baseball

Joey Votto – É hora de sair?

Quem acompanha MLB desde o início dessa década sabe quem é Joey Votto. Para quem está embarcando de primeira viagem, vai um breve resumo sobre o 1B dos Reds.

Joey Votto foi draftado em 2002 pelo Cincinnati Reds, fazendo sua estreia nas grandes ligas apenas em 2007. Primeira base completo, tanto ataque quanto defesa, o camisa #19 tem, na carreira, médias de 31,3% de aproveitamento no bastão, mais de 40% chegando em base, com 29 Home Runs e 94 corridas impulsionadas. Sendo MVP em 2010 e com a proeza de, mesmo Cincy em um rebuild sem fim, ser o segundo na votação para MVP em 2017!

Não estamos falando de um simples jogador. Votto é um dos melhores (quiçá o melhor) da posição na MLB, porém em um time que não se encontra desde 2014, perdendo grandes nomes como Johnny Cueto, Jay Bruce e Todd Fraizer. Um processo de reconstrução que ninguém sabe quando dará frutos e uma farm com poucos nomes que se podem apontar como salvação para os próximos anos.

Estagnar o canadense (que já tem 34 anos de idade) em um time que não tem pretensões grandes (ou tem – no imaginário deles – mas falta material humano, com algumas exceções como Raisel Iglesias, Eugenio Suarez, Scooter Gennett e Luis Castillo), é uma questão complicada. Mas em termos de negócios e futuro de franquia, negociá-lo deveria ser prioridade.

Mas o que impede do camisa #19 tomar rumos maiores? Uma cláusula em seu contrato onde dá total controle do jogador em uma eventual troca que não lhe agrada, a popular no-trade clause. Como foi com Giancarlo Stanton, bastante cobiçado na última offseason, onde recusou ir para St. Louis e acabou aceitando ir para o Bronx.

Além da cláusula, o time que tiver o atleta teria que arcar com um grande contrato de 6 anos restantes com U$ 150 milhões para pagar, sendo que em 2024 o clube decide se exerce o último ano (mais U$ 20 milhões) ou rescinde (o popular buyout, onde custaria U$ 7 milhões). Quando isso acontecer, Votto já terá 40 anos de idade.

Com tudo isso em pauta, vamos mostrar os possíveis times onde Votto encaixaria e elevaria o seu nível de competição, brigando por títulos e tendo mais ajuda (ou ser a salvação).

Los Angeles Dodgers

dodgeSim, começando pelo badalado LA Dodgers. O time de Hollywood está na briga para voltar a levantar a World Series desde 1988. Para eles, Votto encaixaria como uma luva, já que o ponto fraco do Dodgers é justamente o seu ataque. Apenas Matt Kemp (escrevo este post no dia 15/05) tem aproveitamento acima de 30% na equipe. Como conjunto, só contando os times da National League, LA tem o 9º melhor aproveitamento no bastão (23,9%), e ainda ficando em posições intermediárias seja anotando corrida (171 – 7º) ou as impulsionando (159). Em Home Runs nem precisa ir muito longe (36 – o terceiro pior da NL), sabendo que o líder do time nesse quesito tem 1/6 desses números (Yasmani Grandal – 6).

E o que poderia ir para Cincy pelo 1B? Como o time precisa de talentos, e Votto vai custar caro, não se espante se o Dodgers negociar Alex Verdugo e mais um pitcher considerado top-10 na farm da equipe (Mitchell White, Yadier Alvarez ou Dennis Santana). Se os Dodgers cometem uma loucura, Walker Buehrle mais um top 30 de qualquer posição de campo já seria de muito bom grado.

No time, Votto seria o 1B full time, e Cody Bellinger seria deslocado para jogar no outfield de LA. Resolveria boa parte dos problemas ofensivos do time e ganharia também em defesa. Como LA está irregular, uma troca dessas pode dar o gás que está faltando.

Washington Nationals

harpNo time da capital seria a troca para (quem sabe) segurar Bryce Harper (pelo menos um ótimo motivo para renovar) ou em caso de saída do #34, ter um nome para segurar as pontas, uma lacuna a ser preenchida de vez, pelo menos: a 1B. Hoje, ela é ocupada por Ryan Zimmerman, que teve um ótimo 2017, mas regrediu em 2018 (está na DL) e o time está recorrendo a Matt Adams (que não é mau jogador, mas pode dar um upgrade melhor) e Mark Reynolds (que tem diminuído a taxa de 1 HR a cada 5 K).

Washington tem bons nomes a se pensar em uma troca, como Juan Soto ou Carter Kieboom (#2 e #3 da farm dos Nats) e mandar um dos veteranos para Cincy por Votto. Já pensou Harper, Murphy (quando voltar) e Votto no mesmo lineup? Seria o caos total!

Toronto Blue Jays

jaysJays? Mas o time está bem… Concordo. Mas jogar no time de seu país tem um gostinho especial. Toronto tem bons nomes para ajudar em uma eventual troca. Em sua farm, com exceção de Vladimir Guerrero Jr (que é tratado como uma das próximas estrelas da MLB), não seria nenhum absurdo, por exemplo, se Bo Bichette entrasse na negociação para tirar Joey Votto de Cincy. Bo mais um Kendrys Morales seria muito interessante. Os Reds não tem payroll alto (um dos nove times abaixo de U$ 100 milhões em salários) e ainda teria um jogador que poderia subir em 2019 com grandes expectativas.

E os Blue Jays? Como ficariam com Votto e Smoak disputando a 1B? A não ser que revezem como DH e 1B dependendo da ocasião e do que John Gibbons achar necessário em uma eventual partida. Seria um baita casamento!

St. Louis Cardinals

cardsFechando a lista com um rival direto de Cincinnati. STL, em termos ofensivos, está abaixo do LA Dodgers. No lineup, a mesma situação com apenas um jogador acima dos 30% no bastão (Tommy Pham). Seja nos números totais de ataque, o único quesito que os Cardinals aparecem como top-5 é em Home Run (49 – 4º da NL).

STL é conhecido por desenvolver bem seus prospectos e eles sempre aparecem nas listas entre os melhores da liga. Alguns, inclusive, já foram até testados na MLB como Jack Flaherty e Tyler O’Neill. Não seria nada anormal, em uma hipótese, os Cards mandarem um desses nomes junto com outro prospecto e um veterano como ‘contrapeso’ por Votto.

Em STL, Votto competiria com José Martinez para ser o 1B. Mesmo com o venezuelano fazendo boa temporada, não teria como competir com o canadense (só se o Matheny tiver outra carta na manga, o que é inimaginável).

 

Caso seu time não apareça aqui é porque ‘não necessita(por já ter um ataque sólido ou jogadores que segurem as pontas por lá) ou não tem o que oferecer e seria a mesma situação que se encontra Cincinnati: sem um rumo definido.

Fato é que a MLB precisa ter o Joey Votto voltando a competir por títulos e não ficar parado nos Reds, onde as perspectivas não são das melhores a curto prazo. Não creio que ele seja um Ripken, Jeter ou Rivera por passar a carreira toda em um time, mas o futuro a Deus pertence. E cabe ao 1B decidir o que quer pra si.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s