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Caindo no Tatami – Grand Slam de Paris 2018 de Judô

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Kyotsuke !! Rei !! Hajimê !!

Bem-vindos leitores do Major Sports Blog e praticantes do caminho suave.

Após uma boa participação no Grand Prix de Túnis (Tunísia), onde conseguiu 4 medalhas (1 ouro, 1 prata e 2 bronzes) com a seleção considerada reserva, o time Brasil vai encarar o primeiro Grand Slam do ano e logo em território inimigo: Paris!!!

Terra do temido e mito Teddy Riner, o primeiro grande torneio do ano será realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro na Accor Hotels Arena e contará com 429 atletas de 73 países diferentes.

Para aqueles que começam a acompanhar o esporte e não tem ideia da dimensão do Grand Slam de Paris (antigo Paris Open), lendas do passado venceram este torneio, lendas como o considerado melhor de todos os tempos Yasuhiro Yamashita (bicampeão do torneio em 1976 e 1979), a cubana Amarilis Savon (9 pódios em Paris) e o mito Tadahiro Nomura (2 títulos em 2000 e 2004).

No mosaico em sentido horário: Yamashita, Savon e Nomura

Como de costume, sempre é preciso ter um “momento Milton Neves” nas minhas colunas (rsrsrs), você sabia que o país que recebeu a maior disseminação do Judô na Europa foi a França?
Pois bem, no começo do século XX alguns mestres no caminho suave desembarcaram em Londres, através do Sensei Yukio Tani, para disseminar a cultura e acabaram cativando um professor francês que levaria a modalidade para a sua terra natal. Apenas alguns anos depois, o Sensei Kawazaishi se dirigiu para a França, tornando o país na segunda maior potência mundial no esporte (Momento corneteiro: mesmo assim, em 2017 o Brasil fechou o ranking geral de medalhas da Federação Internacional em segundo lugar, atrás apenas do Japão #ChupaFrança).

Voltando ao presente, o time Brasil escalou 14 atletas para a disputa dessa etapa.
Não veremos Brazucas em todas as categorias, mas com certeza um time forte para representar o país.

Enquanto isso o favoritasso Japão vai com 21 atletas, algumas estrelas, mas até o momento sem os líderes do ranking.

Já a França, a dona da casa tem “somente” 56 atletas inscritos, se aproveitando do regulamento, que permite até 4 atletas por categoria. Entretanto o monstro Riner não aparece na lista de inscritos até o momento da redação deste artigo.

As chaves do torneio serão sorteadas considerando os 8 melhores rankeados inscritos por categoria como cabeças de chave. Os demais seguirão preenchendo o “bracket”de acordo com as suas colocações no sorteio, muito semelhante às chaves de Tênis.

Apesar de ser um dos mais tradicionais torneios do circuito, ao lado do Grand Slam de Osaka, teremos somente 7 lideres (dentre as 14 categorias) dos respectivos rankings disputando essa edição, 2 homens e 5 mulheres. Mas isso não significa uma queda de qualidade no evento, pois, se considerarmos os 10 primeiros colocados no ranking por categoria são 37 atletas no feminino e outros 28 no masculino. Ou seja, nenhum aventureiro terá vida fácil em Paris.

Pra se ter uma ideia, o veterano atleta brasileiro da categoria 81 kg, Leandro Guilheiro, amarga uma péssima posição de número 216 no ranking e deve ter uma chave complicada, mas que atleta melhor colocado gostaria de cruzar com o campeão de Paris em 2010 e o seu famoso (e porque não poderoso) Uchimata?

GUILHEIRO-Uchimata

Destaques do Time Brasil

O Time Brasil será representado por:

  • Masculino:
    • Felipe Kitadai – 60 kg
    • Phelipe Pelim – 60 kg
    • Charles Chibana – 66 kg
    • Victor Penalber – 81 kg
    • Leandro Guilheiro – 81 kg
    • Eduardo Bettoni – 90 kg
    • Rafael Buzacarini – 100 kg
  • Feminino:
    • Sarah Menezes – 48 kg
    • Jessica Pereira – 52 kg
    • Eleudis Valentim – 52 kg
    • Ketleyn Quadros – 63 kg
    • Samanta Soares – 78 kg
    • Camila Yamakawa – +78 kg
    • Rochele Nunes – +78 kg

Apesar de mandar um time mais experiente para Paris em comparação ao Gran Prix de Tunis, o time Brasil não deverá ter vida fácil. O atleta melhor colocado no geral é Charles Chibana (#10 na categoria 66 kg). Entra como o cabeça de chave #6 da categoria, que conta com 5 dos 6 primeiros colocados no Ranking Mundial. É favorito, mas terá pedreiras pela frente.

No feminino, o destaque é para Jessica Pereira (#10 na categoria 52 kg) que entra como a cabeça de chave #5 da categoria, garantindo uma vida mais fácil e quem sabe até mesmo um Bye na primeira rodada.

Ainda, teremos Phelipe Pelim como cabeça de chave #4 da categoria 60 kg que ainda conta com o medalhista olímpico Felipe Kitadai e Victor Penalber, cabeça de chave #5 da categoria 81 kg, a mesma de Leandro Guileiro.

Outros destaques

Infelizmente não será dessa vez que poderemos torcer pela revanche do último mundial em que o nosso David Moura perdeu o ouro para o mito Teddy Riner por Ippon com um belíssimo Hiza-guruma. Infelizmente não será dessa vez que os líderes do ranking mundial se enfrentarão, pois, ambos não estão inscritos para esta etapa do GS.

Outro destaque é a chave feminina da categoria 63 kg. Nesta chave estão confirmadas simplesmente 7 das 10 melhores do Ranking, incluindo ai as 4 melhores, com destaques para a líder do Ranking , a eslovena Tina Trstenjak que em 2017 disputou 5 torneios e obteve 5 pódios e recentemente venceu o Grand Prix de Túnis, e para a japonesa Nami Nabeku que assim como a líder, subiu ao pódio na 5 competições que disputou em 2017 com 2 títulos.

Ainda é cedo para falar sobre as chances de cada brasileiro, pois, sem as chaves definidas não é possível saber se haverá algum “mismatch” para os nossos atletas, resta aguardar o sorteio das chaves para então começar a torcida e vibrar com as imensas e lotadas arquibancadas da Accor Hotels Arena.

arena

Esse é um pequeno aperitivo para o que vem por ai. Vamos acompanhar os resultados dos Brasil nesse primeiro Grand Slam do ano, informando pelo Twitter e voltamos com uma análise completa dos destaques do torneio e principalmente a performance dos nossos atletas.

Para quem quiser acompanhar as lutas ao vivo, pode acessar diretamente o streaming da federação internacional de Judô no endereço: https://live.ijf.org/

Deixo com vocês um pequeno aperitivo do que vem por ai:

Osssssss!

Ricardo “Shigue” Nozuma contribui periodicamente e exclusivamente para o Major Sports Blog.

#Sports4Life

 

 

Categorias:esporte, Judô, sports

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