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10 MOTIVOS (e mais alguns) pra acompanhar a Major League Baseball

Alguns (e bons) motivos para o fã de esportes amar o Beisebol

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Olá queridos seguidores e leitores do Major Sports Blog (MSB). O seguidor da nossa página Sávio @sguadelupe nos solicitou um texto com 10 motivos para acompanharmos a próxima temporada da Major Legue Beisebol (MLB). Como a nossa equipe é muito “foda”, nós fomos além desses 10 motivos pedidos e citamos 13. Neste texto iremos deixar algumas imagens ilustrativas e fazer as devidas justificativas. Sem mais delongas, vamos lá!

1 – SEM FRONTEIRAS – O beisebol é indiscutivelmente o esporte mais democrático dentre as quatro grandes ligas americanas, envolvendo ativamente participantes dos 5 cinco continentes. Recentemente jogadores brasileiros tem conseguido seu espaço dentro da Major League, sendo que os que mais se destacam são Yan Gomes, catcher (receptor) do Cleveland Indians e o único a ganhar uma World Series, o defensor externo Paulo Orlando. Há também jogadores de pequenas ilhas do caribe como o excelente interbases Andrelton Simmons, nativo de Curaçao e em 2016 o primeiro jogador nativo da África estrou na MLB, o Sul Africano Gift Ngoepe´s, segunda base do Pittsburg Pirates

2 – HISTÓRIAS, FOLCLORE E MALDIÇÕES – O contexto folclórico que envolve o esporte (as manias, os mitos, e as suas maldições, que são únicas no esporte) são um charme a parte. Os jogadores, treinadores e todos os membros da comissão técnica das equipes que ficam no “dugout” tem a incrível mania de mascar sementes de girassol e chicletes durante as partidas. Cenas lamentáveis e, convenhamos, nojentas são flagradas em todos os jogos, mas, trata-se mais do que uma mania, muitas vezes é até superstição por parte de alguns jogadores.

No que diz respeito a maldições, talvez a MLB tenha as melhores histórias, podemos citar aqui dois casos interessantes e divertidos sobre esse assunto.

  • A maldição do Bode – Vivida pelos torcedores do Chicago Cubs até o de 2016. Em 1945, Billy Sianis resolveu levar o seu bode de estimação, “Murphy”, ao estádio, mas a presença do bodinho não estava agradando a torcida, graças ao seu mau cheiro, logo, eles foram convidados a se retirarem do Wrigley Field. Sianis, descontente, “lançou a maldição”: Os Cubs nunca mais ganhariam a World Series! Foram necessários 71 anos para exorcizar o mal e ver o tão sonhado título da franquia, em uma emocionante World Series decidida no jogo 7, em entradas extras, após uma chuva, o Cubs espantou a maldição.

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  • A maldição do Bambino – Quem também passou por anos bem nebulosos foi o Boston Red Sox, aparentemente por conta de um “fantasma” que assombrou a franquia por anos, entenda: No ano de 1914 o Boston contratou um garoto muito talentoso, o qual ficou famoso pela alcunha de Babe Ruth. Como jogador do Sox venceu 3 títulos (1915,16 e 18), mas, conta a história que a paixão pelos musicais levou o manager dos RedSox a realizar a fatídica troca de sua estrela com o maior rival, o New York Yankees, para financiar um musical na Broadway, eis então que surge a “maldição do Bambino”. O que foi uma péssima negociação acabou virando um pesadelo de 86 anos com viés de crueldade em certos momentos da história dos Red Sox, aonde o time sofreu eliminações em momentos decisivos de formas tão doloridas que nem os melhores roteiristas do cinema poderiam imaginar.

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3 – O PASSATEMPO DE 27 ELIMINAÇÕES – Há uma frase que resume bem o beisebol para o norte americano: “O PASSATEMPO PREFERIDO DA AMÉRICA” – E isso se deve ao fato de ser um jogo que só acaba após as 27 eliminações. Diferentemente da NFL, NBA e NHL, onde o jogo é determinado por um período de tempo, o beisebol não tem o reloginho determinando um tempo para a partida terminar. Tem que eliminar os jogadores do time adversário até o último, independentemente de quanto esteja o placar do jogo. Tudo pode acontecer, mesmo se o jogo estiver na Nona entrada, com placar de 8×0, 2 eliminados e contagem 0–2, ou seja, a 1 strike de finalizar, temos alguns exemplos de que nada esta acabado enquanto não termina:

A quebra da maldição: A série entre Yankees x Red Sox de 2004. 3×0 na série para o time de Nova Iorque, faltava apenas um jogo com 27 eliminações em quatro oportunidades. Nunca na história havia ocorrido de um time da MLB conseguir virar uma série após estar perdendo por 3×0. Eis que os Red Sox conseguiram a tal façanha, venceram a série por 4×3 e venceram a WorldSeries daquele ano, quebrando assim a maldição do bambino após 86 anos.

Uma historinha longa, mas que também vale ser contada nessa sessão. Setembro de 2011, último dia da temporada regular. Haviam brigas nas duas ligas para classificar (Boston estava muito na frente do Tampa Bay, mas jogou o mês de setembro muito mal e chegou no último dia da temporada regular dependendo da vitória do maior rival, o Yankees sobre os Rays, enquanto enfrentava o lanterna: Orioles, em Baltimore). O NYY abriu 5 x 0 em duas entradas (com David Price no montinho), o que encaminhava a vaga para Boston. O jogo no Camden Yards estava 3×2 para os Sox até o momento que choveu e o jogo foi interrompido. Na liga nacional, Braves e Cardinals brigavam pela última vaga. Os Braves recebiam os Phillies em casa e os Cardinals jogavam contra os Astros, em Houston, uma hora depois. Os Braves venciam até a nona entrada e eis que entra Craig Kimbrel, que naquele ano estava “on fire”, para fechar o jogo, mas ele cedeu o blown save e o jogo foi para entradas extras. St. Louis tratou de fazer sua parte rapidamente, abrindo 8×0. O jogo do Cardinals terminou antes do jogo dos Braves, que só foi acabar na 13ª entrada, com vitória dos Phillies por 4×3, frustrando os planos e a temporada do Atlanta. Os Braves chegaram a ter 11 jogos a frente dos Cardinals no início de setembro, mas acabaram fora dos playoffs. Já do outro lado, Tampa conseguiu diminuir a vantagem para 7×6 na 8ª entrada e na nona com 2 eliminados, Joe Maddon coloca um jogador improvável: Dan Johnson. Não é que o mesmo bateu o HR que levou o jogo para entradas extras? A chuva em Baltimore cessa e o jogo retorna. Boston estava melhor na partida, contra um Baltimore que estava numa raça absurda, como se eles estivessem brigando por playoffs, cheio de jovens e com Buck Showalter em sua primeira temporada completa no time. Então, eis que vem Jonathan Papelbon para fechar o jogo, o qual, consegue fazer duas eliminações (Jones e Reynolds, ambas por K), em seguida, Chris Davis consegue uma rebatida dupla, dando chance para Nolan Reimold (o #9 do lineup), que já tinha tido uma rebatida contra o Papelbon na carreira. Contagem 2-2 e ele consegue um “ground role double” e o jogo fica 3-3. O próximo era Robert Andino (1-5 no jogo), que vinha muito mal, mas, incrivelmente, conseguiu impulsionar o Nolan e decretar a vitória dos Orioles. Em Tampa, o jogo ia para a 12ª entrada, e com os Rays dependendo apenas de si, é então que surge o herói e clutch: Evan Longoria. Home Run antológico que classifica o time da Flórida e elimina Boston. Segue o vídeo com o dia do caosssssssssss!!!! – O vídeo abaixo resume esse dia maluco:

4 – O FANTASY PEGA FOGO – Os doentes por fantasy em alguns momentos deixam de torcer para o time de coração para torcer para o seu jogador do fantasy e adversário na partida para obter um bom desempenho nas ligas. No “fantasy dos letrados” o senhor Paulo Correia e o Luis Chef cansam de fazer isso. A turma fica “p” da vida, além das resenhas que ficam para a história da liga. Existe também a turma que gosta da aposta esportiva. Nada de clubismo!!! O clubismo é o bolso cheio após uma aposta certa e lucrativa. Experimente montar a sua liga de fantasy e veja como o negócio realmente é viciante.

5 – A BUSCA PELA PERFEIÇÃO – O Beisebol é um dos esportes mais complexos que existe e vencer uma partida eliminando os 27 rebatedores sem ceder nenhuma rebatida, nenhuma base por walk ou sem cometer erros é algo raríssimo, por isso, há sempre a expectativa pelo tão sonhado jogo perfeito. Por conta dessa complexidade, o “perfect game” é um feito raríssimo na liga. O último jogo perfeito aconteceu no dia 15 de agosto de 2012, graças ao queridíssimo Felix “King” Hernandez. Na história aconteceram apenas 23 jogos perfeitos. Em uma liga centenária, dá pra perceber a dificuldade desse feito, mesmo com cada time da MLB realizando 162 jogos na temporada regular. Abaixo segue o jogo na íntegra com o perfect game do Hernandez e também dois exemplos de jogos que estavam “perfeitos” até a última entrada e foram negados pelos rebatedores. Casos do Scherzer e do Darvish, é algo de doer o coração.

King Felix “perfect game”

O que deveria ser um perfect game do Scherzer virou um no-no.

Yu Darvish perde o seu perfect game depois de 8.2 ininngs perfeitos.

6 – PLAYOFFS ALUCINANTES – Os playoffs da MLB são de longe os mais espetaculares entre as quatro grandes ligas americanas, o jogo se transforma quando começam os playoffs, tudo muda, a atmosfera dos estádios, a adrenalina dos jogos, a tensão a cada inning. Quando Outubro começa, cada arremesso conta uma história, um drama. Nas duas últimas temporadas, a World series acabou no jogo 7. A lógica e a razão somem em muitos momentos. Rebatedores pipocando, arremessadores titulares, reservas e fechadores sendo inconstantes, heróis e vilões improváveis surgem para apimentar e fazer a história. Quer um exemplo? Recomendamos que assista o alucinante jogo 7 da World Series de 2016 entre Cubs @ Indians, segue na íntegra:

7- CALCULADORAS EM MÃOS – De longe também é o jogo mais estatístico entre as quatros grandes ligas. Você pode ser péssimo em matemática ou estatística, mas o beisebol é capaz de mudar a sua concepção, pois o mesmo irá abrir a sua mente para infinitas possibilidades. Além do aspecto do jogo em si, os matemáticos, estatísticos ou caso você queira utilizar o termo “sabermetrics” estão tomando conta das franquias. Quer saber mais como as estatísticas podem “mudar o jogo”? Sugerimos que assista o filme “Moneyball: o Homem Que Mudou o Jogo”. Deixarei link (dublado) do YouTube , mas o filme também está disponível na Netflix, resumidamente, conta a história de como o GM Billy Beane e Paul DePodesta conseguiram implementar as “sabermetrics” e levaram um desacreditado Oakland A’s à uma série incrível de vitórias e classificação para os playoffs. Vale a pena.

8 – QUEM GANHA É O TIME – O beisebol É coletividade. Você pode ter o melhor jogador do esporte no seu “club house”, mas se o time não contribuir atacando e defendendo, a chance de sucesso é a menor possível. No beisebol atual nós temos dois jogadores (futuros HOF) que mesmo com suas performances incríveis ano após ano, ainda não conseguiram levar seus times à glória de vencer a World Series.

Mike Trout (692 Runs, 1040 Hits, 30,6%BA, 201 Home Runs, 41%OBP, 56,6%SLG, .976OBP em apenas sete temporadas)

Clayton Kershaw (144 Wins, Era 2,36, 1935.0 IP e 2120 Strikeouts em 10 temporadas).

Kershaw e os Dodgers chegaram bem perto na temporada 2017, perdendo na WS para o Houston Astros no jogo 7 e mesmo com o Front Office do LA Dodgers tentando via farm e gastando os tubos de dinheiro, o título ainda não veio. Será que esse ano vai?

9 – TAMANHO NÃO É DOCUMENTO – Um esporte onde qualquer biótipo físico (com a sua devida preparação) pode ter um bom desempenho e fazer sucesso na liga. Arremessadores altos (em sua maioria), com uma silhueta acentuada, jogadores de infield normalmente de baixa estatura, franzinos, mas com uma agilidade e alcance fora do padrão e outfielders com braços potentes. Deixarei aqui um vídeo ilustrativo com o ídolo do Chef, CC Sabathia.

diferencaO gigante Aaron Judge e a “formiga atômica” Ronald Torreys, dos Yankees

O “rechoncudo” Sabathia, ainda “em forma”

10 – RESPEITA OS COROAS – Idade não é documento na MLB! Enquanto o jogador tiver talento ou potência no bastão e no braço, seja jovem ou mais experiente, ele terá o seu espaço garantido na liga. Vou citar dois mitos como exemplo. O nosso primeiro exemplo é o mito, santidade, deus Bartolo Colón! O interminável Bartolito está indo para indo para a sua 21ª (Vigésima primeira) temporada, veja bem, um dos jogadorea mais jovens da Liga, Ronald Acuña dos Braves, tem menos tempo de vida do que Colon de liga e não se ouve o uma vez Cy Young e 4x All Star falar em aposentadoria!

Outro mito da foto e não menos interminável é o japonês Ichiro Suzuki. Com 44 anos de idade ele está indo para a sua 18ª temporada na MLB (antes ele jogou por nove anos no Orix Blue Wave da NPB). Ele simplesmente foi ROY no ano de estreia na MLB e depois conquistou nada mais, nada menos do que 10 luvas de ouro, 1 MVP, 3x Silver Slugger, por duas vezes foi quem mais rebateu na temporada e ainda foi MVP de um ASG (nesse jogo ele conseguiu um Inside The Park Home Run). Na carreira ele acumula incríveis 3080 rebatidas.

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11 – POTÊNCIA E SUTILEZA – É um jogo que pode ser decidido de diversas maneiras e até por detalhes mínimos. Corridas podem ser anotadas via Home Runs, graças a um sinal interpretado errado ou um arremesso mal posicionado do pitcher, uma bola defensável que coloca o jogador adversário em base ou até mesmo um erro grotesco dos defensores. Uma discussão interminável Nos grupos de whatsapp é sobre o “Bunt da discórdia”, jogada onde o rebatedor apenas coloca a bolinha em jogo para que o corredor ou corredores avancem as bases, para que um segundo (normalmente um melhor rebatedor) impulsione o seu companheiro(s) ao home plate. Apesar de ser um fundamento do jogo, a jogada causa controvérsias e discórdias, mas para a tristeza geral dos corneteiros, a decisão é do cara que está sentado no banco de reservas. Quando a jogada é bem executada e tem o seu resultado, a turma do amendoim se silencia, mas quando a execução é trágica… o caos se inicia. Ou seja, nem só de home runs vive o beisbol. Confira um vídeo com bunts muito bem executados.

12 – OS ROOKIES – Todo fã de beisebol vive a expectativa de saber quem será o calouro, o novato que irá roubar os corações dos torcedores com o seu talento. Há muitos fãs que se especializam em estudar as “farms” (assim são chamados os times que preparam os jogadores pras grandes ligas) e através de números, vídeos, previsões, tentam descobrir ou indicar qual rebatedor será o próximo Bryce Harper, ou o próximo arremessador será capaz de repetir a façanha de Dwight Gooden, que em 1984, aos 19 anos se tornou o novato do ano na liga nacional e também foi o líder em strike outs. Esse anos temos dentre as promessas o menino Luis Gohara, arremessador brasileiro do Atlanta Braves, que leva toda nossa torcida de muito sucesso na liga. Podemos nos acostumar a ver nomes como Royce Lewis, Luis Robert, Ronald Acuña e o mais balado deles, o Shohei Ohtani, arremessador japonês que também rebate bem e deverá ser a atração dos jogos do L.A. Angels.

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13 – MONOTONIA QUE ENGANA – Muitos podem achar que nós, amantes do beisebol somos loucos, pirados ou doentes quando declaramos nosso amor por esse esporte, sempre há o argumento de que o jogo é monótono, cansativo e chato. Bem, sinto em dizer que quem pensa isso do beisebol ainda não conseguiu captar toda a complexidade que há durante cada entrada e cada arremesso do jogo. Talvez quem não entende ou está acompanhando pela primeira vez possa achar isso, mas para quem conhece do jogo é totalmente o contrário, o beisebol tem muita estratégia, em cada entrada há os catchers se esforçando para definir uma melhor forma de eliminar os rebatedores adversários, a marcação dos jogadores de campo para que a bola não caia ou vá pra longe (vimos isso na utilização do Shift), os treinadores abusando dos sinais para transmitir as devidas informações aos jogadores em campo. ou quando já há um jogador em base, a busca pelo roubo da próxima base e se colocar em posição de anotar corrida, a tensão da defesa buscando evitar o roubo e/ou tentando enganar o corredor para queimá-lo e ainda há as eliminações sensacionais que acontecem quando o defensor do campo externo consegue roubar um home run, as eliminações duplas e triplas e tantos outros nuances que SOMENTE ACOMPANHANDO OS JOGOS poderão ser identificados, por isso, nós do Blog Major Sports, convidamos você que nos lê a acompanhar de perto a MLB e aposto que no fim da temporada estarão tão apaixonados quanto nós por esse esporte fascinante.

Confira as melhores jogadas da temporada passada

A ansiedade é grande! Outubro se foi faz tempo e a espera pela nova temporada está cada dia mais aflorada na pele e na cabeça. O Spring training já começou e logo mais teremos os drafts nos fantasys da vida, mas nada como ver o Openning Day, o seu time do coração e ver a bolinha voando. Dia 29 de março esta chegando e com ele mais uma temporada do beisebol, nosso passatempo preferido. “LET´S PLAY BALL”

Texto escrito por Paulo Correia, o @teclasnaveia, com colaboração de Rangel Matos (@rhangell) e de toda a redação do blog Major Sports

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