baseball

Preview Minessotta TWINS

TWINS

Ano passado o Twins concretizou o milagre. Quase ninguém acreditava, mas eles conseguiram chegar à pós-temporada mesmo quando muitos não achavam que eles não alcançariam sequer 70 vitórias. Com um dos maiores saltos de um ano para o outro dos últimos 20 anos, o Twins passou de 59 vitórias em 2016 para 85 no ano passado e garantiram, no sufoco a vaga do wild card. Mas foram impressionantes 17 jogos de distância para o campeão da divisão, Cleveland e apenas cinco de vantagem para o Royals, primeiro time atrás na corrida pelo wild card. Ou seja, o clube passou bem longe de vencer a divisão e muito perto de ser alcançado por um dos concorrentes pela repescagem – a vaga só foi assegurada na última semana da temporada.

Chegando ao WildCard, o Twins visitou o Yankees num duelo de aces entre Severino e Erwin Santana. O ataque do Twins marcou 3 corridas na primeira entrada, fazendo com que Severino saísse do jogo com apenas uma eliminação. Mas Erwin Santana e Jose Berrios não seguraram a vantagem e o time sofreu a virada para 8 a 4, terminando assim a surpreendente temporada do Twins.

CHEGADAS e SAÍDAS

Quem saiu:

  • Hector Santiago – Chicago WhiteSox W-L 4-8 / ERA 5,63
  • Glen Perkins – Aposentadoria
  • Matt Belisle – Indians – W-L 2-2 / ERA 4,03
  • Bartolo Colon – Mets – W-L 6-14 / ERA 6,48

Quem chegou:

– Fernando Rodney – DiamondBacks – 5-4 – ERA 4,25 – 39 saves ano passado

– Zach Duke – Cardinals – 1-1 ERA 3,93

– Addison Reed – RedSox – ERA 2,84 em 2017

– Michael Pineda – Yankees – vindo de Tommy John

– Anibal Sanchez – Tigers – W-L 3-7 ERA 6,41

– Jake Odorizzi – Rays – W-L 10-8 / ERA 4,14

– Logan Morrison – Rays – 38 HR 85 RBI AVG 0.245

As principais saídas Matt Belisle, Bartolo Colón e Chris Gimenez, que foram bastante úteis durante a campanha histórica de 2017. Outro nesta situação, mas por qual, particularmente, dou graças que saiu, foi Hector Santiago. Pelo menos temos o alívio de que todas as derrotas que ele custou a Minnesota ano passado deverão ser compensadas este ano, pois ele foi para o White Sox, um dos times que o Twins mais enfrenta. Uma saída que foi dolorosa foi a de Glen Perkins, um dos principais ídolos da história recente do time, que anunciou sua aposentadoria após uma tentar voltar à MLB seguindo uma séria lesão. Que ele tenha uma ótima aposentadoria!

Quem chegou: como mencionado, foram seis contratações muito necessárias que o time fez nesta offseason e o melhor de tudo é que todas foram barganhas ou negócios excelentes. Mais à frente, vamos ver como cada uma delas deverá refletir no desempenho do time. Nesta parte, vamos apenas citar tais contratações.

twins-spring-traing-21-feb-2018-0161

O segundo setor mais carente do clube nos últimos anos, o bullpen, foi o mais reforçado. Ao todo, o clube trouxe três pitchers veteranos e de peso para evitar que os bons meninos que subiram do farm nos últimos meses (Trevor Hildenberger, Alan Busenitz e Gabriel Moya, por exemplo) e alguns jovens que começaram a se firmar (Taylor Rogers, Tyler Duffey e Ryan Pressly) não sejam jogados em uma fogueira “sozinhos”. Para ser o novo closer, o escolhido foi o experiente Fernando Rodney, de 40 anos, um dos melhores closers da MLB ano passado, com 39 saves pelo Diamondbacks. Também veio um canhoto, Zach Duke, que voltou de uma cirurgia de Tommy John em julho do ano passado e terminou o ano muito bem (ERA de 3.93 e BAA de .197 em 27 jogos). Ambos assinaram por apenas um ano e somarão apenas US$ 6,4 milhões em salários. Mas a principal contratação foi a de Addison Reed, que teve um 2017 excepecional por Mets e Red Sox, tendo um ERA de 2.84 em 77 jogos na temporada. Ele assinou um contrato de dois anos, no valor de US$ 16,75 milhões, muito abaixo do que se cogitava para ele (especulavam-lhe um contrato de três anos, em torno de US$ 30 milhões).

Já a rotação, o pior setor do time com a exceção de duas estrelas, também foi reforçado, mas de uma maneira diferente. Dos três nomes que vieram, apenas um chega pronto para assumir a vaga e já estar na rotação no Opening Day. O time assinou contrato com Michael Pineda, que estava no Yankees. Mas o curioso é que ele fez cirurgia de Tommy John em julho do ano passado e só deve estar 100% para jogar em 2019. Foi uma aposta de baixo risco, apesar de ele ter um histórico de lesões bastante longo. Se ele voltar a jogar no nível que jogou em seus primeiros anos de carreira, em Seattle e em Nova York, o Twins conseguiu um pitcher muito bom, por um ótimo preço: ele ssinou um contrato de dois anos, no valor de US$ 10 milhões (US$ 2M em 2018 e US$ 8M em 2019). Outro foi o veterano Anibal Sanchez, que passou os últimos (difíceis) anos no Tigers. Apesar de ter números bem ruins de 2014 para cá, a comissão técnica acredita que ele pode recuperar sua efetividade (explicarei à frente). Ele assinou um contrato não-garantido de US$ 2,5 milhões, mas que só entrará em vigor se ele jogar bem no ST e conquistar uma vaga no roster. Caso ele não convença até 29 de março e o clube queira cortá-lo, o valor a ser pago a ele seria de US$ 600 mil, segundo repórteres.

Mas a grande contratação até aqui se concretizou na madrugada (brasileira). O Twins oficializou uma troca com o Tampa Bay Rays, na qual enviou apenas o prospecto Jermaine Palacios, SS, 21 anos (nível A), e recebeu o cobiçado Jake Odorizzi, que vem tendo temporadas muito sólidas com a camisa do time da Flórida. Além de ter números muito bons em suas quatro temporadas inteiras na MLB, ele ainda tem a vantagem de estar sob o controle do clube por mais dois anos. Para este ano, seu salário será de apenas US$ 6,3 milhões e ele ainda poderá passar por arbitramento em 2019. Uma extensão só seria necessária em 2020.

Por último o Twins conseguiu seu rebatedor de potência ao assinar com Logan Morrison, que teve uma grande temporada com o Rays na última temporada.

LINEUP e ROTAÇÃO

Provável Rotação

jose-berrios-758x4221 – Jose Berrios

2 – Jake Odorizzi

3 – Erwin Santana

4 – Kyle Gubson

5 – Adalberto Mejia

Aaron Slegers, Tyler Duffey e Anibal Sanchez são os imediatos para entrar como starters.

A verdade é que somos muito carentes quando o assunto são arremessadores titulares. Como disse, estamos órfãos de um ace desde que Santana foi para o Mets, há exatos dez anos. O mais perto que chegamos disso foi no ano passado, quando Ervin Santana manteve um ERA de 2.99 na primeira metade da temporada e foi para o ASG. Nas cinco temporadas de 2012 a 2016, a rotação do Twins foi a pior ou segunda pior em quatro delas. Então, não é muito difícil melhorar algo que tem sido péssimo há, pelo menos, seis anos.

Agora, por que acreditar que a rotação deste ano será melhor? Quatro jogadores me fazem acreditar nisso. Começando pelo futuro “macho-alfa” da rotação, o jovem José Berríos teve um 2017 tão bom que, hoje em dia, já o colocam entre os candidatos a surpreender em 2018 e disputar o prêmio Cy Young da AL. “La Makina” teve um salto assustador depois de ter uma metade de temporada muito ruim quando subiu para as majors, em 2016. Com apenas 23 anos, 2017 foi o seu “breakout year”, ou o ano em que ele estourou. Sua bola de curva destruidora fez torcedores de toda a liga arregalarem os olhos com tantos swings and misses que causou. E, por ser tão jovem, tem-se a certeza de que ele não chegou sequer à metade de seu potencial, o que é ainda mais assustador. Seu FIP em 2017 foi menor que o ERA, o que demonstra que ele não depende desesperadamente da defesa. Berríos é o futuro ace de Minnesota e, por causa da cirurgia de Santana este mês, ele arremessará o primeiro Opening Day de sua carreira.

Em segundo, vem o recém-chegado Odorizzi. Ele não é o ace que todos esperavam, mas está longe de ser insignificante. Longe disso. Tudo bem que com todos os pitchers saudáveis ele seria o terceiro ou quarto da rotação, mas, mesmo assim, ele é um avanço tremendo se comparado com os jogadores que foram experimentados na parte inferior da rotação no ano passado (Santiago, Hughes, Colón, etc). Desde que assumiu seu posto de titular pelo Rays, em 2014, ele acumula quase 700 IP (uma média excelente de 167 IP por temporada), teve pelo menos 28 jogos em todas as quatro temporadas, além não ter nenhuma lesão séria no histórico. No período em questão, ele mantém um ERA impressionante para uma amostra tão grande: apenas 3.81. Ele possui algo que falta aos arremessadores do Twins há anos, que é a grande quantidade de strikeouts, com uma média de 8.3 K/9 nessas quatro temporadas. Outra grande vantagem é que ele está sob o controle do clube por, no mínimo, mais duas temporadas, com um salário que não pesará muito na folha salarial. Sua temporada 2017 não foi das melhores, mas não o foi para nenhum dos arremessadores do Rays. Se ele se recuperar, o Twins terá conseguido um pitcher acima da média quase que de graça. Se não, nenhum dano maior será causado ao clube, pois ele poderá ser liberado em 2020.

Na primeira semana de fevereiro, o principal arremessador titular do clube, Ervin Santana, passou por uma cirurgia da qual ninguém de fora do clube sabia da possibilidade. Ele operou o dedo médio da mão direita, a do arremesso, e não poderá jogar por 8 a 12 semanas, o que resultaria em um retorno mais próximo para o fim de abril apenas. Ao que parece, ele vinha sentindo dores no dedo desde o meio da temporada passada, o que pode ter contribuído para sua queda de rendimento nos dois últimos meses da temporada, incluindo uma partida bem ruim no jogo contra o Yankees no Wild Card. Ao mesmo tempo, perder cerca de um mês e meio da temporada pode, também, vir a calhar. Contando que ele volte jogando em seu nível normal, ele terá tido mais tempo de descanso e poderá estar melhor fisicamente para um possível retorno aos playoffs. Para ele, contudo, a lesão pode atrapalhar um passo profissional importante para ele, pois seu contrato com o Twins inclui uma cláusula que prevê uma renovação automática para 2019, com salário no valor de US$ 14 milhões, caso ele alcance as 200.0 IP este ano, o que agora pode ter ficado um pouco difícil.

À parte destes três, as duas vagas restantes serão disputadas de maneira ferrenha por, pelo menos, oito candidatos: Aaron Slegers, o prospecto que teve sua primeira chance ano passado e agradou bastante; Trevor May, que volta de cirurgia e terá condições de jogo a partir do meio de maio; o veteraníssimo Aníbal Sánchez, contratado de maneira inesperada na semana passada para tentar uma vaga no time; Phil Hughes, que tem que ficar no clube por mais dois anos por força contratual e pode tentar voltar à rotação (foi para o bullpen no meio do ano passado); os dois favoritos, Kyle Gibson e Adalberto Mejía; e os dois “meninos da base” que todos esperam tanto, Stephen Gonsalves e Fernando Romero.

Gibson dificilmente perderá sua vaga, pelo menos para começar a temporada. Seus números totais de 2017 indicam uma temporada bem ruim, com um ERA final de 5.07, FIP de 4.85, K/9 de 6.9 e BAA de .290. Porém, contando os jogos da segunda metade de sua temporada, de 16 de julho para frente, esses mesmos números são de 3.76, 3.71, 8.2 e .261, respectivamente. Ele chegou ou passou das seis entradas arremessadas em nove dos treze jogos finais da temporada passada. “Gibby” fez a maioria de nós acreditar que ele finalmente estourou, apesar de ele ter perdido o seu julgamento de arbitramento. Se ele mantiver tais números, garante seu posto com tranqüilidade. O outro favorito, na minha opinião, é Mejía. Ano passado, como calouro, ele teve números finais também não convincentes, mas, assim como Gibby, teve um final de temporada sem maiores problemas: 3.77 de ERA. Mas o que mais me deixa otimista é a possibilidade de ele ter um salto muito significativo de seu ano de calouro para o segundo, assim como fez Berríos. Aliás, se o salto de Mejía for igual ao de Berríos, que diminuiu seu ERA para menos da metade, teremos em Mejía um verdadeiro monstro, porque este menino tem um talento impressionante. Basta ser lapidado e bem cuidado e ele se tornará um pitcher de alto nível.

Todos os outros citados só terão condições de entrar e ficar na rotação caso uma tragédia aconteça com esses cinco dos quais falei. Na verdade, um deles muito provavelmente começará a temporada na rotação, devido à lesão de Santana. Apesar de que Molitor também disse que começar o ano com uma rotação de apenas quatro homens – e um bullpen maior – é uma possibilidade. Gonsalves e Romero certamente receberão pelo menos uma chance ainda este ano. Hughes deve seguir no bullpen. May quer uma chance de voltar a ser titular, mas continuar no bullpen seria melhor para o time, creio. Sánchez tem um contrato “estranho”, no qual ele só receberá seu salário de US$ 2.5 milhões se ele conquistar a vaga durante o Spring Training, como mencionamos acima. A comissão técnica quer trabalhar para que ele aumente sua seleção de arremessos, diminuindo sua dependência da bola rápida e aumentando a quantidade de change-ups, que continuam com bons resultados. Sánchez teve alguns anos maravilhosos na MLB, mas desde 2014 vem caindo assustadoramente e está desacreditado por todos. Sua contratação pelo Twins foi motivo de várias brincadeiras, mas, se ele não convencer nesta pré-temporada, o Twins pode cortá-lo do elenco pagando um valor de US$ 600 mil. No final das contas, acredito que o mais indicado para iniciar a temporada como quinto titular será Slegers. Mas veremos como será no ST.

Fato é que a rotação de Minnesota, pela primeira vez em muito tempo, não parece que está fadada ao fracasso. Se o time não dispõe de aces aos montes como um Nationals ou Dodgers da vida, pelo menos ele não precisará passar o ano inteiro com três bons arremessadores e outros dois cabeças de bagre lutando para manter seu ERA abaixo de 5.00. Se a equipe tiver cinco caras que não comprometem, auxiliados ao reconstruído bullpen, poderemos presenciar um ano muito agradável.

Bullpen

– Closer – Fernando Rodney

– Setup – Addison Reed

– Setup – Zach Duke

– Setup – Taylor Rogers

– Setup – Ryan Pressly

– Setup – Trevor Hildenbergh

– Setup – Alan Busenitz

O bullpen de Minnesota tem sido, constantemente, o pior da MLB nas últimas quatro temporadas. De 2014 até o ASG do ano passado, o grupo de relievers do time ficou entre os dez piores em todos os anos. No acumulado deste tempo, ele foi o 5º pior. Mas algo diferente aconteceu após o Jogo das Estrelas do ano passado. Hildenberger e Busenitz receberam suas primeiras chances na MLB ano passado e deram conta do recado. Hildy, inclusive, com apresentações memoráveis. Belisle teve um final de temporada também extraordinário. Eles compensaram as quedas de rendimento de Taylor Rogers e Tyler Duffey, que tiveram uma primeira metade de temporada fantástica, mas caíram drasticamente na segunda. Tudo isso ajudou o bullpen do time a ser o 12º melhor da MLB de meados de julho para frente. Mas é sempre difícil colocar tanta responsabilidade nas mãos de jogadores tão jovens.

Na teoria, as chegadas de Duke, Rodney e Reed têm tudo para manter o patamar de um dos 15 ou 10 melhores bullpens da liga, pois, se na segunda metade eles conseguiram fazê-lo com jogadores bem mais fracos e algumas experiências que deram errado, é possível que consigam também com esses três já consagrados e experientes jogadores. Outra grande vantagem de trazer tais veteranos é mais sutil do que imaginamos. Com a presença deles, os vários jovens que estão se desenvolvendo no farm não precisarão ser jogados em uma fogueira nas majors, correndo o risco de se queimarem e de afetarem suas carreiras. Em seu roster o Twins dispõe de, pelo menos, cinco jovens entre os 22 e os 27 anos de idade flutuando entre os níveis AA, AAA e que já arremessaram um pouco nas majors: Alan Busenitz, J.T. Chargois, John Curtiss, Gabriel Moya e Tyler Kinley, este adquirido via Rule 5 Draft. Ou seja, se na pior das hipóteses alguns dos donos das vagas atuais no pen não funcionarem (como aconteceu com os dois melhores do ano passado), há bastantes opções, mas elas não precisam ser apressadas para nada.

Se Rogers reencontrar o jogo que teve antes do ASG do ano passado (2.14 de ERA e 3.63 de FIP até 11 de julho) e Hildy mantiver seu alto nível, temos a chance de ter um bullpen até mesmo dominante. Não se igualando aos de Yankees, Dodgers ou Cleveland, obviamente. Mas saltar de um dos dez piores para um dos 15 melhores fará muita, muita diferença. Sinceramente, eu acredito que é isso que irá acontecer. Espero muito de Reed e Rogers para serem os melhores jogadores desse bullpen. Rodney teve um 2017 maravilhoso e, se arremessar da mesma forma, será um dos melhores fechadores da liga. Acho que podemos ficar animados. Só de não ver, novamente, um bullpen ceder DEZ corridas, será maravilhoso.

Lineup

1 – Brian Dozier – 2B

2 – Joe Mauer – 1B

SANO3 – Miguel Sano 3B

4 – Logan Morrison – DH

5 – Byron Buxton OF

6 – Eddie Rosario OF

7 – Jorge Polanco SS

8 – Max Kepler – OF

9 – Jason Castro – C

Bench

Eduardo Escobar– 3B

Robbie Grossman – DH

Kennys Vargas – 1B

Ehire Adrianza – 2B

Mitch Garver – OF

Erick Aybar – SS

Porque é seguro se dizer que Minnesota tem um dos melhores ataques da liga. No ano passado, o time passou dos 200 HR, foi o 6º time da liga que mais impulsionou corridas, o sétimo que mais anotou, teve o sexto melhor percentual de walks e o sexto melhor wRC+. E tudo isso tendo um dos lineups mais jovens de toda a liga, o que quer dizer que esses meninos tendem somente a crescer. Graças a Deus, o ataque permaneceu inalterado, no que diz respeito aos jogadores titulares. Contando que nenhum deles caia drasticamente de rendimento, o time tem tudo para se manter entre os melhores ataques da liga. Mas duas preocupações ainda se encontram sem solução.

A primeira delas é a situação de Miguel Sanó, o pequeno monstro que teve quatro dos cinco meses em que esteve em campo avassaladores. De abril a julho, 96 jogos, foram 24 HR, que lhe renderam uma seleção para o ASG. Mas ele se lesionou no fim de agosto, após levar uma foul ball na canela que, no final das contas, precisou de uma cirurgia para implantação de uma placa metálica no osso da região. Até criaram esperanças de ele jogar o wild card contra o Yankees, mas ele foi cortado em função da lesão pouco antes do jogo. Em função da cirurgia, não se sabe como será seu rendimento quando ele voltar. Jogando na 3B, ele precisa de muita mobilidade e agilidade, o que pode ficar difícil se ele ainda estiver sentindo dores. Repórteres dizem que ele se apresentou para os treinamentos bem acima do peso, creio eu que por causa da cirurgia. Além disso, uma bomba foi solta em janeiro, quando uma repórter veio a público afirmando que Sanó a assediou sexualmente em 2015 durante uma sessão de autógrafos em um shopping. Com isso, a MLB começou a investigar a denúncia e, muito provavelmente, ele receberá uma suspensão. Especulam que pode chegar a 30 jogos. Juntando-se as duas coisas, Sanó torna-se uma grande (em todos os sentidos EIÔÔÔ) incógnita. O próprio Molitor disse que ele não deve chegar a 120 jogos na temporada, pelo menos jogando na 3B. Ele irá alternar entre a terceira e a função de DH. O que nos leva ao outro problema do ataque.

Juntando-se todos os jogadores que foram ao bastão como rebatedores designados no ano passado, o Twins teve um dos piores desempenhos. Foi o segundo time com menos HR, o décimo (entre 15 times) que menos impulsionou corridas, o sétimo que sofreu mais strikeouts. Ou seja, os DH’s de Minnesota em 2017 foram de medianos para ruins. Robbie Grossman, dono de mais de 63% das aparições como DH do time, foi, em minha opinião, muito fraco. Ele só se manteve na posição por sua impressionante paciência ao bastão para conseguir walks (ele foi o 9º jogador da MLB em BB%, mínimo 400 PA). Mas, para mim, não é o suficiente. Grossman subiu ao home plate 456 vezes e produziu 45 RBI, enquanto seu reserva, Kennys Vargas, teve 264 aparições, produziu 41 RBI. Proporcionalmente, ele mereceu muito mais chances do que realmente teve. Ele superou Grossman em vários quesitos. Para mudar esse ataque de patamar, assinaram com o surpreendente Logan Morrison, ex Rays, que impressionou com 39 HR no ano passado apesar do baixo aproveitamento em base.

Previsões da temporada

MVP – Miguel Sano – o jovem terceira base será o termômetro desse ataque, esperando que diminua seu alto número de strikeouts. Paciência Sano, paciência.

Pronto para Estrelato – Jose Berrios – La Makina tem tudo para se estabilizar como o ace do time por muitos anos, após um 2017 que caiu de rendimento pós All Star Game

Reforço que pode fazer a diferença: Logan Morrison, adicionando ainda mis potência ao ataque do Twins.

Saida que fará falta – Glen Perkins, após anos de contusões se aposentou. Um líder dentro do elenco da equipe

BUXTON– Precisa de um ano melhor – Byron Buxton – o jovem OF, com excelente potencial e Golden Glove na temporada precisa melhorar seus números no bastão. Por ser um OF veloz, se alcançasse mais as bases seria um grande Leadoff, mas o alto número de Strikeout e baixo aproveitamento dificulta a subida de patamar de Buxton.

– Top Prospect – Royce Lewis – SS – a primeira escolha do ultimo draft ainda está em seu primeiro nível de ligas menores, mas já demonstrando as características que eram esperadas vindas do College: Velocidade, bom aproveitamento e boa luva. Um excelente SS para 2019 na MLB.

ROYCE LEWIS

EXPECTATIVA

Eu sou um otimista. No início do ano passado, após o desastre de 2016, eu acreditava que o time venceria entre 70 e 75 vitórias, enquanto a maioria cria que nem às 70 chegaria. Acreditava na possibilidade de irem aos playoffs, mas não muito convicto. Hoje, principalmente pelo fortalecimento do bullpen e pela evolução magnífica que acho que a rotação terá, eu acho que Minnesota ficará entre as 88 e as 92 vitórias. Possa passar muito longe para baixo, principalmente se todas essas aquisições não funcionarem, mas o que eu enxergo é uma possibilidade de evolução, principalmente se tratando de um time tão jovem. Esses moleques mostraram essa capacidade de 2016 para 2017. A tendência lógica não é de que eles regressem. E também acredito em uma queda de rendimento de Cleveland, resultando em uma disputa pela coroa da AL Central muito bacana. Independente de qualquer coisa, uma certeza eu tenho: será um ano bom e divertido! Aproveitemos!

A série de “Previews” da MLB é um oferecimento do blog Major Sports. Nesta matéria tivemos a colaboração de Thieres Rabelo, dono do perfil @twinsBrasil no twitter.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s