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Preview: Saint Louis CARDINALS

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Com o Opening Day da temporada regular se aproximando, algumas perguntas sempre ficam a tona e geralmente são respondidas no Spring Traning, onde nós, torcedores, temos o primeiro contato com os jogadores novos (e antigos) e equipe técnica. É neste mês que clareamos as ideias e expectativas com cada um dos times, e neste artigo citaremos os principais reforços da equipe de Saint Louis, seus prospectos e o que esperar de cada um dos jogadores que se encontram no Spring Traning Roster.

Um ponto a se destacar no Cardinals foi sua extrema ineficiência  com a equipe de arremessadores reserva. A inaptidão da equipe em se manter na frente foi crucial para o resultado final, uma campanha desapontadora em terceiro lugar na National League Central. Com 29 derrotas e apenas 22 vitórias, o bullpen demorou um longo período até se ajeitar e quando o fez, a temporada acabou.

Seung Hwan-Oh (20 saves) e Trevor Rosenthal  (11 Saves) se foram, Juan Nicasio, Kevin Siegrist e Marco Gonzales também. Com isto, o Cardinals perdeu 80% dos saves conquistados na temporada passada e também alguns jogadores de confiança do treinador Mike Matheny. Insatisfeito com derrotas patéticas, John Mozeliak tinha uma missão na Off-Season, renovar um corpo de arremessadores morto e reforçar o meio da lineup.

Novas adições não tardaram a chegar, por meio de trocas e contratações na Free Agency, demos boas vindas a Luke Gregerson, Conner Greene, Dominic Leone e Bud Norris, também possivelmente Miles Mikolas. Dois lançadores de meia idade, um prospecto e duas incógnitas são os reforços enviados pela gerência, para o descontentamento de grande parte dos fãs. A pergunta que não quer calar é, veremos um bullpen que não entrega lideranças em 2018? Pois bem, vamos descobrir.

Separemos todos os lançadores da equipe (No roster atual) em grupos de propensão, os primeiros são aqueles com mais chances de tomarem o cargo de Closer para si.

Maiores chances;

Luke Gregerson; 33, assinou com a franquia no final do ano, seu contrato é de 11 milhões de dólares por dois anos com uma opção para um terceiro ano. Outrora considerado um excelente reliever, Luke manteve seu ERA na casa dos 3.02 por toda a sua carreira, médias de 9 Strikeouts por nove entradas e um FIP que condizia com a realidade de um ótimo jogador. No entanto, em 2017, Luke Gregerson teve um dos piores anos de sua carreira, onde viu seu ERA inflar para estratosféricos 4.57.

A resposta para tamanho insucesso é sem dúvidas o aumento alarmante em que cedeu home runs, vendo a bola deixar o estádio 13 vezes no ano. Gregerson provavelmente será o Closer inicial do Cardinals neste começo de temporada, seu sucesso dependerá da capacidade de manter a bola dentro do estádio e se isso puder ser feito, não tenho dúvidas de que exercerá o cargo com louvor.

LEONEDominic Leone; 26, trocado com o Blue Jays, o antigo Starter, convertido a Reliever, ao contrário de Gregerson, não possuí um currículo grande e teve sua breakout season no ano passado, onde manteve a taxa de strikeouts por nove entradas na casa dos 10, um ótimo ERA de 2.56 e um FIP condizente. É visto atualmente como a segunda opção para o cargo de Closer, aos olhos da gerência do Cardinals, Leone tem grandes chances de ocupar o cargo caso alguma coisa de errado aconteça com o plano A. Lançando em território hostil, na American League, Dominic se saiu muito bem e se conseguir uma boa adaptação para a National League, não há duvidas de que será uma peça crítica para o bom andamento do bullpen.

Bud Norris; 33, assinou um contrato de um ano com a franquia no começo do ano. Norris, teve um ano agridoce em 2017, ao ser convertido para Reliever pelo Angels, foi um lançador brilhante. Nas primeiras 41 aparições, manteve seu ERA na casa dos 2.23, com 11 strikeouts por nove entradas. Repentinamente, Norris descarrilou e terminou o ano num tom desapontador. Seu contrato é de baixíssimo risco e caso ele recupere a forma que tinha antes das lesões o pararem, será um excelente negócio para o time. É visto como terceiro na linha de sucessão para o cargo.

Os comequietos;

Sam Tuivailala; 25, é um produto interno das ligas de base da equipe. Tuivailala há anos vem sendo treinado como o próximo Closer, no entanto, contratempos o impediram de evoluir como a gerência desejava. Sam foi esquecido nas ligas de base até recuperar a boa forma para seguir em frente, o que finalmente aconteceu em 2017 e ao ser convocado para as grandes ligas, exerceu sua função e manterá seu lugar no roster, ainda que esteja a um ou dois passos de se tornar o fechador principal.

Tyler Lyons; 30, outro produto interno do Cardinals, Lyons é um arremessador reserva pela equipe há 5 anos e já desempenhou diversos papeis pelo clube, sendo Starter de emergência ou um Reliever de multiplas entradas. No ano passado, Lyons se mostrou revigorado e extremamente efetivo em entradas de grande pressão, se tornando o homem de confiança de Mike Matheny e logo depois assumiu o posto de setup. Não se sabe ao certo qual é a visão do clube para ele, se pretendem mantê-lo no cargo atual ou promovê-lo, tudo vai depender do andamento da temporada.

São estes os possíveis nomes para assumir o cargo de Closer na equipe do Cardinals, alguns podem incluir o nome de Brett Cecil na conversa, infelizmente eu não sou um deles e creio que Cecil manterá sua posição como um reliever de baixa intensidade.

Vale lembrar que o corpo de reservas da equipe ainda pode contar com Matt Bowman, John Brebbia e talvez Mike Mikolas. Minha previsão para o Bullpen completo é;

gregersonCloser – Luke Gregerson

Setup – Tyler Lyons

Setup – Dominic Leone

MR – Sam Tuivailala

MR – Matt Bowman

MR – Brett Cecil

MR – Bud Norris

MR – John Brebbia

Ainda poderemos ver em ação o prospecto Alex Reyes tomar parte do Bullpen em algum ponto ou outro da temporada. Acredito que se alguma lesão ocorrer, os próximos na linha de sucessão seriam; Conner Greene, Daniel Poncedeleon, Ryan Sherriff, John Gant e consequentemente Jake Woodford, um dos melhores prospectos da equipe.

No geral, o bullpen renovado do Cardinals tem potencial para ser muito melhor que o anterior, entretanto, depende de muitos fatores incontroláveis e algumas apostas audaciosas. O General Manager John Mozeliak saiu para jogar e nossa paciência é o prêmio final.

Resolvido os problemas com os arremessadores reservas, Mozeliak criou novas perguntas para a rotação inicial, com a partida de Mike Leake (trocado) e Lance Lynn (Free Agency), duas vagas se abriram e uma delas foi rapidamente tomada por Luke Weaver, um dos prospectos. A segunda vaga seria entregue para Mikolas, vindo do Japão.

Miles Mikolas, o homem lagarto, assim conhecido por comer um lagarto vivo, já havia lançado na MLB antes e sua passagem foi turbulenta. Se reinventou do outro lado do mundo e busca voltar para as grandes ligas agora.

O grande problema da história é apenas um; A rotação é confiável? Atualmente a projeção inicial é, Carlos Martinez, Michael Wacha, Luke Weaver, Adam Wainwright e Miles Mikolas.

Martinez é indiscutivelmente o Ace da rotação, seguido por Wacha que tem problemas para se manter saudavel, Luke Weaver, um rookie que apesar de impressionar, nunca jogou 200 entradas na carreira, Adam Wainwright, o ex-ace, amado pela torcida e desgraçado por lesões que o tornaram um dos piores lançadores da MLB no último ano e enfim Miles Mikolas, que recém retornou da NPB, considerada inferior à MLB.

Com o íntuito de modificar a base do time, o técnico de lançadores foi demitido, dando espaço para Mike Maddux assumir o cargo. Maddux foi técnico em staffs competentes e sempre se destacou, sendo elogiado pelos arremessadores que treinou. Sua nova tarefa, no entanto, não é das mais fáceis, trazer o melhor deste corpo de arremessadores será muito complicado.

Por sorte, o Cardinals tem uma das melhores ligas de base no quesito lançadores e caso algum dos 5 iniciais falhem, Alex Reyes e 

flaherty Jake Flaherty, dois jovens brilhantes, já estão prontos para as grandes ligas e não duvido por nem um minuto que veremos ambos no time principal ainda neste ano de 2018.

Mais uma vez (Notaram um padrão?) a gerência aposta audaciosamente em resultados complexos, como o ressurgimento de Wainwright, a saúde de Wacha e a consistência do jovem Weaver, além de claro, a adaptação fantástica de Mikolas.

Deixando de lado o Corpo de arremessadores, vamos finalmente falar dos rebatedores que formam a espinha dorsal da equipe. Há apenas um reforço para se falar aqui, Marcell Ozuna.

Algumas pessoas esperavam que o clube traria mais reforços para competir diretamente com o Chicago Cubs, mas, após a frustrante saga Stanton, Saint Louis se contentou em buscar sua contraparte menos conhecida, o slugger Ozuna, que teve sua breakout season ofuscada pela gigantesca temporada de Stanton.

OZUNAMarcell Ozuna; 27, trocado com o Miami Marlins no final do ano, finalmente saiu da obscuridade para o estrelato, rebatendo .312, com 37 Home runs e 124 corridas impulsionadas, Ozuna ainda conquistou uma gold glove como campista esquerdo. Conhecido por Scouts como um jogador que poderia vir a se tornar grande, devido a explosão de seu bastão, Ozuna passou seus primeiros quatro anos se adaptando à liga.

Sem dúvidas é a peça mais importante da Lineup do Cardinals este ano, Ozuna rebaterá como cleanup, na 4ª posição. O sucesso da franquia em voltar para a pós temporada depende dele manter os números que conquistou com o Miami Marlins, seguindo o raciocínio dos olheiros, isso não será uma tarefa difícil.

Stephen Piscotty e Randal Grichuk se foram, trocados com Oakland A’s e Toronto Blue Jays respectivamente, abriram espaço para Ozuna e Tommy Pham ocuparem no outfield.

Tommy Pham será a segunda figura de maior importância no Lineup de Saint Louis, após uma campanha monstruosa, que lhe rendeu o lugar de destaque no Campo Central do clube, Pham rebateu .306, 23 Home Runs, 25 bases roubadas, mantendo ainda um OBP na casa dos .411. Se repetir tal temporada, Tommy deverá ser considerado o melhor jogador da franquia (atualmente) e até onde se sabe, ele não deve desacelerar.

O Rookie sensação da equipe, Paul DeJong deve retornar a um lugar de destaque caso consiga cortar a taxa com que recebe strikeouts, caso contrário, sofrerá com o famoso ‘Sophomore Slump’. Retornam ainda, Matt Carpenter, Kolten Wong, Jedd Gyorko e Yadier Molina, em suas respectivas funções já conhecidas, sendo o maior problema da equipe o grande número de Outfielders que possuí.

Tyler O’Neill, Harrison Bader e Oscar Mercado são os três prospectos mais importantes (No campo exterior) e todos poderão alcançar as grandes ligas ainda este ano. O ex-melhor Catcher prospect da MLB, Carson Kelly retornará como reserva de Yadier Molina, onde será ensinado por um dos melhores catchers a jogar na liga.

Fiquem atentos aos novos prospectos adquiridos na troca com o A’s, Yairo Munoz e Max Schrock, ambos são extremamente talentosos e não me impressionariam de empurrar alguns dos jogadores no roster principal para fora. Schrock é o melhor entre os dois, tendo uma rebatida certeira e rápida, poderá gerar alguma força no futuro, sua luva é muito boa e não terá problemas para se manter na posição SS ou 2B e caso atinja seu potencial, pode vir a se tornar um All-Star no futuro próximo.

Chuto que a Lineup principal para o inicio da temporada se pareça com isso;

1 – Matt Carpenter (Atualmente lesionado, podendo perder o inicio da temporada.)

2 – Dexter Fowler

3 – Tommy Pham

4 – Marcell Ozuna

5 – Yadier Molina

6 – Jedd Gyorko

dejong7 – Paul DeJong

8 – Kolten Wong

9 – Pitcher

No banco de reservas devemos ter; Carson Kelly, Jose Martinez, Greg Garcia, Harrison Bader (Ou Tyler O’Neill, ou ambos, dependendo do tamanho do banco desejado por Matheny)

Chegamos então ao fim deste preview, onde deixo minha previsão de wins e losses para o time no término da temporada, acreditando que não haverão lesões e tudo ocorra como o planejado, creio que o Cardinals brigue pela divisão com o Chicago Cubs, não chutarei sua posição final na tabela, mas prevejo que o record final será de 89-73. Um abraço a todos, e nos vemos em breve!

 

A série de “Previews” da MLB é um oferecimento do blog Major Sports. Nesta matéria tivemos a colaboração de Luis Fratoni, o “clubista”.

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