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Preview: The Amazing NEW YORK METS

1200px-New_York_Mets.svgQUEREMOS O OUTONO EM NEW YORK!

A Primavera nem chegou, mas no Queens, em Nova Iorque, todos só pensam em chegar até o Outono, sim, e não é questão de ansiedade, mas de objetivo e planejamento, digo isso pois como torcedor dos Mets posso afirmar que o “club house” do time tem como maior meta para 2018 estar presente mais uma vez nos playoffs da Major League Baseball e de preferência repetir o sucesso da temporada 2015, aonde o time, que não era favorito, chegou na World Series e infelizmente perdeu a série por 4-1.

Há diversos motivos para acreditar e desacreditar que essa meta será alcançada. Como motivo para acreditar temos o fato de ter uma das melhores rotações do baseball e que ainda não conseguiu provar em campo todo o potencial que tem “no papel”. O que pesa contra os Mets é o fator contusões, pois a temporada de 2017 foi jogada no ralo devido um número absurdo que atingiu todos os setores do time, desde a rotação, passando pelo lineup, cruzando o bullpen e se bobear, até a tia da limpeza se machucou, triste.

A preocupação em manter o elenco saudável é evidente e acredito que uma boa preparação e tratamentos paliativos poderão evitar que a tragédia de 2017 se repita, se isso acontecer e a rotação se mantiver saudável, muito provavelmente conseguirá provar enfim que é A ROTAÇÃO para se respeitar na liga nacional. Junte isso com um lineup que mescla veteranos com muita potência e jovens promissores e posso garantir que temos um time que é pra se ficar bem atento e para completar a poção de esperança e tomando umas gotinhas de ilusionol, ainda temos um novo técnico, Mike Callaway, uma figura carismática, com pensamento voltado pra vitórias e que teve um enorme sucesso como “pitching coach” ( pegou essa?) nos Indians de Cleveland.

Confesso que estou esperançoso com este time e creio que o mesmo poderá ser uma das grandes atrações na MLB nesta temporada, então, vamos conhecer como vem OS METROPOLITANOS DE NOVA IORQUE para esta temporada. #LGM

Quem chegou: 

Os Mets foram pontuais nas contratações, optando por preencher através de trocas e contratações, espaços que realmente precisavam ser preenchidos. Destaco a chegada de Jason Vargas, arremessdor que teve um excelente 2017 pelos Royals e a volta de Jay Bruce, que cansou de amassar bolinhas no Mets e também nos Indians na temporada passada.

No ataque chegaram:

  • Jay Bruce – 1B/OF – Rebatedor de potencia que volta ao time após ter sido negociado na trade deadline do meio da temporada passada. Bruce chegou em NY em 2016, vindo dos Reds pra auxiliar o time na corrida pelo WildCard, porém, por uma questão de adaptação não conseguiu colaborar da maneira que a torcida esperava, porém, se redimiu em 2017, aonde teve uma primeira parte da temporada poderosa e assim virou moeda de troca valiosa, chamando a atenção dos Indians que brigavam por vaga em playoffs e Bruce não decepcionou, levando o time à ALDS, aonde foram derrotados. O que se espera do Bruce nessa temporada é o que ele sabe fazer de melhor, muita potência no bastão, auxiliando o time com seus Home Runs e não comprometendo na defesa, aonde deverá ser o Right Field (defensor do campo direito) titular. Que hajam muitos gritos de BRUUUUUUUUCEEE no Citi Field.

bruce

  • Todd Frazier – 3B/1B – Como infelizmente nosso amado “Capitão América” David Wright mostra que não conseguirá jogar nesta temporada, pois as lesões estão vencendo a batalha, foi necessário o front office buscar um defensor nato para a posição e em Janeiro foi fechado acordo com Todd “Father”, ex companheiro de Jay Bruce nos Reds (aonde faziam um ataque pesado junto com Joey Votto). A Expectativa é que Frazier volte aos bons tempos e traga muitos contatos fortes com a bolinha e assim possa colaborar com o lineup e preocupar muito os arremessadores adversários. Frazier acaba de vir de uma temporada fraca em 2017 quando jogou no império do mal, que os ares do Queens possam descontaminar o pulmão do “Father” e ele volte a ser o que era.
  • Adrian Gonzales – 1B – Outro veterano que pode dar muito certo caso se mantenha saudável, o “Gonzo” assinou um contrato de minor league após ser dispensado pelos Dodgers e certamente será o títular da 1B nesta temporada e mentor do garoto Dominic Smith. Apesar de já não estar no auge de sua carreira, “Gonzo” ainda tem gasolina pra queimar e se de repente engrenar e bater aquelas bombas que ele sabe bem, pode ajudar e muito o lineup nova iorquino. Particularmente não espero muito dele, apenas que não comprometa na defesa e que possa ser um bom incentivo pro Dom Smith, que deve subir no meio da temporada. Psicologicamente já funcionou, pois o garoto “afinou o shape” e parece que quer brigar pela vaga. Vamos ver.

Arremessadores que chegaram:

  • Anthony Swarzak – Vindo de sua melhor temporada na liga e já com 32 anos, Swarzak assinou contrato de 14M/2 anos com o Mets e deverá ser parte importante do “setup” no bullpen. Em 2017 Swarzak teve números admiráveis enquanto defendeu o White Sox e Brewers, com  2.33 ERA em 77 1/3 entradas, além de alcançar o melhor rate de K por entrada de sua carreira, com 10.6 strikeouts a cada 9 entradas. Esperamos que os bons números se mantenham, além lógico, que a saúde colabore.
  • Jason Vargas – Poderia ter alguma controvérsia com o fato do time estar adicionando mais um arremessador a um grupo que a princípio estaria completo, certo? Errado. A chegada de Vargas fará muito bem para a rotação, pois traz mais uma segurança, principalmente pelos excelentes números do jogador em 2017 e por ser mais uma opção, o que pode liberar para o coach Callaway manejar melhor o bullpen podendo dar opção de usar Wheeler, Lugo, Gselmann e talvez até Matz ou Harvey dependendo da performance desses arremessadores. Vargas teve um ótimo 2017 quando já não se esperava muito dele, seus números foram empolgantes para um arremessador de 34 anos na época, em 32 jogos teve 18 vitórias com ERA de 4.16, 1 jogo completo e 1 shootout (quando não permetiu corridas em 9 entradas). O que se espera de Vargas é constância, para que se possa ter um “comedor de innings” que colabore com a rotação.

 

Quem saiu:

Não houve saídas relevantes de jogadores nessa offseason, pois o Mets trocou suas peças na deadline do meio de temporada, então, daqueles que foram trocados e poderiam estar no time são Lucas Duda e Curtis Granderson, já dentre os que não sentiremos saudades estão Fernando Salas (RHP), Sean Gilmartin (RHP), Tyler Pill dentre outros.

 

LINEUP e ROTAÇÃO

Rotação

Aqui vamos fazer um bom exercício pois o Mets tem diversos arremessadores que podem fazer o roster do oppenning day, porém, como preciso realmente usar meus conhecimentos, acionei minha calculadora e acredito que teremos esse grupo como titulares:

1 – Noah Syndergaard (Destro) – O Thor começou avassalador o Spring Trainning, mandando aquelas bolinhas entre 98 e 100mph, com slider de 90mph, um absurdo. Esse rapaz saudável é tudo que queremos para ser o Ace dessa rotação. Noah foi confirmado como arremessador titular do oppenning day. #DropTheHammer

thor-mets

2 – Jacob DeGrom – (Destro) – Agora sem suas famosas madeixas, DeGrom é a segurança dessa rotação, muito técnico e constante, foi o melhor arremessador do time em 2017 e tem tudo pra fazer o 1-2 punch matador com Thor nesta rotação.

3 – Jason Vargas – (Canhoto) – Como citado acima, esperamos que Vargas tenha um ano tão bom quanto teve em 2017, se tiver, será o cara pra “comer innings” e trazer vitórias importantes para o time.

4 – Matt Harvey (Destro) – O “Cavaleiro das Trevas” tem uma das últimas chances de recuperar seu valor e demonstrar que pode um dia voltar a ser um “ace” como foi em temporadas passadas. Começou bem o “spring trainning” alcançando 96mph na bola rápida e recentemente 8 Ks em 5 entradas.  Oremos para que com Callaway mentorando, voltemos a ter o orgulho de subir a tag #HarveyDay novamente no twitter.

World Series - Kansas City Royals v New York Mets - Game Five

5 – Steven Matz (Canhoto) – Aqui temos um problema, a principio seria pro Matz ter tranquilamente esta posição, porém, o garoto não vem bem e talvez possa não fazer parte da rotação no oppenning day. Eu torço muito para que Matz se encontre novamente e faça uma temporada regular decente, pois o garoto tem muito potencial.

Ainda há outros jogadores que podem entrar nessa rotação, dentre eles estão

  • Seth Lugo
  • Robert Gselmann
  • Zach Wheeler
  • Rafael Montero

Acredito que o que tem mais chances de preencher essa vaga ou jogar como número 6 seja Seth Lugo, que esta mostrando muita competência no ST. Wheeler, Gselmann e Montero podem ser boas opções no bullpen como “long relievers”, na verdade não seria má idéia. A briga será acirrada e isso é muito bom, pois desses 4 jogadore, possivelmente 1 ou 2 deles será dispensado. Vamos aguardar

Bullpen:

Os nossos “relievers” oficiais até o momento são:

  • Anthony Swarzak (Destro)
  • Jerry Blevins (Canhoto)
  • Henson Robles (Destro)
  • A.J. Ramos (Destro) – possível setup/closer
  • Jeuris Familia (Destro) – Closer

Há uma dúvida sobre quem será o segundo canhoto do bullpen, no momento, quem está mostrando bom serviço e cavando a vaga é Matt Purke, mas tudo pode acontecer.

Lineup:

A projeção de Lineup do Mets será com o roster do momento, pois enquanto Michael Conforto se recupera de lesão haverá uma lacuna a ser preenchida na posição de leadoff. No momento as discussão são em torno de quem será o leadoff e qual a melhor posição para Todd Frazier ocupar no Lineup, por isso colacarei o “father” em duas posições, assim como Asdrúbal Cabrera, no mais, a escalação não deve mudar.

1 – Lagares (CF) – Enquanto Conforto não volta, deve ocupar o CF e o leadoff, caso não seja envolvido em alguma troca antes do início da temporada.

2 – Todd Frazier (3B)/Asdrubal Cabrera (2B) – Aposto que Cabrera ficará na posição 2, mas, enquanto não se define, deixemos ambos

3 – Yoenis Cespedes (LF) – Pronto pra impulsionar muitas corridas e defender Jay Bruce

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4 – Jay Bruce (RF) – Sim, Bruce de clean up, com Cespedes à frente, é bem auspicioso.

5 –Todd Frazier (3B)/Adrian Gonzales (1B) – Aqui temos algo indefinido, mas me parece que Frazier ficará com a posição, mas não me surpreenderia com Gonzo na 5.

6 – Adrian Gonzales (1B) – Gonzo deve ocupar a posição 6 e talvez essa possa ser uma das chaves pro sucesso desse lineup, se ele engrenar e bater aquelas bombas, vai dar trabalho hein. #Oremos

7 – Travis D’Arnaud (C) – Esperamos que o Travis se mantenha saudável e que finalmente seja aquilo que todos esperavam, fazendo muitos contatos com a bolinha.

8 – Amed Rosário (SS) – Nosso rookie tem tudo pra explodir esse ano e se tornar um perigo no lineup.

9 – Arremessador – Fiquem de olho quando Thor e Matz entrarem pra rebater.

Brandon Nimmo (OF) e Kevin Plawecki (C) estão fazendo um ótimo “spring trainning” e podem ganhar uma vaga no time titular do openning day, ainda mais com a contusão de Juan Lagares e o aproveitamento baixo do D’Arnaud.

 

Previsões da temporada

MVP – Noah Syndergaard – Não há como negar, o garoto tem carisma, talento e uma vontade enorme de mostrar que pode se tornar um all star, tanto é que em 2017 o nosso querido Thor entrou numas de ganhar massa muscular e acabou se lesionando e deixando a desejar. Pra 2018, Noah vem com uma preparação focada em mantê-lo saudável e demonstrou no spring trainning que está pronto pra ser totalmente dominante, arremessando bolas a 100mph na maioria das entradas em que jogou até agora. Com sua fastball nervosa, uma curveball violenta e um slider maroto, o Thor tem tudo pra ser o líder em K, ERA, WHIP e vitórias na temporada.

Pronto para Estrelato – Amed Rosario – O nosso SS titular é um jogador veloz e vem pro seu ano de rookie com muita expectativa do club house e da torcida. Uma aposta de todos em NY, Rosária teve bons números nas minors e na oportunidade que teve no fim de 2017 causou boa impressão. Esperamos que ele possa adquirir muitos atbats e ganhar confiança, pra quem sabe até brigar pelo prêmio de ROY… #SemClubismo

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Reforço que pode fazer a diferença – Jay Bruce – Sim, Bruuuuuuuuuceeee voltou e pode realmente fazer a diferença caso repita a excelente performance que teve em 2017 e que chamou a atenção de times que brigavam por vaga em playoff, a diferença que espero esse ano é que Bruce faça os playoffs com o Mets.

Precisa de um ano melhor – Yoenis Céspedes – Nem precisa dizer o quanto “La Potencia” está devendo para o torcedor de New York. O ano de 2017 foi extremamente decepcionante, Céspedes fez uma temporada pífia, passou a maior parte do tempo lesionado e quando esteve saudável, não conseguiu ser o impulsionador que o time precisava.  O que esperamos para o Céspedes é nada mais, nada menos a POTÊNCIA que lhe dá apelido, afinal, o front office se esforçou para dar o contrato que ele queria, e se não quiser se ver desvalorizado é bom nosso Cubano falastrão trabalhar mais e aparecer menos. Parece que ele está focado em voltar a ser o jogador valiosíssimo que sempre foi, na offseason ficou longe dos campos de golf (aonde se lesionou em 2017) e está bem mais “discreto”. Que os deuses do beisebol abençoem La Potencia. Amém

Fique de Olho – Michael Conforto – O garoto pode fazer toda a diferença assim que voltar de lesão. Conforto está cotado para ser o leadoff hitter (primeiro rebatedor) e se conseguir se adaptar bem a essa posição, conseguindo chegar em base e mantendo sua potencia característica, deixará o lineup do Mets muito perigoso. Vamos aguardar.

Top Prospect –  Dominic Smith – 1B que jogou o final da temporada passada, mas estava muito acima do peso. Smith é muito bem cotado, porém, precisa de disciplina e confiança pra rebater num nível aceitável para a MLB. Com a chegada do Gonzo, claramente Smith se mexeu e “afinou”, no sentido de perder peso mesmo, o garoto está completamente diferente, porém deu o azar de se lesionar no inicio do ST, então, deverá realmente começar o ano na triple A e tem que mostrar serviço. Caso consiga bons números, deve ser presença certa no time no segundo semestre.

Expectativa para 2018

A divisão tem como grande favorito o Washington Nationals, com o Mets logo atrás. Como Phillies e Braves são times em processo de reconstrução, acredito que caso o Mets consiga se manter saudável, deverá brigar pelo Wild Card e caso os Nats deem uma caída como em 2015, porque não ganhar a divisão.  Calculadora afiada aponta pra 85-77.

 

A série de “Previews” da MLB é um oferecimento do blog Major Sports. Nesta matéria tivemos a colaboração de Rangel Silva, o @Rhangell no twitter.

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