basquete

Kyle Kuzma, O Steal.

O draft do ano de 2017 era muito aguardado pelos gerentes do Los Angeles Lakers, dono da segunda escolha geral do draft. Uma pick alta, que se bem utilizada, poderia mudar os rumos de uma franquia vencedora, mas que nos últimos anos vem sofrendo com a seca de vitórias e com a aposentadoria do craque Kobe Bryant, que recentemente teve os seus números 8 e 24 retirados pela franquia angelina.

O escolhido foi o armador Lonzo Ball, jogador com uma ótima passagem na NCAA. Até aí as coisas estavam devidamente corretas na sua ordem cronológica. Eis que surge a notícia bombástica sobre a troca entre Lakers e Nets: LAL envia D’Angelo Russell e Mosgov com o seu contrato bizarro e recebe Brook Lopez e o Kyle Kuzma, que foi a 27ª escolha do draft, vindo da Universidade de Utah.

kuzma

Como universitário o Kuzma fez 30 jogos, estando em quadra por 949 minutos, com um total de 531 pontos (17,7 ppg), 207 rebotes e 50 assistências. Entre os jogadores escolhidos na primeira rodada, apenas o Donovan Mitchell (Draftado pelo Utah Jazz) teve uma média de pontos superior à dele (18 ppg).

Enquanto todos os holofotes estavam sobre o Lonzo, a Summer League se iniciou e muitos de nós, inclusive esse que lhes escreve se perguntava: de onde saiu esse moleque que está metendo bolas a rodo? Um ótimo arremesso do perímetro, muita velocidade e agressividade quando vai em direção a cesta. Essa foi a primeira impressão que o Kuzma deixou. Outras pessoas diziam: Ah… é a Summer League, o nível é muito mais baixo do que o da NBA.

Se passaram 32 jogos. Os Lakers têm uma campanha de 11 vitórias e 21 derrotas, mas o moleque Kuzma conquistou o seu espaço no time e no coração dos torcedores. Possui uma média de 18.1 pontos, 6,8 rebotes e 1,7 assistências em sua primeira temporada na liga. Nos últimos 5 jogos, ele fez 25 pontos contra os Warriors, 38 em Houston, ajudando o time a quebra a série de 14 jogos de invencibilidade dos Rockets, mais 27 contra os Warriors, caiu de produção anotando apenas 18 pontos contra os Blazers, mas na rodada de natal voltou a mostrar todo o seu potencial anotando 31 pontos contra o Wolves, porém, mais uma vez saindo com a derrota.

A lição que podemos tirar com o exemplo do Kuzma é a seguinte: ter uma pick alta de draft é importante, mas saber escolher um talento com uma pick baixa (mesmo que seja via troca) é algo de grande importância para a franquia. Os Lakers mandaram muito bem, mesmo cedendo o D’Lo. Se livraram do contrato bizarro do Mosgov, ficaram com o Lopez e um contrato que se encerra ao fim da temporada e de quebra ganharam um diamante. Imaginem quando Lonzo começar a ser o que se espera dele? Talvez possa estar se formando uma grande dupla e enfim o futuro vitorioso que o Lakers tanto precisa

Para você que leu o texto, compartilhe, deixe os seus comentários e nos diga o que achou.

 

Paulo Correia, o @Teclanaveia, escreve semanalmente para o blog Major Sports.

Categorias:basquete, esporte, nba, sports

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