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Top 10 – Os maiores jogadores japoneses na MLB

Olá leitores do Major Sports Blog, amantes do baseball e admiradores dos jogadores japoneses que se desafiaram, saíram das zonas de conforto e encararam a maior liga do mundo, a MLB!

Nesse artigo, vou contribuir para a coluna Top 10 e citar a minha lista dos 10 maiores jogadores japoneses que atuaram (e atuam) na MLB.

Antes de começar, vale relembrar um pouco da história desse intercambio esportivo e por que não cultural, não é mesmo? Então vamos lá…

Como tudo começou…

Em 1964, quando o Nankai Hawks (hoje Softbank Fukuoka Hawks) enviou para a Califórnia 3 jovens para ganhar experiência nas minors americanas, entre eles o arremessador canhoto Masanori Murakami. Murakami jogou a temporada de 1965 como Reliever do San Francisco Giants, conseguindo um ERA de 3.43 e 100 Strikeouts, chamando a atenção dos dirigentes do Giants que queriam a sua contratação. Por contrato e regras da NPB, Murakami não poderia ser negociado, encerrando assim a sua passagem por terras americanas. Ele voltou para o Japão e teve uma belíssima carreira atingindo a marca de ERA 3.64.

Posting System Era…

Muitas conversas aconteceram para que houvesse um acordo entre as grandes ligas americana (MLB) e japonesa (NPB) até que um jovem arremessador nipônico resolveu desafiar o sistema. Se aproveitando de uma brecha no contrato dos jogadores profissionais da NPB, que permitia que o atleta se tornasse “Free Agent” em caso de aposentadoria, o mito Hideo Nomo decidiu no final da temporada de 1994 se aposentar do Kintetsu Bufalloes (Atual Orix Buffaloes)… e assinou com os LA Dodgers logo em seguida, em fevereiro de 1995 (!!!!) Essa falha no processo de transferência internacional e também devido à bagunça na contratação de Hideki Irabu pelos Padres e Yankees, acabou ocasionando a criação do Posting System.
(Irabu foi contratado pelos Padres junto do Chiba Lotte Marines em uma negociação direta, sem bid entre os times da MLB e principalmente sem o consentimento do jogador, então, os Yankees quando souberam da negociação manifestaram o interesse no jogador e protestaram junto à MLB. Ao mesmo tempo, Irabu, que era nissei de pai norte-americano, manifestou a sua intenção de se juntar aos Yankees)

Foi então fechado um acordo entre a NPB e a MLB que tinha a pretensão de manter e garantir a qualidade do baseball na liga japonesa, estabelecendo que atletas japoneses precisavam “contribuir” por pelo menos 9 anos na NPB antes de se tornar um “Free Agent”. (A mesma regra anos mais tarde seria estendida à liga Coreana de baseball também com o objetivo de proteger os seus talentos)

Em dezembro de 2017, essa regra foi flexibilizada para 5 anos, permitindo assim a transferência de Shohei Ohtani para o LA Angels.

Ao todo, desde a chegada de Murakami aos Giants em 1965, 57 jogadores japoneses cruzaram o oceano Pacífico em direção à MLB, incluindo as contratações de Shohei Ohtani (Angels), Yoshihisa Hirano (Dbacks), Kazuhisa Makita (Padres) para a temporada de 2018.

Obviamente, todos os que desembarcaram na MLB tiveram carreiras notáveis na NPB com muitos prêmios, diversas participações em All-Star Games, MVPs, Golden Gloves e jogos pela seleção nacional, principalmente estes 10. Então, pouco falarei sobre a carreira deles no Japão, apenas aqueles fatos relevantes.

Vamos então aos 10 maiores:

  1. Hideo Nomo

Nomo
Sei que muitos vão me criticar por essa escolha, mas para mim, Nomo ainda é o maior.

Claro, o mito Ichiro sempre será o grande recordista, o que teve grandes resultados individuais na liga, mas vou justificar a minha escolha.

Nomo, foi o cara que abriu as portas, o desbravador de verdade e que foi para a América por que quis se testar. Chegou na América em um período de desconfiança no talento dos jovens japoneses e mostrou trabalho, calando críticos, se tornando ídolos e abrindo assim o caminho para outros atletas japoneses brilharem em solo norte americano.

Ele que no Japão já era um fenômeno, sendo MVP e calouro do ano na sua temporada de estreia nos campos da NPB, na MLB foi o calouro do ano (RoY) de 1995 quando também jogou o All Star Game, arremessou 2 “no hitter” na MLB, liderou a liga em Strike-outs duas vezes e jogou por 13 temporadas na MLB, sendo um monstro atuando pelos LA Dodgers (de 1995 a 1998 e de 2002 a 2004). Ainda jogou por Mets (1998), Brewers (1999), Tigers (2000), Red Sox (2001), Rays (2005) e se aposentou pelos Royals (2008).

O seu primeiro No-Hitter foi em 1996, seu segundo ano na MLB, sobre os Rockies no Colorado em um estádio conhecido por ser um Hitters Ball Park, com ar rarefeito e pouco espaço para foulball, e mesmo assim conseguiu atingir a marca (outro No-Hitter só se repetiria na franquia de LA em 2014 com Josh Beckett).

Para aqueles que acreditavam que ele era “Bust”, após ver seus números caírem ocasionando a sua saída de LA e ter passagens apagadas por Mets, Brewers e Tigers, aconteceu o seu segundo No-Hitter em 2001 com a camisa dos Red Sox. E logo na sua estreia em 04 de abril, em pleno Camdem Yards ele despachou 11 batedores dos Orioles por Strike-out, se tornando o primeiro arremessador com a camisa dos Red Sox a conseguir um No-Hitter desde Dave Moreland em 1965. Além disso se tornou o 4.º arremessador da história a conseguir No-Hitter nas duas grandes ligas.

A carreira de Nomo nos EUA foi tão impressionante que ele se tornou um ídolo em LA lembrado até os dias de hoje, onde ganhou o apelido de “The Tornado”. Ganhou patrocínios enormes, recebeu músicas em sua homenagem (sendo citado em outras), teve até tênis com o seu nome no melhor estilo Michael Jordan (Air Max Nomo), fez propaganda para a Sega e gravou esse fantástico comercial para a Nike (ver abaixo), enfim é um dos mitos da MLB.

 

  1. Ichiro Suzuki

Ichiro
O que falar do cara que jogou 18 temporadas na MLB, venceu várias “Golden Gloves”, bateu todos os recordes de Hits da liga e até mesmo foi escolhido como o MVP de All Star Game em que foi perfeito no bastão com 3 de 3, sendo uma dessas 3 rebatidas um “Inside the Park Home Run”?

Além disso, que corredor não tinha medo de encarar o famoso “Laser Beam” que era disparado da “Area 51” (apelido dado pelos fãs dos Mariners ao Right Field do Safeco Field, obviamente uma brincadeira com a área no deserto dos EUA que supostamente teria recebido aliens e a camisa #51 de Ichiro e os disparos dos seus “Raios Lasers”).

Ichiro san é uma lenda! Nem preciso me alongar nas homenagens a ele, vou citar alguns números dele e vocês entenderão a dificuldade e polêmica em deixá-lo na segunda posição:

  • Recorde de Hits em uma mesma temporada: 262 na MLB com a camisa dos Mariners
  • 10 temporadas seguidas com +200 hits, recorde tanto na MLB quanto na NPB
  • 17 seleções consecutivas para o All Star Game e Golden Glove (combinando NPB e MLB)
  • Foi o primeiro jogador japonês de campo a se transferir para a MLB em 2001
  • No seu primeiro ano de MLB com o Seattle Mariners foi o “calouro do ano” e MVP da AL, líder em “Batting Average” e de bases roubadas.
  • Ainda no seu primeiro ano de MLB, acrescentou muito poder ofensivo e defensivo aos Mariners de Seattle que os permitiu igualar o recorde de vitórias em temporada regular que pertencia aos Cubs de 1906: 116 vitórias.
  • Jogou e venceu as duas primeiras edições do World Baseball Classic em 2006 e 2009 com a seleção japonesa, inclusive sendo decisivo nas duas finais.
  • É o único jogador japonês que atuou na MLB que faz parte do Nippon Pro Yakyu Meikyukai (The Golden Players Club), uma espécie de segundo Hall da Fama Japonês, honraria dada aos jogadores japoneses que atingirem a marca de 2.000 hits, 200 wins ou 250 saves.
  • Em 7 de agosto de 2017 atingiu a marca de 3.000 hits na MLB sendo o 30.º atleta a conseguir o feito. Considerando a sua carreira na NPB ele possui mais de 4.300 hits

ichiro 2

Precisa mais explicações do porque ele é um mito?

Apenas para encerrar com alguns momentos que demonstram o profissionalismo de Ichiro, vou citar duas situações inusitadas em sua primeira temporada:

A primeira quando recebeu a sua tradicional camisa #51 inicialmente não gostou e não queria jogar com ela, pois, tinha pertencido ao grande Randy Johnson. Ichiro então telefonou ao arremessador e prometeu que não deixaria a camisa #51 dos Mariners ser motivo de vergonha enquanto a estivesse vestindo, pois, era uma grande responsabilidade. Hoje a camisa #51 dos Mariners é mais lembrada por ter sido de Ichiro que do Big Unit.

A segunda foi engraçada. Quando um repórter americano o entrevistou após um jogo, perguntou o que ele considerava a maior diferença entre jogar no Japão e jogar nos EUA e a resposta foi algo parecido com “…A sujeira no Dugout! Como vocês americanos conseguem descansar e se concentrar nos intervalos entre as entradas em um lugar tão sujo? E por que gostam tanto de cuspir no chão de um território que é como a sua casa?…” nem preciso descrever a cara com que o jornalista ficou após a entrevista, né?

  1. Hideki Matsui

Texas Rangers v New York Yankees
O Godzilla é outro monstro que desembarcou na terra das oportunidades sob grandes expectativas e foi logo mostrando um bastão muito afiado e potente, conquistando rapidamente a torcida do lado do Brooklyn em NY.

Muito dessa expectativa foi porque Matsui chegou logo após Ichiro ter feito tudo o que fez na MLB nos seus primeiros anos.

Bom o que acontece é que o Godzilla tem estrela desde o começo da carreira: foi draftado na primeira rodada da NPB pelo poderoso Yomiuri Giants e ganhou de presente o número que eternizou a sua carreira: o #55 que nos Giants simplesmente pertenceu a Sadaharu Oh, o recordista mundial de Home Runs.

Por terras nipônicas Matsui levou os “Kyôjin” a 3 títulos de Nippon Series, sendo MVP de uma delas (2000) chamando a atenção dos olheiros de NY.

Em NY todo mundo conhece a história: jogou de OF e principalmente DH em um time que tinha A-Rod, Jeter, Posada, Mark Teixeira e Robinson Canó, foi campeão da World Series em 2009 com esse elenco recheado de astros e acabou eleito o MVP das finais, foi eleito para o All Star Game por duas vezes e foi o primeiro jogador japonês a rebater 100 HR na MLB.

Todos esses números e o MVP do último título de World Series do gigante de New York fizeram com que Godzilla se tornasse um dos ídolos recentes da história dos Yankees, a ponto de fazer o time assinar um contrato de 1 dia para que ele pudesse se aposentar como um verdadeiro Yankee.

 

  1. Daisuke Matsuzaka

Matsuzaka
Dice-K como ficou carinhosamente conhecido na América é mais um fenômeno japonês que saiu do colegial direto para a primeira rodada do draft da NPB. Curioso é que o fenômeno que estudou na cidade de Yokohama, queria ser draftado pelo time local, os BayStars, sob a condição de caso não fosse selecionado pelo time da cidade iria trabalhar em alguma empresa até ser escolhido pelos BayStars para jogar na NPB. O que aconteceu foi que o Manager dos Lions à época, o ex-arremessador dos Lions entre 1969 e 1988 Osamu Higashio, convenceu o garoto a se juntar ao time de Saitama em um jantar em que deu a ele de presente a bola utilizada no último arremesso da sua vitória de número 200.

A partir dai o garoto venceu o prêmio de calouro do ano de 1999, ganhou 7 Golden Gloves, teve um ERA médio de 2.90 em 7 temporadas e uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas 2004. Essas credenciais o levaram ao selecionado japonês que jogaria o World Baseball Classic em 2006.

Com performances espetaculares no WBC 2006, o título e o MVP do torneio, chamou a atenção dos times da MLB. Assim os Red Sox o contraram em novembro de 2006 vencendo uma disputa com os Rangers, os Mets e os Yankees.

Na sua estreia como um Red Sox em 2007, se tornou o primeiro arremessador a lançar 10 strikeouts nas 3 primeiras partidas da carreira na MLB desde Fernando Valenzuela em 1981. E teve mais: nessa temporada, chegou aos playoffs e venceu o jogo 7 da ALCS contra os Indians com uma performance digna de um Ace e se tornou o primeiro arremessador japonês a vencer um jogo de playoff na MLB e o quinto calouro a começar um jogo 7. Venceu ainda o jogo 3 daquela World Series em pleno Coors Field. Terminou o ano como campeão da World Series

Dice-K ficou também conhecido por ser um arremessador com um braço muito forte e resistente, chegando a aguentar jogos de mais de 120 arremessos mais de uma vez. Também ficou conhecido pela sua variedade de arremessos e pela sua frieza no montinho, por diversas vezes jogava com a contagem completa e saia ileso.

Teve mais uma participação decisiva no World Baseball Classic de 2009 vencido novamente pelo time japonês, vencendo as 3 partidas que jogou fechando a competição com ERA de 2.45 e o seu segundo título de MVP.

Foi um monstro nos primeiros anos, mas teve muitos problemas com lesões. Atualmente está atuando na NPB e acaba de assinar com o Chunichi Dragons de Nagoya.

Nosso patrão Clods chora de saudades do querido Dice-K. =)

  1. Koji Uehara

MLB: Tampa Bay Rays at Boston Red Sox
Koji é outro que ainda está na ativa, atuando na MLB desde 2009. Arremessador destro com uma carreira muito sólida na MLB tendo atuado pelos Orioles, Rangers, Red Sox e Cubs. Uehara tem números sólidos na MLB, como o strikeout rate de 10,73 K/9 e um walk rate de 1.36 BB/9 (considerando até a temporada 2016). Só na temporada 2016, seus números foram de 7.91 K/BB, a melhor marca da história da MLB para arremessadores com pelo menos 100 entradas jogadas.

Uehara ainda foi MVP da ALCS de 2013 quando ajudou os Red Sox a vencer a liga americana. Ainda, levou os “meias vermelhas” à sua terceira World Series em 10 anos onde inclusive, fechou o jogo final desta World Series contra os Cardinals. Nesta mesma série proporcionou o lance mais inusitado da temporada, quando venceu o jogo 4 com um “pick-off” para a primeira base, eliminando o “pinchrunner” Kolten Wong matando o jogo. Com o título da World Series de 2013, Uehara se tornou 1 dos 2 jogadores japoneses da história a vencer a World Series e o World Baseball Classic, o outro é o seu compatriota Dice-K.

 

  1. Hiroki Kuroda

hiroki-kuroda
Kuroda foi um arremessador daqueles, forte e resistente que ficou no “quase” no-hitter pelo menos 3 vezes na sua carreira, levando o no hitter pelo menos até a 7.ª entrada.

Em toda a sua carreira na MLB jamais teve um ERA maior que 3.76.

A torcida dos Dodgers se lembra bem quando Kuroda era o Ace do Bullpen, pois, era uma máquina comedora de innings. Encerrou a carreira nos Dodgers com um ERA de 3.46 e 3 temporadas com mais de 30 partidas iniciadas.

Quando virou free-agent se mudou para New York para jogar nos Yankees. Na Big Apple na sua primeira temporada venceu 16 jogos, seu recorde pessoal na MLB, se tornando um dos starters mais consistentes do Bullpen dos bombers nos anos que esteve por lá.

  1. Masahiro Tanaka

tanaka
Tanaka é mais um craque japonês do montinho que surgiu para a américa no World Baseball Classic de 2009. Contratado pelos Yankees em Janeiro de 2014, na sua primeira temporada chegou rapidamente a marca de 113 strikeouts em 99 innings e teve um recorde de 11-1 nas suas primeiras 14 partidas como um Yankee, com um impressionante ERA de 1.99. Resultado, foi selecionado para o All Star Game na sua temporada de estreia na MLB.

Se tornou o Ace do bullpen dos Yankees em 2015 jogando o Opening Day contra os Blue Jays, mesmo com o astro CC Sabathia no Time.

Depois disso, sofreu com lesões em 2015 e mesmo assim fechou a temporada com um recorde de 12-7 e ERA de 3.51 em 24 partidas.

Tem sido bastante consistente e resistente, por exemplo, nas duas últimas temporadas jogou pelo menos 30 jogos com um recorde de 27-16 e se tornou um dos homens de confiança do então técnico Joe Girardi. Ainda tem mais 3 anos de contrato com os Yankees e muito baseball nas suas mãos. É um craque, mesmo que a torcida “Novaiorquina” no Brasil pegue no pé dele, não é mesmo amigos Luiz Chef e Paulo Teclas?

  1. Yu Darvish

yu-darvish
O que ninguém que acompanha as performances de Yu Darvish hoje e vêem os Angels levarem o seu “irmão caçula” Ohtani para Los Angeles sabe, é que o destino de ambos poderia ser o mesmo. Quando ainda era um colegial Darvish era observado de perto pelos Angels e poderia ter ido para lá antes mesmo de se formar. Quis o destino que ele jogasse no Japão, se destacasse e fosse campeão do World Baseball Classic de 2009 em um time que além dele tinha Ichiro, Matsuzaka, Iwakuma, Fukudome, Tanaka, Johjima, Aoki e Kawasaki. Uma turma e tanto e que contava com muitos craques do montinho.

Bom, na sua primeira temporada pelos Rangers, já mandou um shutout de 8,1 innings em um jogo contra os Yankees em uma partida que marcou história: foi a primeira vez que 2 arremessadores japoneses iniciavam uma partida de MLB, o outro era Hiroki Kuroda dos Yankees.

Além disso, Darvish acumula 4 nomeações para o All Star Game, liderou a liga em StrikeOuts (2013) e arremessou na World Series em 2017 pelos Dodgers. Possui na carreira da MLB bons números como: ERA de 3.42 em 131 jogos com 56-42 de recorde e 832 entradas em 5 anos de liga.

Darvish já está desde 2012 na MLB e já conquistou o seu espaço, sendo inclusive disputado nesta off season por muitos times que gostariam de contar com o seu talento.

  1. Hisashi Iwakuma

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Assim como Darvish, chegou a MLB na turma de 2012 e é mais um daquela grande geração japonesa campeã do World Baseball Classic de 2009.

Foi All Star em 2013, quando também ficou na terceira colocação na corrida para o prêmio de Cy Young, atrás apenas dos craques Max Scherzer e seu compatriota Yu Darvish. Terminou a temporada 2013 com um impressionante ERA de 2.66 e WHIP de 1.00.

Em 2015 alcançou o mito Hideo Nomo e se tornou o segundo arremessador nipônico a arremessar um No-Hitter na MLB, o quinto na história do Seattle Mariners.

No total tem 6 anos de MLB com recordes de 63-39, ERA de 3.42, WHIP de 1.143 e 7.3 Strikeouts por 9 entradas.

Infelizmente sofreu com algumas lesões que o impediram inclusive de se transferir para os Dodgers no passado. Atualmente após não ter renovado com os Mariners, assinou um contrato de Minors com os mesmos, para se recuperar e aguardar uma proposta que seja atraente.

  1. Tadahito Iguchi

Iguchi
Iguchi é um cara que não é muito lembrado pelos torcedores dos times, mas, é o único dos jogadores nipônicos que venceu duas World Series… isso mesmo dois anéis para o multicampeão Iguchi.

Ele chegou em 2005 aos White Sox contratado como Short-Stop consagrado no Japão, mas o então técnico Ozzie Guillen o “adaptou” na segunda base, onde jogou os seus 4 anos de MLB até retornar ao Japão onde hoje se tornou técnico. Após a quebra do jejum de 88 anos dos White Sox o comandante Ozzie Guillen chegou a dizer que o jogador mais importante daquele título era o japonês Iguchi, tamanha contribuição ele fez ao time.

Em 2007 ele foi trocado com os Phillies, se tornando o primeiro jogador japonês a vestir o manto sagrado da Filadélfia, para a alegria do nosso brother André “Philão”, colaborador deste Blog. Saiu para os Padres, mas retornou para Phila em tempo de ver o time ser campeão da World Series, ganhando assim o seu segundo anel de campeão.

Fato curioso: Iguchi é o único jogador da história a ser campeão por dois times distintos tanto na MLB (White Sox e Phillies) quanto na NPB (Fukuoka Daiei Hawks e Chiba Lotte Marines).

Menção honrosa: Masanori Murakami

Masanori Murakami
Murakami ganha uma homenagem deste colunista, por ter sido o primeiro a cruzar o oceano e mostrar trabalho. Tá certo que foi para realizar um estágio de alguns meses e acabou fincando por lá um ano.

Atuou como Reliever nos Giants e só não ficou definitivamente porque a sua educação japonesa quis assim. Seu técnico disse que não deveria ficar, pois, tinha contrato no Japão e ele obedeceu e não ficou. (Imagina se ele fosse argentino Platense e chegasse em Jundiai, né Hermano? hehe)

Teve uma carreira de sucesso no Japão e jamais retornou à San Francisco como jogador, apenas como um homenageado. Esse sim é o cara que começou tudo.

É isso ai pessoal. Por hoje é só!

O que achou da minha lista? Polêmica? Discorda?
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Ricardo “Shigue” Nozuma é nissei, ex-jogador dos Bacamartes de São Paulo, apaixonado por baseball (principalmente o japonês) e escreve exclusivamente para o Major Sports Blog.

#Sports4Life

Categorias:baseball, beisebol, mlb, NPB

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