especial

New England Patriots: Mantendo a dinastia!

Salve salve letrados! Estamos de volta com a série “Previews” do MajorSports Blog, e neste texto irei destrinchar toda a temporada do nosso Patzão, de olho no Hexa em fevereiro! – Guilherme Marondin (twitter: @marodingui)

Resumo última temporada

Bill BelichickOs Patriots de 2017 terminaram o ano com uma campanha de 13-3, foram a sua 7º final de conferência seguida e  bateram na trave no SB frente ao Eagles, onde o seu maior calcanhar de aquiles durante toda a temporada (defesa) finalmente sucumbiu a um ataque forte e nos custou o hexa. Um ano que começou com muita esperança (muitos letrados falavam em outro 16-0 devido ao fortíssimo ataque), porém que terminou com o vice-campeonato. Paciência, não da pra ganhar todo ano, se fosse assim os esportes não teriam graça. No melhor estilo Bill Belichick, on to 2018! (vamos para 2018!).

A offseason do Patriots, foi marcada (para variar) com MUITOS boatos. Brady e Belichick brigaram? Gronk flertando com a aposentadoria? Saída de jogadores que se esperava que pudessem continuar com um salário menor (Solder, Amendola)? A imprensa serviu um prato cheio de especulações, sempre baseado em “fontes de dentro da organização”.  E (para variar), todos se apresentaram para os treinamentos com o mesmo objetivo: buscar o Hexa, em fevereiro, em Atlanta. Apesar de todo o blábláblá, todo mundo está focado no que realmente importa jogar bola!

Escolhas de draft

O Draft do Patriots foi movimentando como sempre, com diversas trocas para baixo com o objetivo de acumular mais escolhas de draft. Havia uma expectativa quanto a possível escolha de um quaterback e possível sucessor de Brady no 1º e 2º round, porém isto não aconteceu.

new-england-patriots-isaiah-wynn-53018– Isaiah Wynn, OT (#23)

– Sony Michel, RB (#31)

– Duke Dawson, CB (56)

– Ja’Whaun Bentley, LB (#143)

– Christian Sam, LB (#178)

– Braxton Berrios, WR (#210)

– Danny Etling, QB (#219)

– Keion Crossen, CB (#243)

– Ryan Izzo, TE (#250)

Os dois destaques são as escolhas de 1º round, Wynn e Michel. Wynn deve assumir a posição de Nate Solder como LT titular, enquanto que Michel era um dos RB mais dinâmicos no draft, com potencial imenso, porém que tem alguns problemas com lesões, o que pode ser um ponto decisivo para sua temporada. Destaque também para a escolha de 2º round, Duke Dawson, que pode atuar tanto de cornerback tanto de safety. O LB Ja’Whaun Bentley  também deve constar no roster final após se destacar nos treinamentos. As demais escolhas dificilmente terão lugar no roster final, podendo aparecer como membros do practice squad.

Contratações

– Danny Shelton, DT (troca)

– Jason McCourty, WR(troca)

– Cordarrelle Patterson, WR (troca)

NFL: Atlanta Falcons at Tampa Bay Buccaneers– Adrian Clayborn, DE (2 anos/12 milhões)

– Jeremy Hill, RB (1 ano/1,5 milhão)

– Matt Tobin, OT (1 ano/815 mil)

– Troy Niklas, TE (1 ano/940 mil)

– Luke Bowanko, OG (1 ano/835 mil)

– Ulrick John, OT (1 ano/745 mil)

– Eddie Pleasant, SS (1 ano/835 mil)

– Brian Schwenke, OC (1 ano/790 mil)

– Eric Decker, WR (1 ano/ 1,9 milhão)

Diversas contratações de baixo custo/baixo risco para preencher o roster e quem sabe descobrir uma pepita de ouro (tal qual aconteceu com Dion Lewis, em 2015). Após ver seu desempenho piorar do seu 1º ao 3º ano, e perder a maior parte da temporada passada com uma lesão enquanto estava no Bengals, Jeremy Hill apareceu mais magro para o training camp e tornou a luta por uma vaga no roster contra Mike Gillislee, bem interessante. Eric Decker surgiu como uma opção após a contratação e dispensa de Jordan Matthews, que sofreu mais uma lesão e irá perder toda a temporada. Destaque também para a contratação do DE Adryan Clayborn, que teve 9,5 sacks ano passado jogando pelo Falcons, e deve tentar minimizar um dos maiores problemas do time no ano passado (pressão no QB).

No mercado das trocas, três contratações interessantes. Danny Shelton chega para trazer mais profundidade a defesa do jogo corrido, Jason McCourty (irmão gêmeo do FS Devin McCourty) tem a expectativa de ser titular para substituir Malcom Butler e Cordarrelle Patterson chega para ser uma ameaça nos retornos de kickoff. Olho em Patterson, pois acredito que ele possa ser mais utilizado pela mente criativa de Belichick e ver mais snaps do que vinha tendo nos Vikings/Raiders como WR.

Apesar de não serem “contratações” vale destacar a volta de dois jogadores importantes: Julian Edelman e Dont’a Hightower. Edelman esteve de fora de toda a temporada de 2017 com uma lesão no joelho, enquanto que Hightower perdeu a maior parte da temporada passada com uma lesão no ombro. Ambos são jogadores importantes de suas unidades (ataque/defesa) e serão reforços extremamente importantes para a próxima temporada.

Perdas

Veremos um New England um pouco diferente esse ano. Tivemos a saída de alguns nomes conhecidos e importantes dos vitoriosos elencos dos anos recentes:

– Danny Amendola, WR (2 anos/12 milhões, Miami Dolphins)

– Malcolm Butler, CB (5 anos/61 milhões, Tennessee Titans)

– Dion Lewis, RB (4 anos/20 milhões, Tennessee Titans)

– Nate Solder, LT (4 anos/62 milhões, New York Giants)

– Jonathan Bademosi, CB (2 anos/6,25 milhões, Houston Texans)

– Cameron Fleming, OT (1 ano/3,5 milhões, Dallas Cowboys)

– Brandin Cooks, WR (trocado para o Los Angeles Rams)

– Malcom Mitchell, WR (dispensado)

– Davis Harris (aposentado)

– Martellus Bennett (aposentado)

– James Harrison (aposentado)

Dentre os nomes acima, acredito que a saída mais sentida será do LT Nate Solder. Titular desde 2011 trata-se de uma posição chave da defesa, afinal é o tackle que protege o blind side de Tom Brady. O corpo de recebedores recebeu duas fortes baixas: Brandin Cooks foi trocado para os Rams por uma escolha de 1º rodada e Danny Amendola foi para o Dolphins. Apesar dos bons números, Cooks não correspondeu a expectativa de ser “o melhor alvo de Tom Brady desde Randy Moss” e Amendola optou por receber um salário maior em Miami, após seguidos anos onde aceitou reestruturar seu contrato por bem do Salary Cap do time.

Apesar dos nomes chamarem a atenção, eram todas movimentos esperados. Os jogadores de toda a liga sabem que o lugar para ser bem pago não é em Foxborough. Butler enfim conseguiu seu mega contrato (que foi dado a Gilmore na offseason passada), e Lewis foi procurar seu espaço em Tennesse, após ver seus snaps serem reduzidos com a ascensão de James White. Uma pena a dispensa de Malcom Mitchell, que após brilhar no SB 51 não conseguiu de recuperar de lesões e não entrou em campo durante todo o ano de 2017.

Destaques do ataque

tom-brady-foto-imagemFalando em ataque, não temos como não começar falando de Tom Brady. Após ser eleito MVP da liga aos 40 anos, Tom Terrific fica melhor a cada ano, dando indícios que seu desejo de jogar até os 45 anos pode muito bem ser realizado. Apesar de todo o blábláblá da offseason, Brady deu declarações recentes de que ele e Belichick estão na mesma página, ou seja, ambos focados em trazer mais um título para New England. Vale destacar também que Tom tem tudo para entrar em dois clubes bem exclusivos nessa temporada: 70.000 jardas (faltam 3.841) e 500 TDs (faltam 12).

O outro grande destaque do ataque não poderia ser diferente: Rob Gronkowski, o recebedor mais temido da liga. Gronk deixou os boatos de aposentadoria de lado, aparou as arestas com Belichick e está pronto para mais uma temporada. Com o corpo de recebedores aparentemente mais fraco que nos outros anos, podemos esperar muitas recepções para o TE nessa temporada.

Vale destacar também o retorno de Julian Edelman para essa temporada, após perder toda a temporada passada com uma lesão no joelho. Jules é considerado a “bola de segurança” de Brady, e será uma importante válvula de escape do ataque, podendo receber muitos passes devido a cobertura massiva feito em cima de Gronkowski. Vale ressaltar aqui que Edelman está suspenso dos 4 primeiros jogos da temporada por utilização de substâncias proibidas, então o veremos em campo a partir da semana 5.

Destaques da defesa

hightowerPara falar da defesa, precisamos começar falando do líder da unidade, que perdeu boa parte da temporada passada e que definitivamente fez falta nos momentos decisivos do ano passado. Trata-se de Dont’a Hightower, LB que foi ao Pro Bowl em 2016 e que é de vital importância para diminuir o maior problema dos Patriots em 2017, pressão no QB.

Outro destaque é o CB Stephon Gilmore, que apesar de ter começado o ano “meio perdido”, terminou a temporada em alta, com uma defesa espetacular no 4º período do AFC Championship Game, que garantiu a vitória e carimbou a passagem para o Super Bowl. Apesar de ter tido um ano de altos e baixos, é esperado que Gilmore já esteja mais adaptado e que de continuidade ao bom trabalho que fez na 2º metade da temporada passada.

Temos também o DE Trey Flowers, responsável por um dos lances mais memoráveis do SB 51 (sack que tirou Atlanta da linha de FG nos minutos finais). Flowers teve um ano de breakout em 2017, sendo o líder do time em sacks com 6.5. O DE se tornou um líder dentro da defesa e terá um papel importante na pressão dos QBs adversário neste ano.

– MVP do Time

gronk-a-donkNeste item vou tentar fugir um pouco do óbvio de apontar Brady como MVP. Apesar de acreditar (e torcer muito) para que Tom mantenha seus números regulares (+4000 jardas, +30 TDs, -10 INT) acredito que quem tem tudo para ser o MVP do time esse ano seja Gronkwoski. Acredito nisso pelo atual corpo de recebedores dos Patriots, que está abaixo da média dos anos recentes. Acredito que Gronk será bastante acionado e terá uma temporada com +1100 jardas e +12 TDs.

– Rookie do Time

Aqui não tem como fugir do óbvio. A torcida deposita uma grande esperança no RB Sony Michel, que chega ao time com uma expectativa muito alta. Michel era cotado para sair em uma escolha mais alta, mas acabou caindo no draft por conta de algumas lesões no college, e já perdeu alguns treinamentos do training camp com um pequeno problema no joelho. Apesar disso, creio que o produto de Georgia chegará voando para a temporada, e a expectativa aqui é que ele passe das 1000 jardas corridas na temporada.

– Perspectivas e previsão para a temporada

Apesar das dúvidas e questionamentos impostos recentemente pela imprensa e por parte da torcida, é esperado mais um ano com vitórias em New England. Os três adversários de divisão (Jets, Bills e Dolphins) estão em rebuild total, sendo que Bills e Jets deverão ter QBs rookies como titulares nesse ano. O reinado na AFC East não deve ser ameaçado. Na conferência, acredito que o Pats brigará com Steelers e Jaguars pelo first round bye dos playoffs, e acredito que o representante da AFC no Super Bowl deverá sair de um desses três times. O calendário dos Patriots apresenta alguns jogos complicados (Texans em casa e Jaguars fora nas primeiras duas semanas, Packers e Vikings em casa nas semanas 9 e 13, Steelers fora na semana 15), por isso acredito que o time deverá terminar o ano com uma campanha de 12-4. Expectativa de mais uma ida aos Super Bowl e quem sabe uma melhor de três contra os Eagles! Foco no Hexa! Go Pats!

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