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Red Sox: DAMAGE DONE!

Salve salve letrados! Depois de uma temporada emocionante, estamos de volta para falar um pouco sobre a temporada do campeão da MLB, o Boston Red Sox!

redsox

A TEMPORADA

O Red Sox iniciou a temporada dando um baita susto no seu torcedor. O time vencia o Opening Day por 4×0 até a 8º entrada, quando o bullpen blowzou a vitória de Chris Sale e o time saiu derrotado por 6×4. Essa derrota inclusive fez com que vários torcedores exagerassem na expectativa do time para a temporada, o que fez o twitter oficial do Red Sox responder a galera no final do ano (vale a pena conferir aqui https://twitter.com/RedSox/status/979493721552183296)

Após o susto no Opening Day, o Red Sox mostrou a que veio na temporada. O time engatou uma sequência de 17×2 e assumiu o topo da divisão Leste da Liga Americana, ficando por lá (ou perto) a temporada inteira. O máximo que o Red Sox ficou atrás da divisão foram 2 jogos (durante 2 jogos, em junho). O time terminou a temporada com uma campanha de 108 vitórias e 54 derrotas, 8 jogos na frente dos Yankees. Abaixo listamos alguns números para mostrar o quão dominante foi a temporada dos Meias Vermelhas.

– Passou 148 dias na 1º colocação da divisão Leste

– Nunca esteve mais do que 2 atrás da liderança da divisão (ficando apenas 2 dias 2 jogos atrás).

– Teve uma sequência de 10 vitórias seguidas, entre 2 e 12 de julho.

– A partir de 2 de julho liderou a divisão até o fim do ano.

– Venceu seus oponentes de zero em 14 oportunidades.

– Teve 7 vitórias por walk-off

A temporada foi marcada por diversas partidas memoráveis, mas talvez o ponto alto dessa equipe ocorreu entre os dias 2 e 5 de agosto. Os Yankees chegavam a Boston 5.5 jogos atrás da divisão, dispostos a entrar de vez na briga. 4 dias depois, eles deixavam a cidade 9.5 jogos atrás, depois de uma varrida acachapante, com direito a um blowout (15×7 no 1 jogo), 2 partidaças de 2 SPs (Porcello e Eovaldi) e uma vitória por walkoff para encerrar a varrida.

O Red Sox se mostrou um time extremamente equilibrado durante todo o ano, com uma lineup muito forte (melhor ataque da liga). Os destaques desse ataque foram o provável MVP da Liga Americana, Mookie Betts, que terminou o ano com 32 HRs, 80 RBIs e .346/.438/.640, e o DH J.D. Martinez, que flertou com a Triple Crown durante a temporada e terminou o ano com 43 HRs, 130 RBIs e .330/.402/.629. Vale destacar também a excelente temporada do LF Andrew Benintendi (16 HRs, 87 RBIs, .290/.366/.465) e do SS Xander Bogaerts (23 HRs, 103 RBIs, .288/.360/.522)

saleA rotação titular também foi excelente ao longo do ano. Chris Sale era favorito ao Cy Young ao longo do ano, porém uma lesão no ombro em agosto tirou suas chances, terminando o ano com 12-4, 234 K e ERA de 2.11. David Price também teve um excelente ano. Após passar por altos e baixo na 1º metade da temporada (culminando com um start desastroso contra os Yankees em 1º de julho), Price foi completamente dominante na 2º metade (dando uma amostra do que era capaz de fazer nos playoffs), terminando o ano com 16-7, 177 K e ERA de 3.58. Destaque também para Rick Porcello, que foi o líder em starts do time na temporada, terminando o ano com 17-7, 190 K e ERA de 4.28.

Apesar das 108 vitórias, ficou um sentimento da torcida que o time poderia ter vencido mais jogos caso tivesse um bullpen mais forte. Assim como aconteceu no Opening Day, o bullpen entregou diversas vitórias ao longo da temporada. Nomes como Joe Kelly e Matt Barnes (guardem esses nomes) não inspiravam confiança para o torcedor. O closer Craig Kimbrel teve mais um ano excelente, com 42 saves e ERA de 2.74. Destaque também para Ryan Brasier, que na temporada de 2017 estava jogando nas minors leagues do Japão (!!!) e se tornou um excelente braço do bullpen na reta final, terminando o ano com ERA de 1.60.

Já que estamos falando de bullpen, a torcida chegou para a trade deadline de julho na expectativa de que o GM Dave Dombrowski trouxesse mais um nome para o bullpen, fortalecendo a área que aparentemente era a mais fraca da equipe. Porém, Dombrowski trouxe o SP Nathan Eovaldi, o 1B Steve Pearce e o 2B Ian Kinsler. Muitos criticaram essas mexidas, porém veremos que foram mexidas crucias no time.

PLAYOFFS

Com o título da divisão, os Red Sox enfrentaram seus queridos rivais de Nova Iorque na ALDS, os New York Yankees, vencedores de 100 partidas em 2018. Era a primeira vez que os rivais se enfrentavam em playoffs desde a famosa ALCS de 2004, e a expectativa era de outra série mítica.

Apesar de ter a melhor campanha na temporada regular, muitos especialistas apontavam os Yankees como favoritos nessa série, dado os problemas físicos de Chris Sale e o histórico de David Price em playoffs (nenhuma vitória como starter)

Depois de trocar vitórias nos dois primeiros jogos no Fenway Park, muitos acreditavam que a série não voltaria para Boston, com os Yankees vencendo ambas as partidas em NY e liquidando a fatura.

Porém os planos dos Red Sox eram outros.

Com grandes atuações dos starters (Rick Porcello e Nathan Eovaldi), do bullpen (Matt Barnes, Ryan Brasier e Joe Kelly) e do ataque (uma chuva de corridas com 2 outs), o Red Sox venceu as duas partidas no Bronx e despachou seus rivais por 3×1. Nesta série pudemos observar pela 1º vez, algo que seria rotina durante os playoffs: starters atuando no bullpen (Porcello no jogo 1, Sale no jogo 4) e o closer Craig Kimbrel tentando matar a torcida do coração a cada partida. Toca Sinatra Teclas!

O próximo obstáculo era o perigoso time do Houston Astros, atual campeão, vencedor de 103 partidas na temporada regular e com um time no papel mais forte que o de 2017. Novamente os especialistas apontavam o Astros como favorito, apontando que o time levava vantagem na sua rotação titular, ataque e bullpen.

Novamente os times dividiram vitórias nos dois primeiros jogos, e novamente os “experts” apontavam vitórias fáceis dos Astros assim que a série voltasse para Houston. E novamente o Red Sox calou os críticos.

A receita foi a mesma usada contra os Yankees: boas partidas de seus starters, bullpen lights out e ataque arrasador, principalmente com dois eliminados. O auge da série ficou para o jogo 5, com o Sox vencendo a série por 3×1 e enfrentando o futuro Hall da Fama Justin Verlander, com David Price com apenas 3 dias de descanso. Price dominou os Astros por 6 innings, Verlander cedeu 4 corridas e mais uma vez o Sox comemorou no campo do adversário.

WORLD SERIES

Depois de encarar 2 adversários com mais de 100 vitórias apenas para chegar a World Series, o Red Sox enfrentou o atual vice-campeão Los Angeles Dodgers, liderados por Clayton Kershaw e Manny Machado. Dessa vez o time venceu as 2 partidas em casa e foi para Los Angeles com a missão de vencer 1 de 3 partidas, voltando para Boston com uma vantagem confortável de 3×2. Título praticamente encaminhado certo?

Foi ai que parecia que a sorte havia mudado de lado.

Sexta feira, dia 26 de outubro de 2018.

Dodgers Stadium, jogo 3 da World Series.

Após empatar a partida na 8º entrada, com um home run de Jackie Bradley Jr, a partida foi para entradas extras. No topo da 10º entrada, o time teve a oportunidade de assumir a liderança, porem Ian Kinsler foi eliminado no home plate em um fly out de Eduardo Nunez.

Na 12º entrada, Nathan Eovaldi entrou no jogo. O mesmo Eovaldi que havia arremessado 1 inning em cada vitória dos dois primeiros jogos da série. O mesmo Eovaldi que estava programado para iniciar o jogo 4 no dia seguinte. Porém o Red Sox estava sem pitchers. Era Eovaldi ou nada.

O time teve a chance de vencer a partida na 13º entrada, porém um erro de Ian Kinsler novamente deu nova vida ao Dodgers. E, inning após inning, Eovaldi continuava arremessando. A expectativa era que ele lançasse por volta de 40 arremessos (2 innings), porém, a cada volta ao banco ele sinalizava ao técnico Alex Cora que permaneceria no jogo. E o jogo continuou por 14, 15, 16, 17 entradas. Finalmente na 18º entrada, no seu arremesso de número 97, Eovaldi cedeu um home run para Max Muncy que encerrou o jogo. Uma verdadeira batalha de 7 horas e 20 minutos, recorde absoluto em tempo e número de entradas em toda a história dos playoffs. Para se ter uma idéia, o jogo 3 durou mais que a World Series de 1939 inteira.

Confira esse jogaço COMPLETO aqui:

Seria difícil imaginar que, mesmo vencendo a série por 2×1, o time teria forças para superar essa derrota traumática, ainda mais com as 2 partidas seguintes sendo no campo do adversário certo?

Pois foi exatamente essa derrota que culminou com o título do Red Sox.

Logo após a partida, Alex Cora convocou uma reunião da equipe, onde agradeceu ao empenho e esforço de todos, principalmente de Eovaldi. Neste momento, todos os presentes (jogadores e comissão técnica) se levantaram e deram uma salva de palmas para Eovaldi, em agradecimento pela sua atuação heroica e histórica. Em seguida, Alex Cora recebeu uma visita em seu escritório. Chris Sale, David Price e Rick Porcelo se prontificaram a começar jogando o jogo 4, visto que neste momento parecia que o time havia ficado sem opções.

Na manhã seguinte, o próprio Eovaldi avisou Cora de que ele atuaria no jogo 4 caso necessário. E foi esse espírito que embalou o Red Sox para o título. O time reverteu uma desvantagem de 4×0 no jogo 4 e fechou o caixão com um dominante 5×1 no jogo 5.

Título mais do que merecido para o time mais dominante da temporada!

Destaques do time nos playoffs

– Steve Pearce: MVP da World Series, o 1B amassou o pitching staff dos Dodgers, principalmente nos 2 jogos finais, quando conseguiu 3 HRs e 6 RBIs.

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– David Price: MVP moral da World series. 3 atuações memoráveis nos playoffs, dominando Astros e Dodgers (2x), sendo o pitcher vencedor das partidas decisivas das duas séries, ambas atuando com apenas 3 dias de descanso

– Jackie Bradley Junior: MVP da ALCS, com 9 RBIs.

– Nathan Eovaldi: MVP dos playoffs, atuando tanto como starter tanto como reliever, distribuindo bolas rápidas de 100 milhas por hora, se mostrou disponível para jogar todos os dias, e entrou para sempre no coração da Red Sox Nation.

– Brock Holt: bateu um ciclo na maior derrota da história dos Yankees em playoffs, além de rebatidas clutchs na World Series.

– Rafael Devers: o moleque que completou 22 anos durante os playoffs mostrou tem sangue frio, conseguindo rebatidas clutchs dia após dia, terminando os playoffs com 9 corridas impulsionadas, uma mais importante que a outra!

– Todo o bullpen: após serem criticados e duvidados por todos, o bullpen foi absolutamente dominante durante o mês de Outubro, terminando com um ERA de 2.75 e não entregando nenhuma liderança durante todo os playoffs.

– Eduardo Nunez: outro que teve rebatidas clutchs e que parecia disposto a entregar a vida pela vitória a cada noite, principalmente no jogo 3, onde ele mal conseguia andar e continuava a fazer defesas no infield.

– Todo o ataque: o Red Sox anotou 84 corridas durante os playoffs, sendo que mais da metade (45, 54%) foram com dois eliminados. Essa estatística mostra bem o espirito de nunca desistir que a equipe demonstrou ao longo do ano!

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A temporada terminou com um saldo de 119 vitórias, 2º melhor marca da história, e com o sentimento que este provavelmente foi o melhor time do Red Sox da história, e talvez um dos melhores de todos os tempos!

Guilherme Marodin, o @marodingui no twitter, fez de tudo (ou quase) este ano pra não zicar o Boston RedSox, inclusive utilizou ao limite a tática da zica reversa… Este mestre dos magos anti zica escreve especialmente para o blog MAJOR SPORTS

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