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Além dos números: A redenção de Alex Ovechkin!

Dia 19 de fevereiro de 2014. Um dia triste para os russos no seu esporte favorito. A seleção masculina de hóquei no gelo, liderada por Alex Ovechkin, foi eliminada pela Finlândia por 3-1 nas quartas-de-final e sai de Sochi sem ao menos disputar uma medalha.

Seria mais um dos fracassos colecionados por Ovie ao longo de sua carreira, apesar de levar seu país a conquistas mundiais. Como acontece no hóquei no gelo, aqueles que jogam o mundial de hóquei é porque seu time fracassou em alcançar os playoffs da NHL (o que refletiu no camisa #8).

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Para quem não conhece, Ovie era uma baita promessa que chegou a capital americana (2005) e era a esperança do time da capital em levantar a Stanley Cup e mais ainda: dar um título das grandes ligas a Washington, algo que não acontecia desde 1992, quando os Redskins levaram o Super Bowl para Columbia.

Uma temporada de muitas incertezas que rondavam o time da capital. Ovie começando de forma arrasadora em 2017-18, mas sempre faltando aquele algo a mais que tanto persegue os craques do gelo: um título de Stanley Cup. Não só ele como Kuznetsov, Oshie, Holtby, entre tantos outros grandes nomes do time que almejavam uma conquista que não seria fácil, e por inúmeras vezes ficando precocemente pelo caminho.

Liderando o time aos playoffs e a liderança de sua divisão, a primeira parada seria contra o Columbus Blue Jackets e como se não bastasse, saiu perdendo dois mandos de gelo para o time de Ohio. A frustração era previsível para quem por tanto tempo nunca chegou lá. Mas quis os deuses do hóquei que a história fosse escrita de outra forma: quatro vitórias seguidas e vencendo a série em Columbus para chegar a segunda rodada do Leste.

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Aí veio a maior pedrada, o obstáculo mais difícil e quase intransponível, mais uma parada complicada: Pittsburgh Penguins. O carrasco de Alex Ovechkin. Eram aquelas certezas, até então, de que há duas coisas na vida: morrer e os Pens eliminar os Caps. Três séries entre Ovie x Crosby = 3 derrotas. E sempre na mesma fase (semifinal e/ou segunda rodada).

E não, a história não se repetiu. Um time focado, que ganhou força a cada partida da série. E mais uma vez por um capricho, na casa do adversário, e no overtime, a dupla russa decidiu: gol de Kuznetsov com assistência de Ovechkin. Era uma muralha sendo derrubada e a decisão da conferência era logo ali.

 

E um duelo contra o melhor time do Leste, o Tampa Bay Lightning de Steven Stamkos, vice-campeão há três anos. E como se não bastasse, mais uma adversidade para superar: a uma derrota da eliminação, os Caps simplesmente anularam os Bolts como um todo. Nos jogos 6 e 7, somados, foi 7-0 para Washington! (3-0 no jogo 6 e 4-0 no jogo 7, na Flórida). Ovie fez um dos gols apenas, mas era a confirmação de jogar sua primeira decisão da NHL.

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A decisão da NHL foi impensável. Poucos acertaram que Washington Capitals (voltando a Stanley Cup depois de 20 anos) e Las Vegas Golden Knights (na sua temporada de estreia) fariam a final. E mais uma vez, os Caps começam perdendo. O time precisaria da experiência e brilho do camisa #8 russo. E veio de uma forma única:

  • Fez o gol da virada no jogo 2 e mostrou para o mundo que ali haveria uma série;
  • Em casa, abriu o caminho para a vitória no jogo 3 e colocar Washington na frente no duelo;
  • Jogo 4 e ele sendo o garçom com uma assistência (nesse dia deu tudo certo para Washington) e abrindo 3-1.

Até o fatídico 9 de junho na T-Mobile Arena. Golden Knights, pela primeira vez passando por situação adversa, contra os Capitals, a uma vitória de levantar um título inédito e devolver o orgulho a cidade de conquistar um título. Ovechkin faz o gol do 2-1 e ainda no segundo período, em uma penalidade que ele cometeu, assiste Vegas, do penalty box, sacramentar a virada dentro de casa. E nos 20 minutos finais, dois gols em um intervalo de 3 minutos colocam os Caps a frente. 4-3 e pouco menos de 8 minutos para por fim as desconfianças e dar a volta por cima.

Na última buzina, o fim da espera de uma cidade e a consagração de uma lenda da NHL. Que agora tem um anel de campeão. Que levantou uma taça e colocou mais um time no rol dos campeões da liga depois de 43 anos. Que não será mais assombrado pelo fantasma de não ter uma SC na vida. E aqui vai um adendo.

Ovie liderou o time em pontos? Não. E por que levou o prêmio de melhor jogador? Porque o esporte não é só números frios. Em momentos de adversidade e quando se precisa chamar a responsabilidade que “se separam os homens dos meninos” (Jordan, Michael). Quem aguenta a pressão e quem sucumbe. E quem consegue fazer com que todos joguem por um ideal. Seja a defesa segurando as pontas (o que Holtby defendeu não está escrito em lugar nenhum) e o ataque produzindo (Kuznetsov e Smith-Pelley muitas vezes ajudando com gols salvadores e Lars Eller com o gol do título). O papel de um capitão é justamente esse. E esse foi Alex Ovechkin.

ovie5“Eu penso que esse momento que estamos esperando por um longo, longo tempo… Era apenas isso: alegria” (Ovechkin, Alex)

Como tudo na vida, seja no esporte, trabalho, escola, tenha sempre em mente que o mundo dá voltas. Não há nada de ruim que não acabe. Que chegar no objetivo não é fácil, mas que nunca se deve abaixar a cabeça e desistir. E que exemplos como de Ovie possamos levar para a vida. Obrigado por mais essa lição, mito!

Confira o emocionante momento aonde o mito Ovechkin levanta a tão sonhada Stanley Cup

 

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