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CARDINALS – O Futuro, o que será?

card

 

A queda.

Onze títulos mundiais, 135 anos de história. Um dos times mais relevantes para o Baseball americano, Saint Louis Cardinals. A história não entra em campo, não joga a temporada regular e tampouco inspira respeito, o que aconteceu? São dois arduos anos fora das playoffs, são três complexos anos, lutando contra um time rejuvenescido de Chicago (Cubs), seria este o triste fim de uma década de ouro?

A resposta pode não ser tão simples quanto aparenta, existem diversos fatores internos e externos que fizeram do Cardinals um time decadente, no entanto, sem o famigerado “Rebuild”. São dezessete anos competindo ferrenhamente, são dois títulos mundiais (2006 e 2011), infinitas idas aos playoffs, incluindo uma campanha de 100 vitórias. Pode-se dizer que tudo começou a mudar com a pré-temporada de 2011, onde o clube perdeu em menos de 1 mês, seu técnico “hall of famer” Tony LaRussa e seu “franchise player” Albert Pujols para o Los Angeles Angels.

MLB: NLCS-Milwaukee Brewers at St. Louis Cardinals

Ainda supridos por uma ótima “farm system”, Saint Louis conseguiu competir por mais alguns anos até a decadência de seus melhores jogadores. O envelhecimento do “ace” Adam Wainwright, acompanhado de suas lesões que o afastaram de campo e nunca mais o deixaram voltar ao nível que um dia já foi; Matt Holliday e Yadier Molina (que apesar de continuar jogando em alto nível, já não é mais o melhor “catcher” da MLB).

O repentino falecimento da nova face da franquia, Oscar Taveras, levou o time a um patamar de desespero, anos onde o sistema de base não podia fornecer nenhum jogador impactante (mesmo tendo fornecido Stephen Piscotty, Kolten Wong e Carlos Martinez, não muito tempo atrás). Foi neste momento que muitas coisas mudaram para a franquia do Cardinals, que buscou com trocas a redefinição de um time esfacelado pela tragédia.

Tudo é história, e aqui chegamos, ao final do ano de 2017. O segundo ano seguido longe das playoffs e atrás de um Chicago Cubs rejuvenescido, entretanto, uma coisa mudou neste meio tempo, o sistema de base do Cardinals se tornou um dos mais fortes da MLB (Ainda com a falta de um 1st round draft pick em 2016) e agora busca voltar ao topo da NL Central.

 

Time Principal

molina

Hoje, o time principal conta com algumas peças que não serão movidas, como a face da franquia, Yadier Molina. Podemos colocar no mesmo patamar, Paul DeJong, que surgiu como o “shortstop” titular do time após derrotar Aledmyz (Trocado com o Blue Jays) pela disputa da posição. Carlos Martinez, o então “ace” do time, Kolten Wong e Matt Carpenter (Que, mais uma vez, pode mudar de posição, a depender da Off-season do time)

Jogadores envelhecidos como Adam Wainwright também estão com seu retorno confirmado.

 

Novatos e Prospectos notáveis

Muito se discute sobre Paul DeJong, se manterá o nível mostrado em 2017 ou se sofrerá do temeroso “sophomore slump”, e podemos apenas nos indagar sobre seu futuro, o que é sabido de fato são os periféricos que o fizeram uma estrela. A força está lá para ficar, é notável, desde sua passagem pelas bases que sua melhor ferramenta é sem dúvidas a potência com o bastão, mas, vimos ainda uma melhora defensiva não esperada. No geral, acredito que com base nos números veremos apenas uma queda em seu “average”, a casa dos .260-65 é realista.

Luke Weaver é outro jogador muito discutido, sabe-se que sua posição na rotação é segura. Sempre alvo de dúvidas pelo tipo físico esguio, Weaver explodiu a competição nas ligas de base e subiu à MLB com a mesma força, trazendo como ponto forte o espetacular 10.74 K/9. É esperado que Weaver tome seu lugar como número três e num futuro próximo se torne um número dois.

flaherty

Jack Flaherty teve seu começo de carreira turbulento na MLB, no entanto, é um dos prospectos que mais cresceu entre as ligas de base. Iniciou seu ano na AA, galgando posições até a AAA e MLB, respectivamente. Seu 1.42 ERA na AA (Springfield Cardinals) e 2.74 ERA na AAA (Memphis Redbirds) não são estatísticas a serem ignoradas, sua fastball na casa das 92 mph, combinada com seus lançamentos secundários (Changeup e Curveball) de movimentação absurda, são letais. Flaherty hoje está metros a frente da curva de aprendizado, ainda que não esteja pronto para a MLB. Não esqueçam este nome.

 

Melhores prospectos

Alex Reyes: Retorna de uma TJ, ainda considerado o melhor prospecto entre os arremessadores, elétrico e forte. Reyes sempre lutou contra seu problema em controlar os arremessos, se conseguir aprender, o céu é o limite.

Carson Kelly: Considerado o melhor prospecto entre os “catchers”, Carson Kelly é grande e forte. Sua defesa é considerada acima da média, seu problema maior é estar bloqueado por Yadier Molina.

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Sandy Alcantara: Um nome pouco conhecido até a onda de trocas surgir, Sandy Alcantara tem uma “fastball” na casa das 100 mph, também lutando contra o próprio controle.

Magneuris Sierra: Velocidade e defesa são suas maiores armas, Sierra passou pela MLB rapidamente, angariando uma legião de fãs que pediram por sua estadia no time. Não está pronto para as grandes ligas no entanto. Aprender a correr as bases e roubá-las está no plano de ensino do outfielder, trazendo uma dinâmica a muito tempo perdida a um time lento.

Harrison Bader: Trás a mesa o mesmo potencial de velocidade que Magneuris Sierra, com o adicional de um pouco mais de potencia na rebatida. Pronto para a MLB, Bader enfrenta um problema: Outfield lotado.

 

Menções honrosas

Delvin Perez, Dakota Hudson, Tyler O’neill, Randy Arozarena, Jake Woodford, Oscar Mercado, Andrew Knizner, Johan Oviedo.

– Problemas antigos em novas faces

Tentando remodelar seu clube para 2018, o General Manager Michael Girsh, acompanhado de John Mozeliak, tentaram trazer para a cidade o MVP Giancarlo Stanton, apenas para ter sua proposta vetada pela cláusula contratual. Ao que parece, Saint Louis não é mais a cidade que um dia foi, não é mais um atrativo para Free Agents e as últimas duas temporadas foram cruciais para que isso acontecesse. A pergunta que não quer calar é, o que fazer?

Solucionar o problema por meio de trocas é o desejo do “front office” e assim o farão, nomes como Alex Colomé (“closer” do Rays), Chris Archer (“Starting Pitcher” do Rays), Evan Longoria (“3B” do Rays), Marcell Ozuna (“OF” do Marlins), Christian Yelich (“OF” do Marlins) e até mesmo Manny Machado (“3B” do Orioles) que será “free agent” ao final da temporada de 2018, são os mais cogitados para o clube, que necessita urgentemente de uma reformulação total no “bullpen” e de no mínimo dois rebatedores de impacto.

Para troca, o Cardinals conta com muitas peças no “outfield” e nas ligas de base. Ninguém é intocável (obviamente Yadier Molina e Carlos Martinez são). Espera-se que o time procure agressivamente por rebatedores que tornam o clube competitivo novamente, entre todos, Christian Yelich e Manny Machado seriam os melhores, mas não se descarta a possibilidade de uma busca maior no mercado, como Eric Hosmer, que levaria Matt Carpenter de volta à terceira base.

 

Adições até agora

GREGERSON

Duas adições foram feitas até o exato momento, Luke Gregerson, um “relief pitcher” vindo da Free Agency, que, apesar de envelhecido, pode melhorar a dinâmica de um “bullpen” que conta com a partida de Seung Hwan-Oh, Juan Nicasio, Trevor Rosenthal e Zach Duke. Gregerson foi originalmente draftado pelo Cardinals, porém trocado antes que pudesse aparecer pelo time, tendo seus melhores anos com o San Diego Padres e Houston Astros. É confirmado que Gregerson não será o “closer” do clube.

mikolas

Miles Mikolas é a segunda adição, o “Rei dos lagartos”, assim conhecido por comer um lagarto ainda com vida. Vindo do Japão, Mikolas tem números excelentes, entretanto, já lançou na MLB, sendo destruído no começo da carreira. Mikolas buscou na liga Japonesa uma reformulação total e ao que tudo indica, conseguiu. Antes mesmo de sair da liga americana, Mikolas estava preparado para uma temporada de destaque, tendo seus lançamentos ranqueados como acima da média. Seu desejo de se tornar um “starting pitcher” dominante na MLB (coisa que nunca poderia ser, visto ser usado como “relief”) foi aperfeiçoado do outro lado do mundo. Pouco se espera de Mikolas, mas o potencial existe, e boas coisas podem acontecer.

Finalizando…

E então chegamos ao final deste longo texto informativo. O Cardinals hoje é um time entre a vida e a morte, com algumas ótimas peças, muitas peças boas e nenhuma peça elite. Com seu sistema de base repaginado, o time buscará uma mudança brusca para impedir o terceiro ano consecutivo longe das playoffs (Que nunca aconteceu nos últimos 17 anos), a implacável busca por Giancarlo Stanton nos mostra uma vontade ferrenha de melhorar, mas, só o tempo nos dirá quando isso acontecerá de fato.

Por hora, podemos apenas esperar pelo melhor e observar jovens talentos surgirem das bases, rezando para que um deles seja o novo Albert Pujols, ou, com sorte, veremos uma adição deste nível via troca ou free agency.

 

Luiz Fratoni estréia no blog Major Sports escrevendo sobre o time do coração e não poderia ser diferente, pois é por causa do Cardinals que ele é conhecido como “Clubista”. Tire suas conclusões.

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