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NHL Preview – Divisão Central

Uma divisão com sete equipes com chances reais de pós-temporada para 2019. Com destaques para o atual campeão da Central (Predators), um St. Louis reforçado, um Jets com sua base mantida e um Dallas segurando seu melhor jogador, será uma briga interessante.

Chicago Blackhawks

1200px-Chicago_Blackhawks_logo.svgResumo de 2018 – A base era a mesma dos anos dourados desta década, mas que ficou muito abaixo do esperado. Nunca brigou de fato pela classificação a pós-temporada e conseguiu ser eliminado ainda na temporada regular pela primeira vez na era do Coach Q, Joel Quenneville. Campanha: 33-39-10 (76 pontos – último colocado da divisão).

Patrick Kane (76 pontos) liderou o time no ataque e junto com Alex DeBrincat, foram os melhores nomes de um time que sofreu uma baixa enorme ao começar o ano sem Marian Hossa. O capitão Jonathan Toews fez cosplay de cone e a perda de Artemi Panarin fez muita falta.

Na defesa, pouco brilho. Duncan Keith e Brent Seabrook foram irreconhecíveis. E no gol, Corey Crawford perdeu mais da metade da temporada também por lesão. Fazendo com que Chicago recorresse até para nomes bastante inusitados que tiveram seu dia protegendo o gol dos Blackhawks.

Contratação mais importante – Preso nos contratos longos, Chicago não foi muito para as compras. A contratação mais importante vem para reforçar o setor mais carente: a defesa. Trata-se de Brandon Manning, que estava nos Flyers. Em 65 partidas, anotou 19 pontos (7 gols e 12 assistências) e chega no auge da carreira (28 anos).

Perda mais sentida – Na free agency não houveram perdas alarmantes, então ficará o agradecimento a Michael Chaput, Adam Clendening e Anthony Duclair pelos serviços prestados.

Prospecto a ser observado – Com uma Farm intermediária (sim, no hóquei também é desse jeito), Chicago não tem tantos nomes para um futuro a longo prazo. O destaque aqui vai para o RW Dylan Sikura. Nos últimos dois anos de college, anotou 111 pontos e quando subiu para os cinco jogos finais da temporada, deixou três assistências.

Para ficar de olho – Em um ano de baixa, cresceu o nome de Alex DeBrincat. Jogador de apenas 20 anos, o RW em sua primeira temporada completa na NHL, fez 52 pontos (28 gols e 24 assistências) sendo inclusive um dos líderes em hat-tricks da liga em todo o ano (3). Promessa de maior evolução para 2019.

Expectativa para a temporada – Briga por playoffs (nunca pode menosprezar os Blackhawks)

 

Colorado Avalanche

1200px-Colorado_Avalanche_logo.svgResumo de 2018 – Um time jovem, uma base em que poucos acreditavam que poderia dar certo, e deu. Colorado não só surpreendeu a todos com as 10 vitórias seguidas como também voltou aos playoffs depois de quatro anos ausente (a segunda ida na década). Campanha: 43-30-9 (95 pontos – 4º colocado da divisão).

Os 4-2 sofridos para Nashville na primeira rodada dos playoffs foi um resultado normal, dentro das circunstâncias. Destaques para o gol, com Jonathan Bernier e Seymon Varlamov fazendo temporadas muito boas.

Outro fato curioso é os cinco melhores pontuadores do time das montanhas terem 26 anos ou menos: Nathan MacKinnon (22 anos – 97 pontos), Mikko Rantanen (21 anos – 84 pontos), Gabriel Landeskog (principal nome dos Av’s: 25 anos – 62 pontos), Tyson Barrie (26 anos – 57 pontos) e Alexander Kerfoot (23 anos – 43 pontos).

Contratação mais importante – Colorado aproveitou da boa fase e atacou a FA (8º que mais gastou – cerca de U$ 21 milhões). A principal aquisição é o defensor Ian Cole, bicampeão com os Penguins e que estava no Columbus Blue Jackets.

Perda mais sentida – Como nem tudo são flores, os Av’s perderam o goleiro Jonathan Bernier para o Detroit Red Wings. A renovação de Joe Cannata não deixou o time na mão, mas depois de um bom 2018, Bernier fará falta.

Prospecto a ser observado – Um dos 20 melhores prospectos da NHL, o defensor Cale Makar é tido como uma jóia da farm de Colorado. Quarta escolha do draft de 2017, fez um bom ano na NCAA e foi campeão sub-20 pelo Canadá no último mundial.

Para ficar de olho – Um dos elencos mais jovens da liga com talento para mais uma forte temporada. Os Av’s só tem um jogador com 30 anos no elenco todo (Varlamov) e uma molecada que pode aprontar. Olho neles, que com certeza farão ótimas atuações na temporada.

Expectativa para a temporada – Briga por playoffs (depois de um forte 2018, olho nesse time)

 

Dallas Stars

dallas-stars-new-logo-2014.0Resumo de 2018 – Um time que encaixou durante o ano e que sempre esteve na briga para se classificar, capitaneado por Tyler Seguin. Uma queda brusca de rendimento na reta final transformou o que parecia certo em um melancólico final, ficando de fora dos oito classificados. Campanha: 42-32-8 (92 pontos – 6º colocado da divisão).

Passado a temporada 2016-17, Jamie Benn liderou o time em pontos (79) e além dele só Seguin (78) e Alexander Radulov (72) passaram dos 70 pelo time texano. A mudança no comando técnico (esse time pode render mais do que isso) já começou ainda na temporada passada, com Jim Montgomery assumindo como técnico.

Outro fato interessante da campanha dos Stars é de que o time terminou com certo equilíbrio nas estatísticas de gols, sendo o melhor ataque dos times que ficaram de fora dos playoffs (235 gols – empatados com os Ducks) e com a sexta melhor defesa (225 gols sofridos), a frente de Golden Knights, Sharks, Wild e Avalanche (todos esses classificados).

Contratação mais importante – Dallas teve mais perdas do que contratações na última janela. Gastando apenas U$ 9 milhões, mais da metade foi investido no goleiro Anton Khudobin, ex-Boston Bruins. Tendência é que seja o segundo goleiro, já que Ben Bishop segue como #1.

Perda mais sentida – Autor de 17 pontos na última campanha de Dallas, o LW Antonie Russell assinou com o Vancouver Canucks na última FA por 4 anos. Dos nomes que saíram, era o de maior relevância para o time texano.

Prospecto a ser observado – Pensando em promoção rápida, o destaque vai para o defensor Kevin Bayreuther, que joga na AHL. Vem de boa evolução em seu segundo ano por lá (32 pontos, +11 plus/minus) e tem boas chances de pintar na rotação da boa defesa do verdão de Dallas.

Para ficar de olho – Na semana em que este texto está sendo escrito, saiu a renovação de contrato de Tyler Seguin com os Stars (U$ 78,8 milhões por 8 temporadas), se tornando o mais bem pago da equipe. Que comecem as teorias da conspiração de que ‘vai sentar no dinheiro’.

Expectativa para a temporada – Briga por playoffs (a base é boa e se o ataque der liga, vai brigar por uma das vagas, nem que seja pelo wild card)

Minnesota Wild

1200px-Minnesota_Wild.svgResumo de 2018 – O início foi oscilante, mas só ficou por lá a desconfiança. Pela sexta vez seguida, o time da terra do hóquei americano chegou a pós-temporada, mas pela terceira vez não avançou para a segunda rodada dos playoffs, ficando pelo caminho contra os Jets em cinco jogos. Campanha: 45-26-11 (101 pontos – 3º colocado na divisão).

A sorte poderia ter sido melhor correspondida, não fossem as lesões sofridas durante o ano. E de peças importantes como Zach Parise e Nino Niederreiter. A base do time pode não ser das mais chamativas para a NHL, mas é eficiente. Do time, o líder em pontos foi o C Eric Staal, com apenas 76 pontos (único de Minnesota com mais de 70 pontos no ano).

Mesmo abaixo do que pode apresentar, Devan Dubnyk terminou o ano muito bem. 91,8% dos tiros defendidos, 35 vitórias e 5 shutouts (quando o time adversário termina sem marcar gols durante o jogo). Um dos pilares do sucesso do Wild na temporada regular.

Contratação mais importante – Minnesota foi mais um que ficou ‘na miúda’. Mais renovou o vínculo com suas peças do que buscou soluções no mercado. A contratação mais chamativa foi a do RW J.T. Brown, que terminou a última temporada nos Ducks. Com tantas lesões, é sempre bom reforçar o setor.

Perda mais sentida – E se a busca foi pouca, as perdas nem foram tão sentidas. O nome mais conhecido da leva é o de Tyler Ennis (não o armador da NBA), que foi para o Los Angeles Kings.

Prospecto a ser observado – Minnesota tem um dos jogadores mais promissores em sua farm. Se trata do LW/RW Kirill Kaprozov, que joga na KHL (liga russa). Aos 21 anos, terminou a temporada com 40 pontos atuando pelo CSKA Moscow. Vale a pena ficar atento neste jogador.

Para ficar de olho – Espere a mesma luta do Wild. Um time que todo mundo sabe como estará (pouco mudou) e na briga de chegar a sua sétima classificação seguida. O trabalho do técnico Bruce Bordereau (que vai para a sua terceira temporada) merece ser lembrado.

Expectativa para a temporada – Briga por playoffs (eficiência sempre. Nunca é bom colocar o Wild como carta fora do baralho)

 

Nashville Predators

1200px-Nashville_Predators_Logo_(2011).svgResumo de 2018 – Finalista no ano anterior, Nashville manteve o mesmo nível. Não só venceu a divisão como levou o Troféu dos Presidentes, dado melhor classificado (no geral) da temporada regular. Nos playoffs, acabou sendo surpreendido com a eliminação em casa para o Winnipeg Jets na segunda rodada. Campanha: 53-18-11 (117 pontos – campeão da divisão).

O sucesso do time da terra do Elvis se reflete sempre na sua defesa. Se tem um nome que pode até ser considerado como o melhor de toda a história dos Preds, atende por Pekka Rinne. Foram 59 vitórias e 8 shutouts na campanha de 2018 para o camisa #35 (idade igual ao número de sua camisa), que culminou no Vezina Trophy, dado para o melhor goleiro da temporada.

No ataque, o líder do time em pontos sequer jogou todas as partidas (67) e mesmo assim ninguém o passou: Filip Forsberg (64 pontos). Para um contexto geral, o jogador de mais pontos que aparece como melhor pontuador de Nashville é o defensor P.K. Subban (82 jogos, 59 pontos). Mostrando a NHL que sim, é possível ter um time eficiente sendo apenas cirúrgico. Mas que fez falta quando mais precisou.

Contratação mais importante – Como defesa é o que há nos Predators, a principal contratação do time foi um defensor. Dan Hamhuis, que estava no Dallas Stars, reforça a defesa dos Predators, no alto dos seus 35 anos de idade.

Perda mais sentida – Entra um defensor, sai outro defensor. Como a base foi mantida e muitas renovações foram feitas, John Ramage e Mark McNeil resolveram buscar espaço em outras equipes (Devils e Bruins, respectivamente).

Prospecto a ser observado – E como se defesa fosse o forte no time principal, entre os prospectos o melhor é… defensor! Alexander Carrier, canadense que já atuou na NHL. Chegou a atuar no time principal em 2016, mas sem muito brilho. Voltou para o Milwaukee Admirals e vem evoluindo. Tem apenas 21 anos e será uma peças da renovação das linhas defensivas no futuro.

Para ficar de olho – Pekka Rinne pode ser considerado o melhor goleiro da NHL por tudo o que faz com a camisa dos Preds. E de goleiro, o time está bem servido. Juuse Saros, de 23 anos, ganhou espaço e uma renovação merecida na última FA. O gol está em ótimas mãos e pés com essa dupla.

Expectativa para a temporada – Briga pela Stanley Cup (provou que pode chegar, mas precisa dizimar seus traumas)

 

St. Louis Blues

1200px-St._Louis_Blues_logo.svgResumo de 2018 – Começou com tudo, com até a pinta de ‘pode entregar a taça’ (em novembro). Mas vieram as lesões e a confiança foi diminuindo. Mesmo assim, chegou até a última semana e precisava só de si para se classificar, mas acabou eliminado ainda na temporada regular, frustrando sua torcida. Campanha: 44-32-6 (94 pontos – 5º colocado na divisão).

Foi a quebra de uma sequência de 5 temporadas seguidas se classificando para a pós-temporada. E o primeiro ano completo de Mike Yeo como técnico não pode ser ignorado. As peças, principalmente Vladimir Tarasenko (66 pontos), ficaram devendo para o time do Missouri, que fechou a temporada com o sétimo pior ataque da NHL (226 gols).

Se o ataque decepcionou, a defesa foi o oposto. Além de ser a sexta menos vazada (222 gols sofridos), ainda conseguiu lançar um garoto promissor que fez falta na pindaíba da equipe: Joel Edmundsson. Ao lado de Alex Pietrangelo, fez valer a máxima de uma defesa eficiente.

Contratação mais importante – E o reforço veio para o setor mais carente: Tyler Bozak. O ex-Maple Leafs chega para dar mais suporte ao ataque de STL. Na temporada passada foram 43 pontos para o C em Toronto. Promessa de muita força ofensiva.

Perda mais sentida – No gol, Catter Hutton (que foi melhor que Jake Allen na última temporada) optou por defender o gol do Buffalo Sabres para este ano. Se Jake Allen continuar com as suas oscilações, vão lembrar do antigo goleiro com frequência.

Prospecto a ser observado – Com muitos jogadores nas ligas do leste europeu, muitos nomes passam despercebidos. O destaque vai para o C Robert Thomas, campeão sub-20 com o Canadá, da AHL e bicampeão da OHL. O jogador de apenas 19 anos empolga bastante, a ponto de ser cogitado a jogar na primeira linha! Olha o nível da hype em cima dele.

Para ficar de olho – STL não demorou para agir e fez uma grande troca trazendo Ryan O’Reily junto ao Buffalo Sabres. Com o novo C e um poderio de ataque mais forte que o do ano passado, promessa de um Blues mais cascudo para 2019.

Expectativa para a temporada – Briga por título de conferência (com tantas contratações e talento de sobra, pode chegar)

 

Winnipeg Jets

1200px-Winnipeg_Jets_Logo.svgResumo de 2018 – A surpresa ‘fora do radar’. O melhor Jets da história da jovem franquia (que completará 20 anos nesta temporada), além de terminar com sua melhor pontuação, conseguiu alcançar a decisão do Oeste contra outra equipe surpreendente (Vegas) após passar por Wild e Predators. O 4-1 foi ruim de digerir, mas o time é digno de aplausos. Campanha: 52-20-10 (114 pontos – 2º colocado na divisão).

Time que mostrou que havia vida sem Evander Kane. Com um Blake Wheeler liderando a equipe chegando perto dos 100 pontos (97) e de um Patrik Laine, garoto de apenas 19 anos, sendo o segundo da lista, colocando o seu nome entre os melhores atacantes da NHL (70 pontos).

No gol, outra afirmação que merece sua justa menção: Connor Hellebuyck. Se firmou como um dos melhores da posição em 2018, tanto que ganhou uma renovação de contrato para seguir em Winnipeg. Um talento que ganhará seu devido holofote para este ano.

Contratação mais importante – Se chegar a este ponto do texto e escrever que Winnipeg só renovou contratos de quem poderia e não fez nenhuma contratação sequer mediana. Os Jets apostaram na base, mas nem todos ficaram porque…

Perda mais sentida – …um dos ótimos nomes do sucesso dos Jets, Paul Stastny, fechou com o atual vice-campeão, Las Vegas Golden Knights. Nem tudo era como se esperava, mas com a base 90% mantida, isso pode passar batido.

Prospecto a ser observado – Na falta de C, um jogador está crescendo e pedindo passagem para compor este ataque. Se trata de Austin Wong. Hoje na AJHL, vem de boa evolução nos pontos (20 em 2017, 54 em 2018), porém na disciplina… (235 PIM em 2018).

Para ficar de olho – A base é (quase) a mesma, mas mostrou do que é capaz de fazer. Winnipeg evoluiu e não é mais o saco de pancadas de anos anteriores. Um dos times mais equilibrados nas duas frentes do último campeonato, pode aprontar e surpreender. Bala na agulha tem para tal.

Expectativa para a temporada – Briga por final de conferência (base um ano mais experiente e promessa de continuar competindo em alto nível)

 

A serie de previews da NHL é um oferecimento do blog MAJOR SPORTS aos seus leitores e foi escrita por @RodrigoSilvaJr e Vitor @chaveatle Silva.

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