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Draft MLB: Análise da primeira rodada

Amigos do MSB, a primeira rodada do Draft da MLB aconteceu ontem, (04/06), assim, preparamos um post fazendo a análise de cada uma das 30 primeiras escolhas que estarão trilhando o caminho para as grandes ligas.

Pra quem não sabe como funciona o draft da MLB, só dar uma lida no nosso especial aonde é explicado como funcionam os drafts das grandes ligas americanas: https://majorsports.blog/2018/04/21/especial-os-drafts-na-big-4/

Vamos às escolhas

cazey#1 – Detroit Tigers (Casey Mize – RHP, Auburn)

Era o principal jogador da classe e Detroit não iria deixá-lo passar, confirmando todos os mocks mundo afora. Mize tem controle, um bom arsenal (fastball, splitter e slider) mas com um curto histórico de lesões no braço. Os scouts gostam do jeito que ele compete. Talento que, se mantiver o nível, subirá em 2020.

#2 – San Francisco Giants (Joey Bart – C, Georgia Tech)

Bart já havia sido escolhido na 27ª rodada pelos Rays, mas optou por continuar na universidade. O resultado está aí: melhor catcher entre os calouros (ofensivamente e defensivamente). Não é um rebatedor de potência, mas tem muita disciplina no bastão e quiçá, jogará ao lado lado de Buster Posey (ou será a ida definitiva do camisa #28 para a 1B).

#3 – Philadelphia Phillies (Alec Bohm – 3B, Wichita State)

Alec Bohm divide opiniões a respeito de sua qualidade, pois os scouts apontam que há talentos melhores que Bohm no draft mesmo o 3B vencendo o Cape Cod League MVP. Bohm é considerado um rebatedor de potência e com certa disciplina para não sofrer tantos strikeouts. Sua defesa (vulgo braço) também é um ponto de interrogação, tanto que cogitam que ele acabe se adaptando a 1B. Uma escolha que só em campo para provar que tem capacidade.

#4 – Chicago White Sox (Nick Madrigal – 2B, Oregon State)

Passa despercebido pela altura (tem 1,52m) porém tem muita qualidade no que diz respeito a velocidade, força e disciplina no ataque, sendo até uma arma para extra-base hits (rebatidas duplas, triplas ou Home Runs). Pode até ser usado como shortstop se possível. É mais um a alimentar a farm promissora do White Sox.

#5 – Cincinnati Reds (Jonathan India – 3B, Florida)

Outro talento no universitário que estava subindo nos mocks nas últimas semanas. India tem muito potencial e no ataque era tido como o melhor da classe no conjunto da obra. Com a falta de bons nomes na farm de Cincinnati, India pode ser um dos bons nomes da próxima década (dependendo do que fizerem com Nick Senzel).

#6 – New York Mets (Jared Kelenic – OF, Waukesha West HS)

OF com bastante potencial (mais defensivo) para ser um CF ou RF, com um bom braço e muito atlético. Mesmo ainda no high school, os scouts apontam Kelenic como um jogador que pode atuar na MLB de maneira rápida.

#7 – San Diego Padres (Ryan Weathers – LHP, Loretto HS)

Mais um pitcher canhoto para San Diego e outro que aparecia nas escolhas altas dos mocks. Filho de David Weathers (atuou por 19 anos na MLB) e Kelli Davis Weathers (ex-jogadora de basquete), já tem passagens pelas seleções de base norte-americanas. Bola rápida na casa das 90-93 mph, uma boa curveball e um changeup ‘avançado’ para um adolescente, segundo os scouts. É tido como um jogador para a primeira metade de uma rotação.

#8 – Atlanta Braves (Carter Stewart – RHP, Eau Gallie HS)

Pitcher novo, mas com arremesso de bola rápida na casa das 98 mph (ele tem apenas 18 anos). Um arsenal baseado em força, e com uma changeup a ser desenvolvida. Como a farm de Atlanta já está produzindo bastante, terão toda a paciência do mundo para trabalhar o jovem arremessador.

#9 – Oakland Athletics (Kyler Murray – OF, Oklahoma)

Murray era o jogador mais atlético da classe de 2015, mas optou por jogar na universidade de Oklahoma para ser o reserva de Baker Mayfield (hoje na NFL). Três anos depois, volta a figurar entre os calouros da MLB. Uma escolha arriscada tendo em vista que Murray ainda tem muitas lacunas nos dois lados do jogo a serem lapidadas. Isso se não parar na NFL no futuro.

#10 – Pittsburgh Pirates (Travis Swaggerty – OF, Alabama)

Impressionou os olheiros da seleção americana, alguns o considerando como o melhor prospecto de toda a classe. Tem como virtudes disciplina, força e velocidade, mas não a ponto de se tornar um leadoff consistente. Rebatedor canhoto, é comparado a Brett Gardner, porém com mais força do que o camisa #11 dos Yankees nesse mesmo estágio.

#11 – Baltimore Orioles (Grayson Rodriguez – RHP, Central Heights HS)

Rodriguez é mais um arsenal na base na força (bola rápida chegando a bater na casa das 98 mph) e com arremessos secundários promissores. Os scouts garantem que ele pode ter seu slider, curveball e changeup aprimorados. Tem bom controle nos arremessos e só. Mais um a ser trabalhado a longo prazo.

#12 – Toronto Blue Jays (Jordan Groshans – 3B, Magnolia HS)

Groshans é um dos casos de jogadores a serem lapidados pela franquia que o selecionou. Ainda tem que aprimorar seus dois lados no jogo, mas ainda terá um bom caminho a percorrer. Com Vlad Jr voando nas ligas menores, 3B é uma posição que será dominada por bastante tempo em Toronto.

#13 – Miami Marlins (Connor Scott – OF, H.B. Plant HS)

Scott virá de uma escola que revelou para o beisebol ninguém menos que Wade Boggs. Não é jogador de potência, mas tem velocidade e sua principal característica é defensiva, podendo cobrir os espaços no campo externo. Vem de uma lesão na coxa recentemente, mas irá para a universidade da Flórida para aprimorar seu jogo.

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#14 – Seattle Mariners (Logan Gilbert – RHP, Stetson University)

Jogador que brilhou na liga da Flórida nos últimos anos (sendo eleito All-Star e ganhando prêmio de melhor arremessador de sua liga), Gilbert era uma das boas opções para a posição. Bola rápida atingindo a casa das 97 mph no ano passado, mas os olheiros apontam o seu changeup como o seu melhor arremesso e que precisa ser mais utilizado. Uma escolha segura.

#15 – Texas Rangers (Cole Winn – RHP, Orange Lutheran HS)

Da escola cristã para o Texas Rangers. Winn teve a chance de participar da seleção americana de High School, mas não estava pronto para tal. Precisa desenvolver os comandos de seus arremessos, onde tem um bom arsenal (até slurve ele arremessa). Disciplinado fora de campo, era nome certo para a primeira rodada.

#16 – Tampa Bay Rays (Matthew Liberatore – LHP, Mountain Ridge HS)

Era um dos top-5 prospects de toda a classe e caiu no colo de Tampa Bay (como esse time dá sorte). Liberatore participou até de mundial juvenil pelos EUA e arremessou nada menos do que 12 entradas sem ceder corridas, ganhando até a confiança de arremessar no jogo da medalha de ouro. Bola rápida que pode alcançar as 97 mph, precisa desenvolver sua mecânica de arremessos. O canhoto era tido como escolha certa entre os 10 primeiros, mas Tampa agradece de braços abertos.

#17 – Los Angeles Angels (Jordyn Adams – OF, Green Hope HS)

Mais um que saiu do futebol americano para o beisebol. Adams jogou de wide receiver em North Carolina, mas não teve sucesso para alcançar a NFL. No beisebol, é um rebatedor de boa força, mas que precisa aprimorar sua velocidade.

#18 – Kansas City Royals (Brady Singer – RHP, Florida)

Potencial ace e #2 geral entre os prospectos de 2018, Singer caiu demais por não despertar a confiança dos scouts, mesmo levando os Gators ao título universitário e arremessando melhor que Alex Faedo, escolhido no draft de 2017 pelos Tigers. A questão física preocupa, mas é um grande talento. Para a farm dos Royals, chega para ser o principal prospecto.

#19 – St. Louis Cardinals (Nolan Gorman – 3B, Sandra Day O’Connor HS)

Não fosse a ascensão de India, Gorman era o principal jogador da posição neste draft. De todos os rebatedores, é o que tem mais força entre todos os calouros. Como todo slugger que se preze, precisa ser mais consistente, pois potência tem de sobra.

#20 – Minnesota Twins (Trevor Larnach – OF, Oregon State)

Um jogador que cresceu após as lesões de Nick Madrigal e evoluiu o seu jogo na universidade, em especial rebatendo para o campo oposto. Disciplina no bastão apurada e bom braço para defender os lados do campo externo. Um jogador que pode atuar na MLB a médio/longo prazo.

#21 – Milwaukee Brewers (Brice Turang – SS, Santiago HS)

A expectativa era alta até o início do ano, mas com as apresentações de Turang seu valor caiu um pouco no draft. Mesmo assim, é tido como uma das promessas do high school americano. É tido como um rebatedor de contato, e é questionado em questão de força no bastão. Está projetado para estudar em LSU, mas pode mudar dependendo de quem o draftar.

#22 – Colorado Rockies (Ryan Rolison – LHP, Ole Miss)

Draftado nas últimas rodadas de 2016, Rolison optou por seguir no universitário. Lá, aprimorou seu repertório de arremessos. Sua curveball é tida como a melhor da classe, mas os demais arremessos precisavam de mais aprimoramento. Uma boa escolha que se bem lapidada, pode se tornar um bom pitcher na MLB.

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#23 – New York Yankees (Anthony Seigler – C, Cartersville HS)

Um catcher que ao mesmo tempo é um arremessador ambidestro! Pode atuar tanto como pitcher (estilo Venditte) como ser um catcher, tanto que estava no elenco que participou do mundial sub-18 do ano passado. Um jogador multiuso, que tem um futuro muito promissor. Mas a dúvida é: vai ser catcher, pitcher ou o Ohtani americano?

#24 – Chicago Cubs (Nico Hoerner – SS, Stanford)

Comparado a Ian Kinsler, Hoerner é cogitado como um jogador sólido, que não chama a atenção nos números, mas que compensa com força no bastão. Preocupa no que diz respeito a jogar como SS no futuro, mas seu potencial para a 2B é considerado alto. Baéz com os dias contados em 2020?

#25 – Arizona Diamondbacks (Matt McLain – 2B, Beckham HS)

McLain é mais um jogador que une força a disciplina e um pouco de velocidade. O 2B tem as ferramentas necessárias para se dar bem no ataque e em uma posição onde não se exige muito ofensivamente. É comparado a Alex Bregman, dos Astros. Está no caminho certo.

#26 – Boston Red Sox (Triston Casas – 1B, American Heritage School)

O primeiro 1B que foi escolhido. Casas liderou o time americano no mundial sub-18 ao ouro em Home Runs e corridas impulsionadas. Também tem força de sobra no bastão, mas ainda é considerado hoje como um slugger a moda antiga. Ainda tem muito a ser lapidado, agora que irá para a universidade.

#27 – Washington Nationals (Mason Denaburg – RHP, Merritt Island HS)

Denaburg rodou até chegar ao montinho. Passou no futebol americano para jogar como punter e kicker. No beisebol virou catcher, oufielder e agora é arremessador. Ele é mais um do elenco americano campeão juvenil em setembro passado. Seu jeito de jogar é comparado com ninguém menos que John Smoltz, lenda da MLB. Mas enquanto não provar que está 100% livre das lesões…

#28 – Houston Astros (Seth Beer – OF, Clemson)

Em 2016, Beer era cotado para ser a escolha #1 em 2018! No ataque, é uma máquina de Home Runs (34 em dois anos) e com mais walks do que strikeouts. Na seleção, seu jogo caiu demais (a ponto de namorar a Mendoza Line) e sua defesa no campo externo preocupa. Em resumo: um potencial DH.

#29 – Cleveland Indians (Noah Naylor – C, St. Joan of Art Catholic)

Catcher de muita força mas com problemas defensivos (lembrando o camisa #24 dos Yankees). Naylor competia com Gorman no quesito potência, visto que ambos participaram do Home Run Derby no último All-Star Game. Ainda tem muito a evoluir no seu jogo, e com Francisco Mejia o principal prospecto da posição pela Tribo, Naylor terá tempo para melhorar na defesa.

#30 – Los Angeles Dodgers (J.T. Ginn – RHP, Brandon HS)

E fechando como começou: um arremessador destro. Não se engane: é mais um pitcher com potência de sobra no bastão, com seu arremesso chegando na casa das 99 mph! Seu braço é um questionamento entre os insiders que o colocam como reliever pitcher no futuro. Irá para Mississippi State a partir de 2020.

Confira como foi o anúncio das 30 escolhas:

Vítor Silva é nosso letrado especialista em draft, praticamente um “scout” da MLB. @chaveatle escreveu essa matéria especialmente para o blog MAJOR SPORTS.

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