Draft

2018 NHL Draft – Análise da 1ª Rodada

E em ‘quase’ paralelo a NBA, aconteceu neste último fim de semana (23 E 24/06) o draft da NHL. Prospectos de universidade e das ligas europeias podendo ser selecionados para as equipes do gelo.

Mas antes de entrarmos no assunto, se você tem dúvida de como funciona cada tipo de draft das 4 grandes ligas americanas, confira o super texto explicativo que fizemos e fique por dentro das características de cada modalidade:

 https://majorsports.blog/2018/04/21/especial-os-drafts-na-big-4/

Agora sim, sem mais delongas, vamos a um breve relato sobre cada um dos primeiros 31 selecionados:

1 – Buffalo Sabres (Rasmus Dahlin, D – Frolunda/SUE)

Rasmus Dahlin

Melhor prospecto de toda a classe com grandes chances de já fazer parte das linhas defensivas dos Sabres (que precisam muito arrumar a casa). Dahlin já atua pela seleção juvenil da Suécia e no último mundial da categoria foi eleito o melhor defensor. No profissional, também jogou nas olimpíadas de inverno desse ano (uma assistência nos dois jogos que participou). Cartão de visitas muito bom para o time de NY.

2 – Carolina Hurricanes (Andrei Svechnikov, RW – Barrie Colts/OHL)

Comparado a Mark Scheifele, o russo vem de excelente temporada na OHL, anotando 72 pontos (melhor entre os calouros) e levando o ROY da liga na sua primeira temporada fora da Rússia. Um talento puro para levantar o ataque dos Canes onde tem muito nome oscilante.

3 – Montreal Canadiens (Jesperi Kotkaniemi, C – Assat/FIN)

Kotkaniemi cresceu de forma meteórica na Finlândia. Foram 29 pontos pela liga local no seu ano de estreia, a terceira maior marca entre os calouros. Pela seleção sub-18 nos mundiais, foi medalhista duas vezes (prata e ouro). Curiosamente no ano que venceu o campeonato, o Center deu duas assistências na decisão.

4 – Ottawa Senators (Brady Tkachuk, LW – Boston University)

Já tem familiar na liga (ele é irmão de Matthew Tkachuk, dos Flames) e tem cacoete de liderança, já que foi capitão da seleção sub-18 americana quando ganhou a medalha de ouro no mundial em 2017. No juvenil, foi bronze em 2018. Pela universidade (o primeiro selecionado vindo do college), terminou o ano com 31 pontos, levando Boston ao título da conferência e sendo eleito para o time dos calouros. Pra botar ordem na casa!

5 – Arizona Coyotes (Barrett Hayton, C – Sault Ste. Marie Greyhounds/OHL)

Uma escolha até certo ponto controversa, pois haviam prospectos melhores do que Hayton para serem escolhidos, mas Arizona foi no canadense. Hayton terminou a temporada na OHL com 60 pontos, quebrando as maiores marcas em vitórias e pontos de sua equipe. Nos playoffs foram mais 21, até o time ser eliminado pelo caminho. Seu estilo de jogo é comparado a Jonathan Toews.

6 – Detroit Red Wings (Filip Zadina, RW – Halifax Mooseheads/QMJHL)

E um dos times que agradecem a escolha dos Yotes é o Red Wings. O tcheco Zadina vem de uma temporada espetacular, anotando 82 pontos na QMJHL (7º melhor geral na temporada), além de ser eleito All-Star e estar no time dos calouros ao final do campeonato. Ah, Arizona…

7 – Vancouver Canucks (Quintin Hughes, D – Michigan)

Não é um defensor de muitos pontos, mas foi eleito para os melhores times da sua conferência e entrou no segundo time dos All-Stars. Assim como Tkachuk, estava nos mundiais e também ostenta medalhas de ouro e bronze no currículo. Hughes já vem de família de esportistas. Seu pai é técnico e ajuda no desenvolvimento de outros atletas seja universitário ou profissional. Seu irmão Jack, está projetado para o draft de 2019. Escolha acertadas dos Canucks.

8 – Chicago Blackhawks (Adam Boqvist, D – Brynas/SUE)

É a longo prazo. Boqvist ainda faz parte dos times juniores da Suécia, e foi campeão mundial sub-17 em 2016. Ele é irmão de Jesper Boqvist, que foi draftado pelos Devils no ano passado. Dos defensores, era tido como o segundo melhor prospecto da posição. Com a defesa de Chicago cada vez mais envelhecida, não seria surpresa ele ser chamado em menos de dois anos.

9 – New York Rangers (Vitali Kravtsov, RW – Chelyabinsk/RUS)

Vitali Kravtsov

Muito jovem que explodiu na liga russa nos playoffs. Foram 11 pontos na fase derradeira contra apenas 7 durante toda a temporada regular. A ascensão foi tanta que ele foi eleito o melhor calouro do mês de março na liga russa (foi comparado com Kuznetsov, capitão dos Capitals). Ainda será muito bem lapidado.

10 – Edmonton Oilers (Evan Bouchard, D – London Knights/OHL)

Um cara bem mais pronto para atuar na NHL. Foram 87 pontos na última temporada na OHL, liderando todos os defensores no quesito. Jogou por lá por três temporadas e foi companheiro de jogadores como Mitchell Marner, dos Maple Leafs. Foi campeão mundial sub-17 com o Canadá e o comparam a Drew Doughty, dos Kings.

11 – New York Islanders (Oliver Wahlstrom, D – Seleção americana sub-18)

Wahlstrom veio de Harvard, mas atuou a temporada anterior pela seleção sub-18 dos Estados Unidos. Foi o líder em pontos (94), gols (48) e assistências (46) de todo o selecionado, além de liderar também em plus/minus (+30). Não custa lembrar que os Isles foram a pior defesa de toda a NHL em 2018.

12 – New York Islanders (Noah Dobson, D – Acadie-Bathurst Titan/QMJHL)

Foram duas temporadas na QMJHL, e mostrou grande evolução. Dobson foi o terceiro maior pontuador da Memorial Cup, levando seu time a primeira conquista da taça em sua história. Ele foi o segundo maior pontuador de toda a temporada (69 pontos) e foi eleito o Atleta do Ano pela liga.

13 – Dallas Stars (Ty Dellandrea, C – Flint Firebirds/OHL)

Ty Dellandrea

Dellandrea simplesmente mais do que dobrou sua performance na sua segunda temporada em Ontario. De 24 pontos (13-11) para 59 (27-32). Quebrou suas marcas pessoais em pontos em uma única partida na liga (3-2). É mais um comparado a Toews.

14 – Philadelphia Flyers (Joel Farabee, LW – Seleção americana sub-18)

Só fica abaixo de Wahlstrom em pontos (64) pela seleção norte-americana sub-18. Farabee se comprometeu a jogar pela universidade de Boston na próxima temporada. Então é aguardar, Flyers fans.

15 – Florida Panthers (Grigori Denisenko, LW – Yaroslav/RUS)

Assim como Boqvist, ainda está na categoria de juniores na Rússia. Mesmo assim, ajudou sua equipe a conquistar o título russo anotando 7 pontos nos 12 jogos que disputou nos playoffs. Estava no time sub-17 em 2016 quando foi campeão mundial com a Rússia batendo o Canadá por 6-1 na decisão. A comparação de Denisenko foi com ninguém menos que Steven Stamkos. Será?

Confira o anúncio de todas as escolhas da primeira rodada

 

16 – Colorado Avalanche (Martin Kaut, RW – Pardubice/TCH)

Sempre passando pelas categorias de base da seleção tcheca, Kaut não tem uma carreira profissional sólida. Subiu para o adulto em 2018 e terminou a temporada com 16 pontos em 38 jogos. Nome a longo prazo.

17 – New Jersey Devils (Ty Smith, D – Spokane Chiefs/WHL)

Três anos na liga de hóquei do Oeste e evoluindo mais de ano a ano. Smith terminou 2018 com 73 pontos (segundo melhor da WHL entre os defensores), sendo o sexto da franquia a atingir tal marca na história. É um que pode subir rápido a NHL.

18 – Columbus Blue Jackets (Liam Foudy, C – London Knights/OHL)

Foudy foi o terceiro maior artilheiro dos Knights na OHL na última temporada (24 gols). Foudy ainda teve uma ótima sequência de 13 jogos seguidos anotando pelo menos um ponto (14-8). Ainda não está pronto para subir de imediato, mas tem potencial.

19 – Philadelphia Flyers (Jay O’Brien, C – Thayer Academy HS)

Estourou no high school americano terminando o ano com 80 pontos (média de 2.67 pontos por partida) sendo comandado por Tony Amonte. Não é preciso dizer que foi eleito o melhor jogador do ensino médio estadunidense. Irá para Providence a partir dessa temporada. Longo prazo.

20 – Los Angeles Kings (Rasmus Kupari, C – Karpat/FIN)

Foi subindo de categoria e teve sua primeira temporada profissional em 2017-18, anotando 14 pontos em 39 partidas. Não é um nome que brilhe os olhos para agora, então vai deixar evoluindo em solo finlandês até a hora de rumar a Califórnia.

21 – San Jose Sharks (Ryan Merkley, D – Guelph Storm/OHL)

Ryan Merkley

Merkley vem de temporadas sólidas na OHL. Em 2018 foi o terceiro melhor pontuador (67) entre os defensores, e liderou o seu time em assistências (54), isso tudo antes de liderar os calouros da OHL em pontos e ser eleito o melhor rookie na temporada anterior. Terá um grande aprendizado em SJ.

22 – New York Rangers (K’Andre Miller, D –  Seleção americana sub-18)

Outra jovem promessa, fruto do resultado de trades onde a pick (essa mais rodada que a do Nets) parou em NY. Miller anunciou que irá defender Wisconsin em 2018-19, após um bom ano defendendo a seleção sub-18. Como os Rangers não estão com pressa, mesmo.

23 – Anaheim Ducks (Isac Lundestrom, C – Lulea/SUE)

Um defensor nato (#8 entre os jogadores da posição) e que estreou profissionalmente só na última temporada. Não é de marcar pontos (apenas 15 em 2018), mas tem ao seu favor passagens nas seleções de base da Suécia, com duas pratas e um bronze nos campeonatos que disputou.

24 – Minnesota Wild (Filip Johansson, D – Leksand/SUE)

Caso semelhante ao de Lundestrom, mas que ainda não tem experiência suficiente no time profissional. Ainda atua nos juniores do Leksand, então é nome somente para daqui a alguns anos.

25 – St. Louis Blues (Dominik Bokk, RW – Vaxjo/SUE)

Dominik Bokk

O alemão cansou de fazer pontos nas ligas juniores da Suécia nos três anos que jogou lá (140 pontos em 3 anos). É mais um com passagens nas seleções de base alemã, mas com pouca vivência no profissional. Só não seja um Lulinha.

26 – Ottawa Senators (Jacob Bernard-Docker, D – Okotoks Oilers/AJHL)

Jovem talento eleito All-Star da AJHL na temporada passada. Anotou 41 pontos em 49 jogos e 14 em 15 jogos de pós-temporada, liderando os defensores neste quesito. North Dakota o aguarda para a temporada 2018-19.

27 – Chicago Blackhawks (Nicolas Beaudin, D – Drummondville Voltigeurs/QMJHL)

De todos os nomes que passaram, esse é o primeiro que não passou pelas seleções de base do seu país, o que não é demérito. Beaudin foi eleito para o segundo time da liga e terminou com a segunda melhor marca entre os defensores da liga em pontos (69). E mais um para o processo de renovação da defesa.

28 – New York Rangers (Nils Lundkvist, D – Lulea/SUE)

Jogador que atuou pelos juniores de Lulea, mas que ainda não se soltou. Não é nome a curto prazo, mas como dito anteriormente sobre os Rangers, pressa nenhuma para subir a molecada.

Conheça mais do #1st Pick RASMUS DAHLIN

 

29 – Toronto Maple Leafs (Rasmus Sandin, D – Sault Ste. Marie Greyhounds/OHL)

Outro jogador do elenco que fez parte do melhor ano de Ste. Marie na história da OHL. Entre os calouros liderou em pontos (45). Nome que pode contribuir bem para a boa defesa de Toronto nos próximos anos.

30 – Detroit Red Wings (Joseph Veleno, C – Drummondville Voltigeurs/QMJHL)

Jogador que foi trocado no meio da temporada da QMJHL, fechou a temporada ao todo com 79 pontos. Mas desde os 15 já era tido como grande promessa ao ser draftado como #1 no draft na ocasião. Entre os outros jogadores que passaram por isso, nomes como Connor McDavid e John Tavares, consagrados na NHL atual. Agora é pra encaixar, Detroit!

31 – Washington Capitals (Alexander Alexeyev, D – Red Deer Rebels/WHL)

Defensor russo que liderou os defensores do seu time em pontos (37) na temporada de 2018. É comparado com Erik Karlsson, um dos melhores da posição que atua nos Senators. No seu currículo, uma medalha de prata pela seleção sub-17 no mundial realizado em 2015.

2018 class

 

Vitor @chaveatle Silva está se tornando mais do que multi tarefas, acompanhando NBA, NHL e copa do mundo, que orgulho desse nosso letrado.

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