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BASEBALL: TIPOS DE ARREMESSOS

Olá aos amigos entusiastas, fanáticos ou novos fãs do melhor esporte já criado, sejam bem-vindos. Hoje trouxemos uma matéria que surge como dúvida recorrente em discussões esportivas e principalmente na cabeça de novos espectadores, TIPOS DE ARREMESSOS.

A seleção de lançamentos de um arremessador, ou pitcher, como preferirem, é com certeza uma das partes mais importantes (se não a mais importante) deste grande xadrez humano. São pequenos detalhes que mudam o curso de um arremesso e potencialmente do jogo, é aqui que compreendemos um dos ditados mais famosos do esporte: “É um jogo de centímetros”

Changeup, Slider, Curve, Fastball, Sinker, Forkball, etc. São muitos tipos de arremesso, mas não se preocupe, dissecaremos um a um.

Vamos começar falando dos tipos de “Fastball”, a famosa BOLA RÁPIDA. Algumas possuem quebra lateral ou vertical, no entanto é importante lembrar que nenhum arremessador usa do mesmo movimento de lançamento. O famoso “windup” é diferente para cada pessoa e está diretamente ligado à mecânica daquele jogador, é basicamente sua assinatura e se modificada pode causar problemas, ou ajudá-lo, tudo depende do estudo feito pela equipe técnica.

Sem aprofundar muito no assunto, a mecânica de arremesso é importantíssima pois permite ao jogador ganhar velocidade usando o impulso do corpo e geralmente a força dos quadrís. Arrastar a perna demais para um lado ou outro vai modificar a trajetória do arremesso e também seu movimento, assim sendo, respeitar a mecânica é fundamental. Outro ponto válido a ser lembrado é que os arremessadores podem possuír estilos diferentes de mecanismo de arremesso, conhecidos como “Arm Slots”, são responsáveis também pela trajetória da bolinha e os mais utilizados são:

Submarine, aquele onde o arremessador lança na lateral baixa do corpo, ganhando um movimento vertical maior;

Há o 3/4, também conhecido como mecânica padrão de arremesso;

O Sidearm, provocando o cotovelo e ombro a soltarem o arremesso na posição lateral do corpo, geralmente aumenta o movimento horizontal ao preço de um desgaste maior no ombro;

Por último o “Over the top”, o estilo de arremesso certo para quem deseja ganhar velocidade, ao preço de extrema pressão no ombro e cotovelo uma vez que a dobra nos ângulos é maior (de 90 a 100 graus para a direção contrária do corpo). Alguns dos arremessadores conhecidos por utilizarem esse estilo são: Tim Lincecum, Chris Carpenter, Cliff Lee. Todos conhecidos por terem problemas recorrentes com seus ombros e cotovelos.

Tendo a parte mecânica explicada por cima, estamos prontos para entendermos os tipos de lançamentos e suas diferenças, lembrando mais uma vez que cada arremessador pode ter maior movimento (movimento diferenciado) ou velocidade em um arremesso ou outro simplesmente pela mecânica.

arremessos 1 “Fastball” é o arroz e feijão do esporte, tendo algumas variações entre ela. A mais utilizada é conhecida como Four-Seamer (quatro costuras), também é o arremesso mais fácil de ser localizado na zona de strike pela ausência de movimento. É o arremesso que os campistas são instruídos a usar. Dois dedos levemente separados em cima da costura da bola é a forma de arremesso.

A segunda variação da “Fastball” chama-se Two-Seam (duas costuras). É um pouco mais lenta que a Four-Seamer, mas produz movimento para a direção do braço que está sendo utilizado para arremessa-la. É um dos lançamentos mais utilizados na liga e merece seu lugar de destaque. Foi muito utilizada por Greg Maddux para enganar seus adversários.

Em seguida temos a Cutter, um pouco mais lenta que a Four-Seamer, também contém movimento. Desta vez é para o lado oposto do braço usado para arremessar, se assemelha muito ao Slider, só que bem mais rápido. A cutter é conhecida por quebrar tacos e seu maior utilizador foi Mariano Rivera, que manteve-se na liga com apenas este arremesso.

arremessos 2

A quarta variação é chamada Splitter, um arremesso que provavelmente seria utilizado numa situação (contagem) de breaking ball. A Splitter é um pouco mais rápida que uma changeup, mantendo-se na casa dos 80-90 mph, quebra rápidamente para baixo ao se aproximar do rebatedor.

E enfim a última variação, a Forkball. Pouco utilizada, se mantém na casa das 85mph, a Fork é muito semelhante aos Splitter, tendo como única diferença a quebra mais suave e gradativa para baixo.

Tendo agora conhecimento dos arremessos rápidos, vamos aos arremessos usados para quebra rápida na visão do rebatedor, chamados de Breaking Balls. São responsáveis por grande parte dos Strikeouts (para aqueles que não tem um canhão no lugar do braço).

arremessos 3A primeira e mais conhecida Breaking Ball é a Curve. É o arremesso com maior movimento e é essencial para qualquer jogador que deseja se tornar um Starter. A Curve é mais lenta e quebra gradativamente ao chegar no home plate, fazendo o rebatedor que espera uma Fastball rebater no vento ou induzir uma rebatida rasteira, fácil para a defesa.

Alguns jogadores utilizam uma alternativa conhecida como 12-6 Curveball, que tem uma quebra mais longa e do meio do prato, para no chão. A 12-6 foi muito bem utilizada por jogadores como Cliff Lee, Adam Wainwright e Clayton Kershaw.

O Slider é um arremesso de quebra que “foge” dos rebatedores destros em um movimento pra baixo e para o lado oposto do braço de arremesso do lançador. Sua rotação é alta e a velocidade é maior do que na Curve, por isso ele se assemelha muito a uma Fastball. A grande diferença é a quebra rápida ao chegar no prato, o que engana a maioria dos rebatedores. Vale lembrar uma variação chamada Slurve, que possuí a mesma velocidade da Curve, no entanto sua quebra é para a lateral baixa.

arremessos 4

Em seguida temos outro arremesso pouco utilizado na MLB (Major league baseball), mas muito comum na NPB (Nippon Professional Baseball), a liga japonesa, a Screwball. Visualizando um relógio, a Screwball tem um movimento muito semelhante a 1-7, ou seja, pulando da 1 hora para as 7, o movimento contrário da Slurve. Há uma controvérsia nestr arremesso, pois alguns acreditam que sua velocidade é baixa, mas os nipônicos a entendem como uma sinker com mais efeito e arremessada basicamente por canhotos, Yu Darvish utiliza a Screwball, que não deixa de ser um arremesso margem de erro baixa.

Chegamos então nas Changeups. A Change é talvez o lançamento mais importante no arsenal de um arremessador, por ser um dos arremessos mais lentos do Baseball, ela depende simplesmente da sua habilidade de enganar. Quase todos os arremessadores possuem uma Changeup (Isto é, os Starters. A maior parte dos Relievers não a possuí pois só enfrentam os rebatedores uma única vez, perdendo assim a necessidade de um lançamento que os engane constantemente). Sua quebra sútil mais ríspida no home plate é o principal motivo de rebatidas no vento ou contatos induzidos no chão, uma boa changeup é a melhor arma de um Ace.

arremessos 5

Sua primeira variação é chamada de Palmball, também pouco utilizada, a Palmball é ainda mais lenta que a Changeup, no entanto a perda de velocidade vem com um ganho rápido na quebra vertical que pode ser mais brusca.

Sua segunda variação é a Circle Changeup. Muito parecida com uma screwball, a Circle Change tem uma queda rápida para a lateral.

E por último, não menos importante os três lançamentos menos utilizados em toda a liga.

A Knuckleball é simplesmente um arremesso raro e complexo de se usar. Até hoje, pouquíssimos jogadores foram capazes de ter sucesso com ele. O objetivo deste arremesso é remover completamente qualquer rotação na bolinha, fazendo-a “dançar” na zona de strike. Sem a rotação, obviamente o arremesso se torna lento, mas sua capacidade de destruir a visão do rebatedor é simplesmente impressionante. Se lançado errado, ficará no meio da zona de strike e com certeza será rebatido para fora do estádio. Se lançado corretamente ninguém saberá ao certo onde ele pode terminar com seu movimento imprevisivel.

R.A Dickey ganhou o prêmio de C.Y. Young (melhor arremessador da Liga Nacional) em 2012 jogando de maneira espetacular com sua Knuckle Ball.

Existe ainda um paradoxo, a Knuckle-curve. Possuí o movimento desejado de uma Curveball e também a imprevisibilidade da Knuckle. Não se sabe onde terminará na zona de strike, só sabemos que ela com certeza quebrará como uma Curveball.

Eephus pitch grip

O último arremesso a discutirmos é o Eephus, raramente usado. Provavelmente o arremesso mais lento do esporte, o Eephus é basicamente jogado bem acima da zona de strike e seu objetivo é terminar lá dentro, pegando o rebatedor de surpresa. É também o arremesso mais fácil de se rebater no Baseball e por isso se tornou raríssimo.

Chegamos ao fim dos tipos de arremesso utilizados no esporte, espero que este artigo tenha ajudado a tirar as dúvidas sobre este tema que é muito comum em todos que começam a acompanhar o mundo do Baseball. Com o tempo você passará a notar quais são os arremessos utilizados pelos Pitchers no jogo e as peculiaridades de cada arremessador mescladas com a base dos lançamentos e logo tudo fará mais sentido na sua cabeça.

Quer aprender ou ir treinando? Então, veja aqui os tipos de “grip” (pegadas) para conseguir realizar os tipos de arremessos mencionados nesta matéria.

Até lá, que o jogo continue. Play Ball a todos!

Obs.: Os gráficos com tipos de arremessos podem ser encontrados no site: http://lokeshdhakar.com/baseball-pitches-illustrated/

Luiz Fratoni, conhecido como “clubista”, é amante e estudioso do baseball, torcedor fanático do Saint Louis Cardinals, topou escrever essa matéria especialmente para o blog MAJOR SPORTS

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