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Preview: Boston REDSOX

Salve caros companheiros da Red Sox Nation espalhados pelo mundo. Chegou a hora de analisarmos a offseason e que o podemos esperar do time de Boston para a próxima temporada.

redsox

CHEGADAS e SAÍDAS

QUEM SAIU

– John Farrell (Manager): depois de cinco temporadas, um título de World Series, três títulos de divisão e duas vezes terminando a temporada como lanterna, Farrell não teve o seu contrato renovado (para alegria da maior parte de torcida e imprensa).

– Doug Fister (SP): difícil acreditar que Doug Fister foi o starter em um jogo de vida ou morte nos últimos playoffs (jogo 3 contra os Astros). Cumpriu bem seu papel, mas com as voltas de David Price e Steven Wright, ficou sem espaço.

– Chris Young (OF): não vai deixar saudades.

– Addison Reed (RP): não vai deixar saudades MESMO.

– Fernando Abad (RP): existem opções melhores e mais baratas na farm.

QUEM CHEGOU

– Alex Cora (Manager): o ex-jogador, campeão em 2007 e que estava atuando como bench coach do Astros, vem para substituir Farrell com a expectativa de elevar o Red Sox ao próximo nível e acalmar um clubhouse que foi muito barulhento na última temporada.

– Eduardo Nunez (IF): depois de se mostrar extremamente valioso na parte final da temporada passada, Nunez renovou com um contrato extremamente barato (1 ano, 4 milhões) e irá substituir Dustin Pedroia até o mesmo voltar de lesão, podendo atuar como super utility após o retorno de Pedey.

– Mitch Moreland (1B): outro que renovou (2 anos/13 mihões) após um bom 2017. Irá revezar com Hanley Ramirez na 1B (Mitch contra destros, Hanley contra canhotos).

jd– J.D. Martinez (OF): após uma novela que se arrastou até meados do spring training, e que ganhou ares de drama nos capítulos finais, J.D. desembarcou um Boston com um contrato muito menor do que se previa (era esperado algo próximo de 240 milhões/8 anos). Ainda assim, é um valor alto (110 milhões/5 anos) e os Red Sox não tem mais espaço na folha salarial para desperdiçar em jogadores inúteis (Pablo Sandoval, Hanley Ramirez, Rusney Castillo, etc…)

Foi uma offseason bem menos barulhenta do que as anteriores em Boston. Um time não pode gastar quase 200 milhões em folha salarial em 2 anos seguidos e conseguir apenas uma vitória em 7 jogos de playoffs nesse período. Alguém tinha que pagar essa conta e quem pagou foi John Farrell. Aparentemente John Farrell havia perdido o controle sobre a clubhouse e Alex Cora chega com a missão de trazer estabilidade ao vestiário. Alguns episódios do ano passado até hoje não foram devidamente explicados (discussão entre Manny Machado e Dustin Pedroia, briga de David Price e Dennis Eckersley no avião do time) e que acabaram tirando o foco do time de campo. A expectativa é que Cora mantenha todos focados apenas em vencer.

 

LINEUP e ROTAÇÃO

LINEUP:

davis_soxfiler1_sptsCF – Mookie Betts

LF – Andrew Benintendi

SS – Xander Bogaerts

DH – J.D. Martinez

1B – Mitch Moreland (Hanley Ramirez)

3B – Rafael Devers

CF – Jackie Bradley

C – Christian Vazquez

2B – Eduardo Nunez (Dustin Pedroia)

Na lineup, o time estará sem Dustin Pedroia  até meados de maio/junho por conta de uma cirurgia no joelho, sendo assim esta vaga será preenchida por Eduardo Nunez, que foi muito bem na temporada passada e que pode atuar em diversas posições, tanto do infield quanto do outfield. Rafael Devers assumirá definitivamente a 3B, e o garoto é um dos cotados para ser eleito Calouro do Ano em 2019. Seus números na temporada passada impressionaram (.284/.338/.482, 10HR em 240PA) e ele pode ser tornar uma solução definitiva para a posição de 3B, algo que o time procura desde a saída de Mike Lowell em 2009. J.D. Martinez  assume o posto de DH que David Ortiz deixou vago no final de 2016 e que Hanley Ramirez não conseguiu cumprir em 2017. Na 1B teremos um revezamento entre Moreland e Ramirez. Hanley apareceu em forma para o spring training e vai precisar teus números muito bons para conquistar idas ao bastão, pois ele tem uma vesting option para 2018 que será acionada caso consiga 497 aparições no bastão. Uma lesão no pulso atrapalhou a temporada do SS Xander Bogaerts em 2017 logo a  expectativa é que seu ano de 2018 seja melhor, afinal Bogaerts é o primeiro titular absoluto da posição desde a saída de Nomar Garciaparra, em 2004. O OF com Benintendi (LF), Betts (RF) e Bradley (CF) promete fazer bastante barulho. Christian Vazquez segue de titular na posição de catcher.

É uma lineup bastante perigosa. Três jogadores jovens e talentosos no topo da lineup, capazes de rebater 25 HR com um % de chegar em base acima de 35%, um DH oficial com potencial para bater 40 HRs e vários nomes com velocidade para fazer estrago quando estiverem em bases.

No banco, olho em Blake Swihart. Depois de lidar lesões que lhes custaram as temporadas de 2016 e 2017, o garoto esta saudável, fazendo um excelente spring training e se adaptou para jogar em mais de uma posição. Se antes era listado apenas como catcher, hoje pode jogar também de LF e inclusive tem treinando como 2B, também podendo atuar nessa posição até a volta de Dustin Pedroia.

 

ROTAÇÃO:

sale1 – Chris Sale (LHP)

2 – David Price (LHP)

3 – Rick Porcello (RHP)

4 – Drew Pomeranz (RHP)

5 – Brian Johnson (LHP)/ Eduardo Rodriguez (LHP)/ Steven Wright (RHP)

A rotação, que era listada como 3 candidatos a Cy Young, deixou a desejar em 2017. Chris Sale teve um ano digno de Cy Young, porém o braço pesou na 2º metade da temporada, principalmente nos playoffs, onde ele acabou não sendo tão efetivo. David Price passou a maior parte da temporada machucado, com problemas no cotovelo, porém é esperado que esteja saudável em 2018. Rick Porcello regrediu quilômetros de sua temporada de Cy Young em 2016 e causou muita dor de cabeça ao torcedor. Drew Pomeranz foi bastante eficiente em 2017 e pode evoluir ainda mais na próxima temporada. Já a posição de 5º starter foi uma incógnita por toda a temporada.

No papel, é uma rotação que novamente promete muito. Sale e Price são dois aces, porém precisam aguentar jogar até outubro, seja pelo cansaço do braço (Sale) ou por lesões (Price). Porcello precisa voltar a encaixar sua sinker que foi tão efetiva em 2016, caso consiga isso ele se torna um 3º starter extremamente valioso, para isto ele está contando com a ajuda de Derek Lowe, ídolo do time campeão em 2004, para melhorar o movimento do seu arremesso. Drew Pomeranz foi All Star em 2016 e foi bem em 2017, porém se machucou no 1º start do spring training e não se sabe se estará apto para jogar no começo da temporada.  A 5º vaga na rotação deve ser decidida somente no final do spring training. Steven Wright ainda não está liberado para voltar a jogar e Eduardo Rodriguez ainda não conseguiu transformar todo o seu potencial em realidade. A vaga pode acabar sobrando para Brian Johnson, que foi sólido em poucos starts no ano passado.

BULLPEN:

kimbrelCloser – Craig Kimbrel (RHP)

Relief – Carson Smith (RHP)

Relief – Heath Hembree (RHP)

Relief – Matt Barnes (RHP)

Relief – Joe Kelly (RHP)

Relief – Robby Scott (LHP)

Relief – Tyler Thornburg (RHP)

Craig Kimbrel segue sendo o homem de confiança para a 9º entrada, apesar do manager Alex Cora já ter afirmado que pode vir a usar Kimbrel em situações de alto risco durante as partidas. Carson Smith parece enfim estar recuperado da cirurgia Tommy John e pode assumir a vaga de setup do time. Joe Kelly conseguiu realizar uma bem sucedida transição de starter para reliever, e sua fastball de 100 milhas por hora será uma arma importante. Olho também em Tyler Thornburg, que veio do Brewers ano passado em troca de Travis Shaw porém não atuou em 2017 por estar machucado. É um bullpen que não aparenta ser tão dominante quanto outros da liga (exemplo: Indians), com exceção de Kimbrel. É uma área que  o time pode vir a buscar reforços na trade deadline. Kelvin Herrera, dos Royal, que tem contrato acabando ao final dessa temporada pode ser uma opção.

PROSPECTS:

5) Sam Travis, 1B: 24 anos, escolha de 2º de 2014, teve bons números entre MLB e Triple A no no ano passado, rebatendo próximo de 27%. Para garantir um lugar nas majors esse precisar desenvolver mais poder no bastão, batendo mais HRs, caso contrário será um jogador que sempre terá vaga em algum time mas sem se transformar em um jogador excepcional. Permanecerá na MLB em 2018.

4) Bryan Mata, RHP: 18 anos, free agent internacional, o venezuelano de 18 anos, ainda está no nível mais baixo das minors (Low A) e teve bons números (ERA 3.74 em 77 innings, 72/26 de K/BB). Pode chegar na MLB em 2021.

3) Tanner Houck, RHP: 21 anos, escolha de 1º rodada em 2017, terá um longo caminho a trilhar até a chegar na MLB. Tem uma boa fastball, com bastante movimento, pode pintar na MLB em 2020.

2) Jason Groome, LHP: 19 anos, escolha de 1º rodada em 2016,teve alguns problemas com lesões, porém seu potencial é alto. Ainda está longe de chegar na MLB, precisa de mais alguns anos de aperfeiçoamento nas ligas menores. Deve pintar na MLB em 2021.

chavis.01) Michael Chavis, 3B: 22 anos, escolha de 1º rodada de 2014 que pode pintar ainda esse ano (quem sabe em setembro) na MLB. Está bloqueado por Rafael Devers na 3B, então provavelmente irá começar a trabalhar em outras posições para ter seu lugar no time (assim como fez Mookie Betts, que passou de 2B para CF e depois RF).

A farm system do Red Sox foi devastada por trocas nos últimos anos (Yoan Moncada, Michael Kopech, Anderson Espinoza e Manuel Margot, só para citar alguns). Deixou de ser umas das melhores farms da MLB para não estar nem entre as 20 melhores.

Hoje, o nome que mais chama atenção é Michael Chavis, que pode aparecer na MLB em setembro desse ano. Destaque também para Jason Groome, apesar deste ainda ter que trilhar um longo caminho nas minors até chegar ao nível mais alto.

No mais, alguns prospects interessantes aqui e ali e nenhum nome classificado como possível super estrela no futuro. Porém prospects são prospects, as coisas podem mudar muito rapidamente.

EXPECTATIVA

A briga pela AL East esse ano promete ser boa. Red Sox e Yankees foram aos playoffs ano passado, com o time de NY ficando a uma vitória de chegar a World Series e trazendo o MVP da NL em 2017 para reforçar o time. A chave para o sucesso do Red Sox está na rotação, que precisa corresponder as expectativas que foram criadas. A briga na Liga Americana promete ser acirrada, com 4 times que entram fortíssimos para a próxima temporada (Astros e um pouco mais abaixo Indians/Red Sox/Yankees). Acredito que o Red Sox tem potencial para avançar até a ALCS esse ano.  Para mim, o time a ser batido dentro da Liga Americana é o Houston Astros, que ficou ainda mais forte esse ano. Porém, em uma série de 7 jogos, com a atmosfera dos playoffs, tudo é possível.

 

A série de “Previews” da MLB é um oferecimento do blog Major Sports. Nesta matéria tivemos a colaboração de Guilherme Marodin, o @marodingui no twitter.

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