especial

Buffalo BILLS e o “plano dos 5 anos”

Por  Eufrásio Loredo Junior – Náutico e Bills (haja sofrência)

Para entender a temporada 2018 do Bills, temos de voltar a 2017. A demissão do GM Doug Whaley pouco antes do Draft e a contratação de Brandon Beane para o seu lugar foi o primeiro indício de que os Pegulas, novos proprietários da franquia, tinham embarcado no chamado “Plano de 5 anos” proposto pelo HC, Sean Macdermott, contratado meses atrás para o lugar do malfadado Rex Ryan.

Sean MacdermottSean Macdermott

Cinco anos, esse foi o prazo estipulado para fazer um expurgo em toda a estrutura da franquia, sem poupar dirigentes, comissão ou jogadores, e acabar com a atmosfera complacente e acomodada que sufocava o time a quase 20 anos. E estabilizar o time, através do Draft e contratações criteriosas, se livrando a qualquer custo de estrelas, jogadores de baixa produção e contratos pesados no CAP. O Mantra dessa nova visão dentro do time para os jogadores, é : Accountability, Adaptability, Availability. Quem não cumpre esses três requisitos, está fora.

E assim foi feito, com vários grandes nomes sendo despachados para outros times em trades, ou com contratos não renovados, nem sempre pelo melhor retorno. Como por exemplo o trade de Marcel Dareus para o Jaguars, um DT 1rst Rounder com números razoáveis, mas um histórico de problemas e um contrato monstruoso, por um mero pick no sexto round. Mas o objetivo era acumular picks no draft e limpar a franquia de atuais e futuros grandes contratos, abrir espaço no CAP. Vários outros seguiram esse caminho, como Sammy Watkins ( WR ), Robert Woods ( WR ), Jonathan Goodwin (WR ), a dupla de Cornerbackers titular , Stephon Gilmore e Ronald Darby, e o Bills acumulou um bom capital de draft para 2018.

Ah, sim. Quantos anos sem Playoffs? 18 anos. Isso era martelado diariamente na cabeça da organização, o elefante na sala. E o “Plano”, agora chamado de o “Processo”, previa resultados concretos apenas a partir do terceiro ano. E aí veio o bônus, 9 vitórias levaram o time a uma vaga no Wild Card, tiraram a tonelada que pesava nas costas, e revitalizaram o ambiente. Ponto para o Processo.

DRAFT

josh allenJosh Allen

E vem 2018. Pouco antes do Draft, novos trades. O principal envolvendo o QB, titular por 2 anos. Tyrod Taylor é trocado para o Browns por um 3rd Round no Draft. Cordy Glenn , OT, foi despachado para o Bengals em uma troca de posições no Draft, com o Bills e o Bengals trocando os picks do Primeiro, Quinto e Sexto Rounds. Esse trade, somado á aposentadoria precoce do Center Eric Woods ( lesão na coluna cervical ) em Janeiro e ao confuso anúncio de aposentadoria de Richie Incognito ( OT ) em Abril, deixou o time em um espaço de 3 meses sem 3 titulares de sua OL, que já não era tão boa assim. O Bills chega no Draft com 9 Picks, sendo seis nos 3 primeiros rounds, dois por round. Sair com um Franchise QB é prioridade, mas sem comprometer o objetivo principal, que é fortalecer e dar profundidade de elenco no maior número de posições possível.

Draft Day. Com dois do Big Four ( Mayfield e Darnold ) já escolhidos, na sétima posição o Bills tem que escolher entre os Joshs ( Rosen e Allen ), e opta pelo Allen. A boa notícia é que não precisou fazer um trade down, e manteve a segunda escolha do 1rst round, numero 22, que aí sim foi usada em um trade down com o Ravens, pulando para o Pick 16 e escolhendo o LB Tremaine Edmunds.No restante do Draft, foram escolhidos em sequência um DT ( 96 – Harrison Phillips ), CB ( 121 – Taron Johnson ), Safetie ( 154 –  Siran Neal ) , OG ( 166 0 Wyatt Teller ), WR ( 187 – Ray Ray McCloud ), WR ( 255 – Austin Proehl ). Sim, só um OL selecionado, o que deixou muitos torcedores confusos.

 

CHEGADAS E SAÍDAS

Mesmo na Free Agency, apenas um provável substituto de Eric Woods, o C Russel Bodine e um RT bem meia-boca, Marshall Newhouse, foram contratados. Outras unidades receberam bem mais atenção, como as contratações de Star Lotulelei ( DT ), Trent Murphy ( DE ), Terence Fede ( DE ) para reforçar a DL. A aposta na OL parecia ser feita em cima dos jogadores que já estavam no elenco, e tentar construir uma rotação sólida, em que não houvesse uma queda pronunciada entre os titulares e os substitutos. Aposta arriscada para quem tem a situação mais indefinida entre os QBs da liga. Um Free Agent que nunca foi titular em 4 anos (A.J. McCarron, o popular Macarrão que na realidade ta mais pra Miojo). Um reserva que na única vez em que foi titular em 1 ano de carreira ficou marcado por lançar 5 interceptações no 1rst Half ( Nathan Petterman ), mas que apesar da pecha ridicularizante que a imprensa insiste em colar é bem melhor que isso. E um Rookie ( Josh Allen ) reconhecido por ter ao mesmo tempo o maior teto e o pior piso do Big Four.

E essa foi a narrativa dos Training Camps e principalmente dos jogos da Pré-Temporada, onde os QBs mostraram flashes de bom potencial, mas constantemente tendo de abandonar o pocket e correr para não morrer. E com isso, todos sofriam, WRs não recebiam Timing Passes e faziam Routes em vão, TEs tinham mais que bloquear que se posicionar além da linha de Scrimmage, RBs eram caçados antes da linha, 3 and outs se sucediam e a defesa era sobrecarregada, o que provocou algumas contusões, especialmente do DT Kyle Williams. E assim chegamos na Week 1, com mais dúvidas que certezas, e mesmo essas não muito boas, como a de que a OL vai ser a unidade mais sofrível, mais explorada pelos adversários, e no pior momento, quando com os QBs que tem no elenco ( Petterman e Allen, McCarron foi pra outro Buffet, o do Raiders ), com um grande total de 1 partida de titularidade, o que mais se precisa é de solidez e proteção para ajudar na confiança e desenvolvimento.

 

DESTAQUES OFENSIVOS

LeSean McCoyO corpo de RBs está mais sólido que o ano passado, com a volta do LeSean McCoy, que apesar de estar um ano mais velho e visivelmente perdendo vitalidade, com a contratação do Chris Ivory e o surpreendente bom desempenho de Marcus Murphy, um RB Journeyman draftado em 2015 e que andou por alguns times ( Saints, Colts, Jets ), parece ter encontrado seu ritmo no Bills, vai compor uma boa rotação e aliviar o McCoy de carregadas. Que deve ser novamente a fundação do ataque do Bills, uma Run-First Offense sempre beirando o 50-50 de corrida-passe.

Os Wrs não se destacam muito, com as voltas de Kelvin Benjamin (que gosta demais de uma banheira de gelo e um banco de sideline), Zay Jones ( que andou correndo pelado, chutando janelas e querendo se encontrar com Jesus na OffSeason ) e pouca gente digna de nota (na realidade nem eu sei a maioria dos nomes).

 

DESTAQUES DEFENSIVOS

edmunds-tremaine-1040x572A força do time continua sendo a defesa, que recebeu algum reforço, mudou a segunda linha com a entrada do rookie Tremaine Edmunds como MLB e o reposicionamento do Matt Milano para OLB, o que pode render algumas bobagens nas primeiras rodadas. A DL teoricamente está mais forte, com a chegada do Lotulelei e do Trent Murphy, mas a idade chegou para o grande Kyle Williams, que em plena consciência disso queria se aposentar desde 2017, mas vem sendo convencido ano a ano a esticar, mas certamente está na sua Farewell Tour. Secundária foi bem ano passado, teve adições esse ano, e não há motivos para não acreditar que seja também um ponto forte. Pass Rush dveria melhorar, coma chegada do Trent Murphy para emparelhar com o Jerry Hughes e a ajuda do Lorenzo Alexander, OLB pescador de QBs. Mas o Murphy vem perdendo um bom tempo machucado, e alguém vai ter de aparecer, o que vem fazendo o rookie Harrison Phillips, DT draftado para entrar na rotação do Kyle Williams e ser treinado para substituí-lo, mas que com a contusão deste teve de entrar na linha titular e vem se saindo muito bem.

 

PREVISÃO PRA TEMPORADA

A tabela de jogos do Bills não é fácil, com uma Strenght Schedulle de (.496), décima oitava. O que deve se refletir no final da temporada, onde espero que termine com alguma coisa na coluna W-L em torno de 8-8, + ou – um de cada lado ( 7-9 ou 9-7 ).

Se muita coisa der errada, 6-10. Se algo catastrófico acontecer, 5-11 . Não vejo o time abaixo disso, como alguns sabichões Profetas do Caos que vem colocando o time a “Candidato Número 1 ao 1rst Pick do draft de 2019”. Superbowl sei que não, mas colocar esse time com 2 ou 3 vitórias é avacalhar.

bills olNo fim, vida e morte vão ser definidas na OL. Com certeza, ela será responsável por umas 6 derrotas, vários Sacks e mais Interceptações do que deveriam acontecer. E muitas, muitas Jardas de graça para as Defesas em Penalties. Se não comprometer e der aos QBs ao menos 2, 3 segundos antes do lançamento, e abrir algumas brechas para os RBs, vai contribuir para umas 5 vitórias. O resto será decidido por outras unidades. Mas, com certeza, se algo muito estranho e inesperado não acontecer, será a prioridade número 1 na Off-Season de 2019, e certamente não me surpreenderia se o Bills não estiver no mercado por um OL Coach ainda esse ano.

E é isso. The Bills Makes Me Want to Shout : Die Brady, Die. Go Bills, chegou o tempo das Segundas-Feiras de ressaca e de um mau humor intratável.

 

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