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Atlanta FALCONS: Superando traumas!

Quanto tempo se leva pra superar um trauma? Olha, certamente não é o tempo de 1 temporada. O Atlanta Falcons perdeu o SuperBowl a duas temporadas atrás ao tomar a virada no placar após estar vencendo os Patriots pelo elástico placar de 28-3, certamente um baque terrível em um time que era muito interessante de se assistir.

Mas estamos em 2018 e mesmo que a história não possa ser apagada, agora é hora de superar o trauma e partir em busca do tão sonhado superbowl!

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Por Mateus Yuri Laneri

ANÁLISE TEMPORADA PASSADA

Difícil presumir que uma franquia onde há tanta qualidade dos dois lados da bola e encerra a temporada com uma derrota no Divisional Round dos playoffs terá um ano de queda, mas a temporada de 2017 da franquia da Georgia deixou aquele gostinho de que podia ter sido melhor, principalmente quando lembramos que esse foi o mesmo time que em 2016 chegou ao Super Bowl e liderou boa parte do jogo até que Tom Brady se agigantasse diante da equipe.

É verdade que Kyle Shanahan, Coordenador Ofensivo, deixou a equipe para assumir como técnico principal do San Francisco 49ers, mas Dan Quinn soube controlar todo o vestiário e manteve a qualidade dos “Dirty Birds” terminando com um recorde de 10-6. Steve Sarkisian assumiu o posto de Coordenador Ofensivo e apesar de terminar como o 8º melhor ataque da liga em jardas totais, a equipe pecou em transformar essas jardas em pontos, terminando somente como a 15ª onde a equipe precisou ser criativa, principalmente na redzone e falhou inúmeras vezes.

matt ryanPor mais que isso possa parecer um problema, estamos falando de um dos melhores ataques da liga, uma das melhores equipes da liga. Matt Ryan (MVP da temporada em 2016) teve uma regressão a média, mas se manteve em altíssimo nível e a capacidade no backfield com Devonta Freeman e Tevin Coleman sendo dois jogadores que são ameaça dupla, permitiram a equipe abrir um leque imenso de possibilidades ofensivas. A defesa passou por um momento de transição, onde mesclou muito bem a juventude com a experiência, não comprometendo e se mantendo sólida na formação 4-3 e talvez a equipe mais perigosa da NFL marcando em zona.

 

DRAFT

ridleyA franquia da Georgia não chegou a surpreender com a sua primeira escolha, levando em conta de quem se tratava. Calvin Ridley, WR de Alabama foi selecionado na 26ª escolha geral do draft. Ridley era indiscutivelmente o melhor jogador disponível naquela altura do draft além da equipe precisar de ajuda na posição de recebedores. A velocidade de Ridley e sua excelente capacidade de correr rotas, serão de fundamental ajuda para Matt Ryan, além de exigir o dobro de atenção das defesas e retirando todo o peso da marcação dos adversários em Julio Jones, permitindo que Jones tenha mais liberdade para executar suas jogadas. O que nos mostra mais um motivo de que o Coordenador Ofensivo Steve Sarkisian não tem desculpas para fazer esse ataque ser no mínimo produtível.

Continuando a saga de repor talentos perdidos na defesa, a franquia selecionou na 2ª Rodada com a escolha 59, Isaiah Oliver, DB de Colorado. Oliver foi um steal absurdo nessa altura do draft (Atlanta conseguiu dois jogadores com talento de top20 nas suas duas primeiras escolhas). Ele tem o tamanho e envergadura que Dan Quinn tanto procura em um Defensive Back. Com um estilo de jogo físico e seu instinto que lembra muito o de Richard Sherman, Oliver possui pedigree de NFL. Seu pai, Muhammad Oliver, também foi Cornerback na NFL e um Decatleta de elite no College. Oliver terminou sua carreira universitária com 71 tackles, 29 passes desviados e 3 interceptações.

Na 3ª rodada, a equipe selecionou com a escolha 90 o que todo mundo estava esperando desde o começo do draft, um DT. Deadrin Senat, DT de USF. O estilo de jogo de Senat se assemelha muito ao de Grady Jarrett, com sua imposição e sua explosão. Ele também possui habilidades de pass rush que vão ajudar o front seven da equipe de Atlanta a continuar sendo um terror para os Quarterbacks adversários.

Vale o destaque para o RB Ito Smith, vindo de Southern Miss. na 126ª escolha geral da 4ª rodada. Ito (que na verdade se chama Romarius e ganhou o apelido de Ito devido ao juiz Lance Ito, que presidiou o histórico julgamento de O.J. Simpson) é um dos Running Backs mais “underrateds” na minha opinião desse draft. Ele corre muito bem por fora dos tackles além de ser capaz de receber muito bem passes. Municiando ainda mais esse backfield que já possuía dois RBs que são ameaça dupla. Agora são 3. Pode ser um ótimo sleeper para você que joga fantasy.

Além deles, a equipe selecionou:

Round 6 (194ª escolha geral): Russell Gage, WR, LSU

Round 6 (200ª escolha geral): Foyesade Oluokun, LB, Yale

FREE AGENCY

Terrel McClainA Free Agency da equipe de Atlanta foi voltada para a aquisição de jogadores para suprir necessidades pontuais e permanência de alguns jogadores relativamente importantes como o safety Ricardo Allen, os jogadores de linha ofensiva Austin Pasztor e Ben Garland. Dos jogadores que chegaram a equipe, o maior destaque se dá para o DT, Terrel McClain, vindo do Washington Redskins podendo fornecer muita qualidade na rotação da linha defensiva da equipe. Além da aquisição do Guard Brando Fusco, vindo do San Francisco 49ers para ser titular e fornecer uma maior solidez ofensiva para Matt Ryan continuar produzindo absurdamente bem.

Mas como tudo possui seu lado ruim, a equipe perdeu pilares defensivos importantes com as saídas do DT Dontari Poe e do DE Adrian Clayborn o que pode influenciar e muito na produção defensiva da equipe. Houve também a perda do WR Taylor Gabriel, mas que foi suprida rapidamente via draft com a aquisição de Calvin Ridley para a posição.

 

EXPECTATIVA PARA 2018

Steve SarkisianO que tende a determinar o quão longe a franquia da Georgia poderá ir é o desenvolvimento e maturidade do Coordenador Ofensivo Steve Sarkisian. Apesar de perdas pontuais na offseason, Dan Quinn já se mostrou muito capaz de lidar com muitos jogadores jovens ao mesmo tempo.

Takk McKinley e Deadrin Senat irão ganhar muitos snaps mantendo em um ótimo nível a rotação defensiva da equipe, principalmente com Deion Jones e Vic Beasley se consolidando cada vez mais com uma das melhores duplas de LBs da liga. Além disso a equipe possivelmente possui o melhor corpo de recebedores da liga com a adição de Calvin Ridley via draft.

Com as movimentações durante a offseason, os Falcons parecem que irão se manter acima da média e possivelmente irão concorrer a alguma das posições do topo da NFC novamente. Um recorde de 11-5 não seria surpresa para ninguém.

juliojonesnfcchampionshipO allstar WR Julio Jones

 

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