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NHL Preview – Divisão Atlântico

Os extremos por aqui, com três equipes na briga pelos playoffs, um concorrente por fora e os demais em processos de renovação. Em resumo, chances altas de acontecer um repeteco de 2018 (mas não na mesma ordem), com o time de maior jejum de taças na NHL mostrando suas garras.

Boston Bruins

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Resumo de 2018 – De um início irregular a briga real pela melhor campanha da conferência. Um ponto separou Boston de Tampa Bay e a classificação aconteceu, após uma primeira metade de temporada excelente. Mas na hora do embate, acabou caindo para os Bolts na segunda rodada (eliminado em cinco jogos), após uma série emblemática contra os Maple Leafs (venceu em sete jogos). Campanha: 50-20-12 (112 pontos, 2º na divisão).

O ataque ficou por conta mais uma vez de Brad Marchand (85 pontos), e a evolução de David Pastrnak, outro que alcançou os 80 pontos na temporada. Patrice Bergeron ficou um pouco abaixo da crítica, muito em conta de perder parte da temporada por lesão.

Na defesa, Tuuka Rask foi importante. E com o seu backup, Anton Khudobin, fazendo um ano bem interessante (ambos com 91% de tiros defendidos). Como um todo, Boston terminou com a terceira melhor defesa de toda a NHL (214 gols sofridos).

Contratação mais importante – O sétimo que mais gastou na free agency, reforçou o seu setor mais sólido. John Moore, ex-Devils, acertou por cinco anos. Além dele, outra aquisição para o gol: Jaroslav Halak, ex-Islanders (que vem de um ano muito abaixo graças a defesa dos Isles).

Perda mais sentida – A vinda de Halak tem um motivo: Khudobin acertou com o Dallas Stars para continuar como backup, agora de Ben Bishop.

Prospecto a ser observado – A farm passou por mudanças após a mega troca que trouxe Rick Nash dos Rangers (e não deu o resultado imaginado). O nome destacado é Karson Kuhlman. Prospecto de 22 anos campeão no College e que fará sua primeira temporada completa no Providence Bruins. Olho no center.

Para ficar de olho – Indo para sua 13ª temporada com os Bruins, Zdeno Chara é parte da história dos Bruins no gelo. O defensor completará 42 anos em março e será seu último ano de contrato. Fãs do hóquei, aproveitem enquanto ele ainda está jogando. Vai que ele se despede ao final do campeonato…

Expectativa para a temporada – Briga por título de conferência (voltando aos trilhos, é um time bastante enjoado de ser batido)

 

Buffalo Sabres

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Resumo de 2018 – O rebuild segue forte. Longe dos playoffs desde 2011, o time de NY ainda busca por uma identidade. A primeira temporada de Phil Housley como técnico foi desastrosa, culminando com a pior campanha de 2018, e terminando com menos de 30 vitórias. Campanha: 25-45-12 (62 pontos, último da divisão).

Há alguns destaques positivos do time. Jack Eichel, segundo-anista, liderou os Sabres em pontos (64 pontos), seguido de Ryan O’Rilley (61 pontos). Os pontos positivos se encerram aqui, já que Buffalo foi a única equipe de toda a liga a não marcar 200 gols no ano (199).

A defesa mostrou alguns talentos como a manutenção de Rasmus Ristolainen como um dos bons jogadores da liga (em um mercado pequeno) e um bom nome que surgiu para compor o gol, em Linus Ullmark. Ainda há muito para arrumar nos Sabres.

Contratação mais importante – O reforço da temporada foi para o gol. Catter Hutton, que fez um ano muito bom nos Blues, chega para ser o principal jogador da posição em NY. Dos U$ 11 milhões gastos na janela, U$ 8 deles foram para o goleiro.

Perda mais sentida – Hutton chegou e os outros dois goleiros, Robin Lehner (Islanders) e Chad Johnson (Blues) optaram por buscar novos ares. Renovação em uma posição de confiança para os times de hóquei sendo executada.

Prospecto a ser observado – Com uma farm que só tende a crescer, bons nomes virão de lá para o rebuild dos Sabres. O tcheco Matej Pekar, escolha de quarta rodada do último draft, vem de evolução constante nas competições de base e chega para a OHL com apenas 18 anos em sua primeira temporada na franquia.

Para ficar de olho – Ryan O’Reilly, que foi trocado para St. Louis na inter-temporada, chegou a comentar que em Buffalo ‘perdeu a alegria de jogar’, e agradeceu aos torcedores assim que foi negociado. Um combustível para dar o gás em mais uma temporada de aprendizado.

Expectativa para a temporada – Não vai a lugar algum (processo longo de reconstrução, em que os frutos só aparecerão a partir de 2020)

Detroit Red Wings

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Resumo de 2018 – Uma das franquias mais tradicionais dos Estados Unidos, os Red Wings vão para um novo ciclo de renovação de sua equipe. Um time com média de mais de 30 anos de idade em uma competição intensa como a NHL tem grandes chances de passar aperto, e com Detroit não foi diferente. Campanha: 30-39-13 (73 pontos, 5º na divisão).

Foi a menor pontuação desde 1996 (descontando a temporada do lockout de 2013). O time foi liderado pelo segundo-anista Dylan Larkin (63 pontos), junto da lenda Henrik Zetterberg (56 pontos). Muito pouco para o quarto pior ataque da liga (217 gols), mas com um um jovem jogador liderando a equipe, que é um ótimo sinal.

Na defesa, nada muito empolgante. Os goleiros Jimmy Howard e Petr Mrazek foram longe de serem considerados primores da posição. E os defensores como todo foram longe do ideal.

Contratação mais importante – Como não poderia ser diferente, o gol foi o alvo. Jonathan Bernier, após ótimo ano nos Av’s, é o novo reforço para uma posição tão carente em Motor City.

Perda mais sentida – Nenhuma de grande impacto. Fica o agradecimento a Matt Lorito, Ben Street, Xavier Ouellet, Eric Tangradi e Dan Renouf pelos serviços prestados.

Prospecto a ser observado – Nona escolha geral de 2017, Michael Rasmussen vem evoluindo na WHL, terminando a última temporada com 59 pontos no Tri-City Americans. Center de apenas 19 anos com um futuro promissor.

Para ficar de olho – Pela primeira vez desde 2002, o time de Motor City não terá seu camisa #40 comandando o time: Zetterberg anunciou a aposentadoria do gelo. Campeão e melhor jogador da decisão em 2008, o sueco escreveu seu nome na história da NHL. Vida longa para o camisa #40.

Expectativa para a temporada – Não vai a lugar algum (outro candidato que pode surpreender, mas com o material que possui e ser Larkin contra a rapa, é difícil imaginar)

Florida Panthers

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Resumo de 2018 – Uma arrancada que impressionou pós-ASG, mas vacilos na reta final custaram o que seria o impensável. Os Panthers, que eram candidatos a ficarem da parte intermediária para baixo da tabela, por pouco não surpreenderam os fãs da NHL. A classificação não veio por detalhes. Campanha: 44-30-8 (96 pontos – 4º da divisão).

Não é novidade para ninguém que Aleksander Barkov comandaria a pontuação do time (78 pontos). A mudança ficou por conta do RW Evgeni Dadonov, surpresa dos últimos meses de temporada regular para os Panthers (65 pontos).

Na defesa, a ausência de Roberto Luongo, interminável goleiro de 38 anos, não foi tão sentida. James Reimer entrou e tomou conta de defender a meta da Flórida (22 vitórias em 42 jogos, 91,3% de tiros defendidos), mesmo com o time aparecendo com a 18ª melhor defesa da NHL em 2018.

Contratação mais importante – Flórida foi uma das equipes que menos gastou na free agency (pouco mais de U$ 3 milhões). Paul Thompson, ex-Golden Knights, é o contratado da vez, sendo que os esforços para os Panthers foram para segurar o jovem center Jared McCann.

Perda mais sentida – Base mantida e nada perdido. O time seguirá quase 100% igual para 2019.

Prospecto a ser observado – Outro center vindo da escandinávia neste quadro. Aleski Heponiemi, center finlandês, já impressiona nas categorias juvenis por sua seleção. Na última temporada da WHL, terminou com 118 pontos na temporada regular! No caminho até o título do Swift Current Broncos, foram mais 30 pontos em 26 jogos. Em 2018-19, optou por jogar na liga de seu país. A idade dele? 19 anos.

Para ficar de olho – Será a temporada de 25 anos da franquia da Flórida no gelo em busca de voltar a pós-temporada. Em toda sua história, foram apenas 5 idas aos offs em 24 anos. Bob Boughner pode colocar esse time lá, se tudo der certo.

Expectativa para a temporada – Briga por playoffs (a base é a mesma e sem perdas. Podem brigar de igual para igual com os times de wild card)

Montreal Canadiens

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Resumo de 2018 – O maior campeão da NHL e último time canadense a levantar a Stanley Cup (1993), os Habs viram a temporada de 2018 ir para o ralo muito cedo. Perdeu seus principais nomes um a um. Sem Carey Price, Max Pacioretty e Shea Weber, ficaria complicado brigar. Dito e feito: eliminado na temporada regular. Campanha: 29-40-13 (71 pontos, 6º na divisão).

Em número de vitórias (contando apenas temporadas completas), foi o pior número desde 2001. Sem seus medalhões, coube a Brendan Gallagher comandar a pontuação dos Canadiens (54 pontos). Muito pouco para um time como Montreal.

O buraco é tão mais embaixo que por pouco, seu principal jogador e ídolo local, o goleiro Price, não foi trocado na última deadline. Eles escaparam ali, mas as surpresas viriam mais adiante com outro jogador negociado.

Contratação mais importante – Montreal também não foi as compras pensando no futuro. Os dois principais nomes vieram dos rivais: Matthew Peca (Lightning) e Tomas Plekanec (Maple Leafs).

Perda mais sentida – Ela não veio pela FA, mas sim por troca. Max Pacioretty foi negociado para o vice-campeão, Vegas Golden Knights, por escolha de draft de 2019 (segunda rodada) + Tomas Tatar e o prospecto Nick Suzuki. Uma clara alusão às pretensões de Montreal para os próximos anos.

Prospecto a ser observado – Para valer um Mad Max, Suzuki tem talento de sobra para substituir o antigo camisa #67. Pelo Owen Sound Attack no ano passado, foram 100 pontos anotados na temporada. Isso que vinha de 96 em 2017. Apenas 19 anos, será uma das jóias a serem lapidadas pelo Habs.

Para ficar de olho – Montreal e rebuild não costumam aparecer na mesma frase. Time que é figura carimbada em playoffs, vai passar por alguma ausência pelo que tem a disposição e ainda a evoluir. Carey Price e Shea Weber podem ser trocados em prol da reconstrução, o que pode agitar a NHL.

Expectativa para a temporada – Não vai a lugar nenhum (se acontecer algum milagre, chega. Mas as calculadoras não contam com isso para este ano).

Ottawa Senators

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Resumo de 2018 – Finalista do Leste em 2017, as aspirações para os Sens eram as melhores possíveis. Só que ninguém contava com uma temporada desastrosa, em todos os sentidos, culminando até com briga pela primeira escolha. Mas nem o tank foi efetuado com sucesso. Campanha: 28-43-11 (67 pontos, 7º na divisão).

A troca por Matt Duchene ainda é um caso a ser estudado. Custo benefício baixo por toda a expectativa gerada em torno do center. Mark Stone foi o líder em pontos ao lado do grande nome da história recente dos Senators, Erik Karlsson (62 pontos cada).

Como um todo, foi a segunda pior campanha de todos os tempos dos Sens em 82 jogos na NHL. Sendo honesto e admitindo que irá passar pelo processo de reconstrução, o time da capital canadense começou o seu processo antes mesmo do puck ser disputado.

Contratação mais importante – A base foi mantida em sua grande maioria. O goleiro Mike McKenna acertou com o time e dividirá com Craig Anderson o gol da equipe rubro-negra.

Perda mais sentida – Assim como Montreal, não houveram perdas significativas na FA. Mas igual o seu vizinho, viu seu grande ídolo, Erik Karlsson, ser trocado para o San Jose Sharks por duas escolhas de draft (segunda rodada ‘condicional’ de 2019 e uma de primeira rodada de 2020), mais o defensor Dylan DeMelo, o forward Chris Tierney e dois prospectos (o C Josh Norris e o LW Rudolfs Balcers).

Prospecto a ser observado – Jakov Novak é o jogador a ser melhor visto. Vai para a NCAA no hóquei vindo de números muito bons na NAHL (North American Hockey League). Foram 101 pontos em duas temporadas antes de escolher a universidade de Bentley para se desenvolver. Defensor de 19 anos a ser lapidado.

Para ficar de olho – A própria franquia ‘admitiu’ que está em reconstrução e trocar sua principal peça é a resposta, sem fugir de polêmicas. Junto com os Habs, passarão algum tempo só preparando a garotada para o futuro. Na próxima década, o que bateu na trave há dois anos poderá se tornar realidade.

Expectativa para a temporada – Não vai a lugar algum (a observar como essa equipe vai se comportar sem Erik Karlsson)

Tampa Bay Lightning

Tampa Bay Lightning

Resumo de 2018 – Faltou pouco. Uma vitória separou o melhor Lightning da década de uma decisão de Stanley Cup. Temporada regular impecável, classificações contra Devils e Bruins até parar os Capitals, que viriam a levantar a taça. Quando mais precisou, acabou sucumbindo contra a defesa do time da capital. Campanha: 54-23-5 (113 pontos, campeão da divisão).

Foi a temporada para colocar Nikita Kucherov entre os melhores jogadores ofensivos da NHL (100 pontos) superando até Steven Stamkos (86 pontos). Curiosamente, se somar a produção dos dois, chega perto dos gols marcados pelos Sabres no ano! Além deles, Brayden Point, Yanni Gourde e Victor Hedman passaram dos 60 pontos na temporada.

No gol, a certeza de que Andrei Vasilevskiy não deve em nada ao seu antecessor. Não levou o Vezina Trophy por detalhes, mas sua temporada não pode ser ignorada (44 vitórias, 2075 defesas e 92% de tiros defendidos).

Contratação mais importante – Tampa foi a única equipe com gasto irrisório na Free Agency. Apenas Cameron Gaunce, dos Blue Jackets, foi contratado.

Perda mais sentida – Se apenas um nome chegou, alguns decidiram buscar novos ares. Matthew Peca optou por defender os Canadiens em busca de mostrar serviço, já que atuou por apenas 10 jogos na última temporada.

Prospecto a ser observado – Com tantos nomes dando retorno, a farm dos Bolts pode ficar em segundo plano. Mas ainda há talentos para o futuro. Caso do forward russo/canadense Boris Katchouk. Vem da sua melhor temporada na AHL (85 pontos) além de ser campeão mundial sub-20 com a seleção do Canadá.

Para ficar de olho – Tudo seguindo a mesma risca. TB é uma das equipes mais legais de se assistir, tendo em vista seu poderio ofensivo e defensivo. Entra novamente como favorito em busca do seu bicampeonato.

Expectativa para a temporada – Briga por Stanley Cup (favorito ao lado de Capitals, Maple Leafs e Penguins no Leste)

Toronto Maple Leafs

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Resumo de 2018 – Mais um ano na fila e a pressão só aumenta. Time a mais tempo sem levantar a taça (51 anos), os Maple Leafs mantiveram sua base na busca pelo 14º título, mas continuam a morrer na primeira rodada dos playoffs. Desde o lockout de 2005, foram apenas 3 idas aos playoffs, todas parando no mesmo ponto. Campanha: 49-26-7 (105 pontos, 3º na divisão).

Curiosamente, essa foi a temporada de mais vitórias e pontos conquistados da história dos Maple Leafs. O jovem trio composto por Mitch Marner (69 pontos), Auston Matthews (63 pontos) e William Nylander (61 pontos) deu conta do recado. E com ambos tendo entre 20 e 21 anos, é uma base que só precisava de uma mente mais cascuda para as fases derradeiras.

Na defesa, foi a consagração de Frederik Andersen. O goleiro terminou o ano com seu maior número de vitórias em uma temporada (38) e liderou a liga em número de tiros defendidos (2029 defesas).

Contratação mais importante – Era hora de atacar o mercado, e Toronto buscou o principal FA desta leva, o C John Tavares. O grande ídolo dos Islanders assinou por 7 anos e U$ 77 milhões. Se faltava alguém com ‘panca’, não falta mais. Sem contar que chega no auge da carreira (28 anos).

Perda mais sentida – Como nem tudo são flores, James Van Riemsdyk voltou para suas origens e assinou com o Philadelphia Flyers. Veio de uma temporada boa, mas preferiu ir para um time onde terá mais espaço para mostrar o seu jogo.

Prospecto a ser observado – Toronto não é famoso pela sua farm recheada de talentos, tanto que o escolhido para este quadro foi draftado recentemente. O center russo Semyon Der-Arguchintsev, de 18 anos, vem de um sólido 2018 na OHL e seguirá por lá para o seu desenvolvimento. Com os Maple Leafs em alta, não há pressa em subir o jovem russo.

Para ficar de olho – Será o time mais observado com as expectativas elevadas por trazer o melhor talento disponível para tirar o time da fila de mais de 50 anos e devolver a NHL ao Canadá depois de 25 anos. O jovem time, liderado por um Tavares no seu auge, vai fazer muito barulho.

Expectativa para a temporada – Briga por Stanley Cup (pelo investimento que fez e a cartada certa, não há expectativa menor do que essa)

 

A serie de previews da NHL é um oferecimento do blog MAJOR SPORTS aos seus leitores e foi escrita por @RodrigoSilvaJr e Vitor @chaveatle Silva.

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