esporte

Valencia Club de Fútbol – Los Muricélagos

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Clube grande e tradicional espanhol, pentacampeão em La Liga, hepta da Copa Del Rey, com mais quatro conquistas europeias (com destaque para a Copa da UEFA, a maior delas), acostumado a dar trabalho para os gigantes Barcelona e Real Madrid (nos últimos tempos nem tanto) e figura carimbada em competições de grande porte (geralmente a UEFA Champions League), o Valencia passou por um período de incertezas e mais tiros errados do que acertando o alvo nas últimas temporadas.

São fatores que colocaram este time abaixo dos demais dentro da própria Espanha. Enquanto Atlético de Madrid, Sevilla e Athletic Bilbao ganharam terreno, Los Murcielagos buscam recuperar o tempo perdido.

Hoje, até o fechamento deste texto, o Valencia é o atual quarto colocado do Campeonato Espanhol, atrás de catalães, colchoneros e merengues (só o Barça não perdeu em La Liga). O clube chegou a estar invicto até a 13ª rodada, quando caiu para o Getafe.

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Mas até chegar lá, muitas decisões erradas que culminaram em temporadas desastrosas e trocas sucessivas de técnicos (entre eles um inglês que é melhor nem comentar, certo Neville?). Do mês de dezembro desde 2013 em diante, sempre era esperado que alguém fosse dispensado no comando técnico, tendo que começar os trabalhos com a temporada em andamento (e para quem pensava que só no Brasil isso acontecia. E isso é prejudicial… ACORDA, SÃO PAULO!). Com a chegada de Marcelino Garcia Toral, após boas temporadas no Villareal, o clube acertou um rumo, jogando de maneira sólida e competitiva.

A aposta em jogadores que demonstraram talento, mas que estavam encostados nos seus clubes, também ajudou. Medalhões como Nani não chegaram e no gol, a saída de Diego Alves seria uma grande perda. Para repor, chegaram nomes como Simone Zaza (Juventus), Gabriel Paulista (Arsenal) e Neto Murara (Juventus). Sem contar aqueles que voltaram de empréstimo, como Álvaro Negredo e Rubén Vezo. E uma aposta em uma jovem promessa do Celta de Vigo que vingou depois de um 2016-17 ruim: Santi Mina.

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Com um time menos badalado e bem mais competitivo, o Valencia voltou a figurar entre os primeiros na Espanha. Algumas partidas em especial foram marcantes, como na segunda rodada do espanhol contra o Real Madrid no Santiago Bernabéu, o duelo contra o Celta de Vigo no Mestalla e as duas cacetadas na dupla de Sevilla (Real Bétis e Sevilla). Na Copa Del Rey, o time chegou longe. Só caiu na semifinal para o Barcelona (que está impossível, é verdade).

goalieO que esse goleiro joga é brincadeira! Monstro demais!

Das contratações, os maior destaque (na minha opinião) é o goleiro Neto. Vindo da Juve, Neto teve passagem muito boa pela Fiorentina e era apontado como o sucessor do grande Gianluigi Buffon, quando ele pendurasse as luvas. Mas Buffon ainda está em alta e isso fez com que o brasileiro buscasse novos ares. Com muitas defesas importantes (e alguns milagres absurdos), Neto fez com que Los Che esquecessem Diego Alves rapidamente (e pensar que custou ‘apenas’ U€ 7 milhões). Ele também é um dos responsáveis pela crescida brusca na defesa, considerada uma das piores nos últimos anos (a sexta mais vazada da temporada passada – 65 gols sofridos), hoje aparece entre as cinco melhores da competição (30 gols sofridos). Pelas atuações, merecia ser lembrado para a Copa do Mundo na Rússia, mas as chances são baixíssimas tendo em vista a concorrência e por Tite já ter seus nomes de confiança para o gol verde e amarelo.

valenciaNa foto – Santi Mina (artilheiro-nato); Gonçalo Guedes (o garçom); Dani Parejo (capitão e referência da equipe nos últimos anos) e Rodrigo (atacante brasileiro – naturalizado espanhol – e renovou seu vínculo até 2022

Já no ataque, Zaza começou voando, fazendo gol a torto e direito. Mas o italiano não marca desde dezembro e o jejum com as redes vem sendo crucial na sua queda de rendimento. Em compensação, tanto Rodrigo quanto Santi Mina tem ajudado e mantendo o nível do ataque, o terceiro melhor da competição (e um dos três com 50 gols marcados em toda a La Liga). Mina, inclusive, aparece no top-10 da artilharia do espanhol (11 gols). Nas assistências (Gonçalo Guedes – 6) e oportunidades de gol (Dani Parejo – 46), tem jogador que aparece entre os 10 em cada uma das estatísticas.

5rerch90q4_4ntm895qys_fileVámos, Muricélagos!

 

Vitor @chaveatle Silva trouxe especialmente para o blog Major Sports esse belo texto, contando um pouco do que é o Valencia, time de torcida apaixonada e muita tradição.

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