos destaques da competição.

 

Facundo+Campazzo

Facundo Campazzo, 26 anos. Talvez o maior talento da atual geração argentina. Tem contrato com o poderoso Real Madrid e nas duas últimas temporadas, vestiu a regata do Murcia. Campazzo levou o time de Murcia à disputa da Euroliga e foi um dos melhores daquele elenco. Hoje é titular do Real Madrid, em 18 jogos no ano, foi titular em 15. Sua força física o impede de chegar a NBA e ser ‘alguém’ lá. A Euroliga e no maior clube de basquete fora da NBA que é o Real Madrid, realmente coincide com seu talento.

 

marcos-delia

Marcos Delía, 25 anos. Coadjuvante no Murcia de Campazzo, sequer flertou com a NBA. Oriundo do Boca Juniors, clube por onde atuou por 4 anos, Delía tem talento para ser um dos melhores nas ligas sulamericanas e só. Reserva do Murcia, não arranca suspiros da torcida argentina.

LaproNicolas Laprovittola, 27 anos. Conhecido da torcida brasileira atuou pelo Flamengo, clube onde conquistou todos os títulos possíveis! Nico era tido como esperança por seu talento e quando foi levado ao San Antonio Spurs pela mão de Manu Ginobili, parecia que o basquete argentino havia encontrado seu novo astro. Uma pena que Laprovittola não conseguiu desenvolver tanto como esperado e acabou dispensado meses após ser contratado. Hoje em dia atua pelo Zenit da Russia. Penso que é tarde demais para o jogador nascido em Moron mostrar algo que dê esperanças aos argentinos.

 

A liga argentina é muito fraca, não paga bem, não da mídia aos jogadores, dessa maneira somente os apaixonados por basquete vão atrás de praticar. Enquanto os outros esportes como: Rugby, Vôlei, Tênis, Futebol e Ciclismo, recrutam muito mais jovens.

Outro ponto a ser abordado é o aspecto físico e financeiro, o argentino médio não tem dinheiro para comer e colocar um físico digno para disputa do basquete, que é um esporte extremamente físico. A crise financeira que existe e parece não acabar no país portenho, afeta e muito a classe média, as pessoas com mais dinheiro geralmente são de famílias que jogam esportes mais ‘elitizados’ como Tênis e Rugby,e mais uma vez o basquete fica de lado.

Todos já sabem do talento argentino junto com a bola laranja, sempre revelando bons jogadores em sua historia, porém na medida em que o esporte necessita de outras variáveis e não só a de sair de casa e jogar, o Baloncesto portenho tem deixado a desejar.

Espero que Argentina, assim como Brasil consigam colocar equipes dignas de suas historias em quadra, dessa forma o basquete mundial ganha e muito!

 

Artur Nunes, Portenho e amante de basquete para o blog Major Sports

 

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