Judô

Caindo no Tatami – Grand Prix de Túnis (Tunísia) 2018 de Judô

Aos adeptos do Bushidô, voltamos a falar de Judô aqui no Major Sports Blog.

Dessa vez vamos falar sobre a primeira competição relevante do ano, o Grand Prix de Tunis (Tunísia) que acontece neste final de semana.

GP Tunis

Para os iniciantes na rotina do circuito mundial do Judô, em 2009 a IJF (International Judo Federation) em uma iniciativa de aumentar a competitividade da modalidade realizou uma série de mudanças estruturais na sua organização culminando em duas mudanças principais: a criação de um ranking mundial por categoria e de uma estruturação de torneios, dividindo-os em tamanho e relevância. Assim, tomando a ATP como modelo, a IJF criou uma classificação dos principais torneios da seguinte forma:

  1. Campeonato Mundial – Não precisa de explicações, é o principal torneio para a Federação Internacional e para o Tour, consequentemente o que mais dá pontuações no Ranking. Os atletas campeões mundiais ganham o direito de usar a identificação nas suas costas (Back Number) na cor Vermelha em todos os torneios oficiais até a próxima edição campeonato mundial, da mesma forma que a FIFA permite ao campeão mundial estampar o patch de campeão no uniforme do clube ou seleção campeã mundial. Dá ao campeão 2.000 pontos no ranking e distribui um total de U$ 1 milhão em prêmios.
  2. Masters – É o equivalente ao ATP Finals do Tênis. Reúne os 16 melhores “ranqueados” do ano por categoria, para um torneio de encerramento do ano e vale 1.800 pontos ao campeão e ainda distribui U$ 200 mil em prêmios.
  3. Grand Slam – Assim como no circuito do tênis é a serie dos torneios mais importantes do ano, após o mundial obviamente. São 5 ao longo do ano nas sedes França, Alemanha, Russia, Emirados Árabes e Japão, que tem a liberdade de definir a cidade sede. Infelizmente o Brasil era sede de um dos 4 Grand Slam originais e perdeu a sua sede após o campeonato mundial de 2013 no Rio de Janeiro. Distribui 1.000 pontos no Ranking Mundial ao campeão e ainda um total de U$ 150 mil em premiação.
  4. Grand Prix – É o equivalente ao Masters 1000 da ATP. Serão 10 em 2018, somente a etapa de Cancun (México) será realizada nas Américas. Não tem sede fixa como tênis. O Campeão leva 700 pontos no seu ranking e a premiação total é de U$ 100 mil.
  5. Torneio Olímpico – Assim como na ATP, tem uma pontuação diferenciada, pois, somente ocorre a cada 4 anos. Também dá direito ao campeão olímpico de utilizar o back number dourado nas costas até a próxima olimpíada. Distribui 500 pontos no Ranking Mundial ao campeão.

backnumber_campeõesRafaela Silva (então campeã mundial no Rio) e Sarah Menezes (campeã olímpica em Londres) exibem seus “back numbers” para a temporada de 2014 – Fonte: globoesporte.com

Obviamente cada um deles tem uma pontuação diferenciada e influenciam na composição do Ranking Mundial, que também inspirado na ATP garante a presença nos melhores atletas no melhor chaveamento dos torneios, bem como tem influência na classificação para os jogos olímpicos.

Vamos falar então sobre a primeira competição do ano, o Grand Prix de Túnis (Tunísia) que se inicia amanhã (18/01/18), e analisar os principais destaques masculinos e femininos do geral e também os destaques brasileiros nessa etapa.

Destaques Internacionais

Nenhum time forte a vista. Será um torneio de experimentação e para atletas jovens ganharem experiência internacional, por exemplo, dois dos times mais fortes do mundo, Japão e França, não enviaram nenhum atleta Top 20! O melhor atleta francês é o 22.º colocado no ranking Walide Khyar e do Japão é a atleta Saki Niizoe, 26.ª no ranking.

Destaco então 4 atletas que são favoritaços e que não devem encontrar dificuldades para ganhar medalhas:

Masculino:

  • Saeid Mollaei (IRI) – 3.º colocado no ranking mundial da categoria 81 kg.

saied (iri)
Simplesmente fez 5 pódios de 6 competições disputadas em 2017, incluindo ai o Bronze no mundial de Budapest.

  • Krisztian Toth (HUN) – 5.º colocado no ranking mundial da categoria 90 kg.

toth (hun)
Foi 5.º colocado no mundial de Budapest no ano passado. Não tem nenhum adversário relevante no seu caminho ao ouro

Feminino:

  • Tina Trstenjak (SLO) – 2.ª colocada no ranking mundial da categoria 63 kg.

Tina (slo)
Campeã olímpica e mundial, ficou com o bronze no mundial de Budapest em 2017. Não deve ter problemas para ganhar o ouro, não tem concorrência a altura.

  • Kwon Youjeong (KOR) – 5.ª colocada no ranking mundial da categoria 78 kg.

kwon (kor)
Atual campeã asiática, é uma atleta perigosa e muito técnica.

Time Brasil

CBJ
O time Brasil vai com apenas 10 atletas e não vai disputar todas as categorias, não teremos atletas masculinos nas categorias 60 kg e +100 kg e na femininas 48 kg e 78 kg. Estarão defendendo as nossas cores:

Masculino:

  • Daniel Cargnin – 66 kg – 18.º no ranking e atual campeão mundial júnior.
  • Lincoln Neves – 73 kg – 82.º no ranking.
  • Eduardo Yudi Santos – 81 kg – 10.º no ranking. Melhor atleta nacional da categoria.
  • Rafael Macedo – 90 kg – 36.º no ranking. Campeão mundial júnior da categoria em 2014.
  • Leonardo Gonçalves – 100 kg – 48.º no ranking.

Feminino:

  • Jessica Pereira – 52 kg – 14.ª no ranking
  • Ketelyn Nascimento – 57 kg – 127.ª no ranking e estreando na seleção Senior
  • Yanka Pascoalino – 63 kg – 39.ª no ranking
  • Ellen Santana – 70 kg – 77.ª no ranking e 5.ª colocada no Mundial Junior de 2017.
  • Beatriz Souza – +78 kg – 12.ª no ranking

O único destaque dessa seleção é o atleta mais “tarimbado”, Eduardo Yudi Santos, que é o único titular a participar desta etapa do circuito mundial. Infelizmente nesta categoria há o “favoritaço” iraniano Saied Mollaei, mas a sorte ajudou Eduardo e o colocou do outro lado da chave e somente encontrará o 3.º no Ranking em uma eventual final. Vamos torcer, pois, pode levar uma medalha também.

Estava inicialmente escalada a vice-líder do ranking mundial Maria Portela na categoria 70 kg, mas ela foi substituída por Ellen Santana.

Na minha opinião, analisando os atletas inscritos para essa etapa, fica claro que ninguém enviou para Túnis o seu time titular já pensando no primeiro Grand Slam do ano, em Paris nos dias 10 e 11 de fevereiro.

No caso do Brasil foi enviada a Túnis quase uma seleção “Júnior” recém promovida a Sênior. Um destaque dessa nova geração é o garoto Daniel Cargnin que é o atual campeão mundial junior e já é o 18.º do mundo entre os sêniores. Daniel pode encarar o atleta japonês Taroh Fujisaka já na segunda rodada, mas acredito muito no garoto. Vamos ficar de olho na sua performance, pois, esse garoto tem muito potencial.

Por hoje é só, vamos acompanhar os resultados dos Brasil nesse primeiro Grand Prix e voltamos com uma análise da performance dos nossos atletas.

Mais detalhes e informações: Federação Intencional de Judô (www.ijf.org) e Confederação Brasileira de Judô (www.cbj.com.br)

Oooooosssssss!

Ricardo “Shigue” Nozuma contribui periodicamente e exclusivamente para o Major Sports Blog.

#Sports4Life

 

 

Categorias:Judô, sports

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