basquete

Dream Team: o time que fez o mundo “viajar”

Olá queridos leitores do Major Sports. Neste texto falaremos sobre o maior time de basquete de todos os tempos, o Dream Team.

DT

Os americanos amam basquete. As quadras de basquete nos Estados Unidos se multiplicam como se fossem quadras de futsal ou campos de futebol aqui no Brasil. O esporte é praticado em todos os níveis da sociedade. O país é dono de uma hegemonia no esporte, além de ter a melhor liga do mundo, a NBA.

STREET BALL

No cenário mundial, os EUA só não dominaram o esporte nos anos de 1972, na olimpíada de Munique, onde perderam para os soviéticos. Em 1980, quando houve boicote por parte dos americanos não indo aos jogos olímpicos de Moscou por causa da Guerra Fria (em 1984, os Russos também não foram a Los Angeles em retaliação) e em Seoul, no ano de 1988, quando o time americano foi batido na semifinal olímpica pelos soviéticos que foram liderados pelo pivô Arvydas Sabonis, pelo placar de 76 x 82 (no ano de 1987, o time americano foi vencido em dentro dos EUA pela seleção brasileira, com grandes atuações de Oscar e Marcel, em jogo válido pelo Pan Americano de Indianápolis).

Essas derrotas mudaram os rumos da seleção norte americana. Até os jogos olímpicos de 1988, os jogadores que atuavam na NBA (profissionais), sejam americanos ou estrangeiros (por esse motivo o nosso “Mão Santa” não ingressou na liga), não podiam participar de competições ligadas a FIBA.  Por isso, a seleção que representava o país era formada por jogadores universitários. Em 1989, o conselho da FIBA votou e aprovou a participação dos jogadores profissionais (NBA). Lembrando que a restrição era somente à NBA, pois, na Europa o basquete era sim muito profissional, com estrelas e salários astronômicos para a época.

O Dream Team se reuniu pela primeira vez para a disputa do pré-olímpico de 1992, realizado em Portland. Foram chamados os seguintes jogadores:

AP 4 Christian Laettner 2.11 m 107 kg Duke University
P 5 David Robinson 2.16 m 107 kg San Antonio Spurs
P 6 Patrick Ewing 2.13 m 110 kg New York Knicks
A 7 Larry Bird 2.06 m 100 kg Boston Celtics
A 8 Scottie Pippen 2.01 m 95 kg Chicago Bulls
AA 9 Michael Jordan 1.98 m 91 kg Chicago Bulls
AA 10 Clyde Drexler 2.01 m 100 kg Portland Trail Blazers
AP 11 Karl Malone 2.06 m 116 kg Utah Jazz
AR 12 John Stockton 1.85 m 79 kg Utah Jazz
A 13 Chris Mullin 2.01 m 98 kg Golden State Warriors
AP 14 Charles Barkley 1.98 m 110 kg Phoenix Suns
AR 15 Magic Johnson 2.06 m 100 kg Los Angeles Lakers
 

Com exceção ao Laettner, que chegou ao time por ser o melhor jogador universitário, essa era a nata da liga, com jogadores que marcaram, fizeram história e fazem os amantes do bom basquete sonharem acordados. Na época a dinastia Bulls começava a fazer história na liga, sob a batuta de Jordan, no auge da sua forma física e técnica. Magic estava se afastando das quadras por causa do HIV. Malone e Stockton já formavam um dos maiores duos da história da liga. Ewing e “O Capitão” Robinson dois dos melhores pivôs já vistos, tamanha era a qualidade técnica e física de ambos. Bird já estava próximo de encerrar a sua carreira, mas ainda mostrava a exuberante técnica que marcou a sua carreira. O falastrão Barkley, mesmo não sendo um dos meus jogadores prediletos da liga, era um “fominha” de marca maior e como vemos até hoje nas transmissões (ele é comentarista), não gosta de perder nem par ou ímpar. Dos 12 jogadores que formaram o Dream Team, 11 entraram no hall da fama (o Laettner foi o único que não conseguiu tal honra).

A geração era tão boa, que alguns nomes ficaram de fora da lista, onde o principal deles, foi o do Isaiah Thomas, jogador do Detroit Pistons na era dos “Bad Boys”. Segundo textos e matérias da época, ele não foi chamado por ter um atrito com a grande estrela da constelação, Michael Jordan.

Ao chegar a primeira competição oficial, sucessivos massacres, onde a vantagem mínima no placar foi de 41 pontos e vitórias sobre Cuba (136 x 57), Canadá (105 x 61), Panamá (112 x 52), Argentina (128 x 87) e Venezuela (127 x 80). Título, chocolate, espetáculo e vaga garantida para os jogos de Barcelona.

O favoritismo era eminente, mas o time precisaria treinar e se organizar para o desafio que estava por vir. Com a nata da liga em quadra, os times eram divididos por Jordan e Magic (ninguém queria escolher o novato Laettner), que ficavam em lados opostos. Suor, intensidade e vontade de ganhar não faltavam nesses treinos, “trash talk” então…

Os jogos chegaram e o que se viu foi um show, um Dream Team com jogadas plásticas, técnicas e explosivas dos craques, fazendo com que o Palau D’Esportes Badalona e o Palau Saint Jordi entrassem em êxtase e emanassem uma vibração única. A média da diferença nas vitórias foram de 43,8 pontos. EUA x Angola (116 x 48), EUA x Croácia (103 x 70), EUA x Alemanha (111 x 68), EUA x Brasil (127 x 83) e EUA x Espanha (122 x 81) pela fase de grupos. Depois jogos contra Porto Rico (115 x 77), Lituânia (127 x 76) e mais uma vez a Croácia (117 x 85).

JORDAN

Com o passar dos anos, novos Dream Teams se formaram, graças a qualidade e a renovação do basquete norte americano, mas nenhum outro teve o mesmo apelo do time de 1992, graças ao pioneirismo e pôr marcar a despedida do grande Ervin Magic Jonhson das quadras.

GOLD
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Paulo Correia, o @teclasnaveia, escreve semanalmente para o blog Major Sports.

#Sports4Life

2 respostas »

    • Muito obrigado Léo! É gratificante saber que o trabalho da equipe tem agradado a muitos gostos distintos. Será um prazer tê-lo em nossa companhia. Continue nos acompanhando e comentando. Forte abraço da equipe do Major Sports Blog #Sports4Life

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