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Time dos Sonhos – Futebol #2 – Santos FC

Dando seguimento à série de Times dos Sonhos, vamos ao time da Baixada, o famoso time dos Meninos da Vila!

Bom primeiramente, tenho que falar um pouco de mim para contextualizar aquilo que será escrito.

Primeiro, eu nasci em 1997 então para início de conversa não acompanhei o Messias Giovanni e mesmo que eu queira inclui-lo nessa lista, não poderei (já estou prevendo as cornetagens quando chegarem no meu meio de campo).

A primeira lembrança do Santos Futebol Clube é uma imagem que na época eu achei muito curiosa mesmo com apenas 5 anos de idade. Era a imagem do até então moleque Diego correndo e comemorando um gol em cima do escudo do São Paulo. A torcida do São Paulo considera um desrespeito e em partes é, mas ali num clássico, pra um garoto que estava surgindo pro futebol em um time totalmente desacreditado que passou em oitavo por ter marcado 1 gol a mais que o nono e que desbancava o líder na sua casa e começava a encantar o país era o ápice!

Dito isso, ficou claro que os jogadores citados serão no mínimo de 2002 para frente, porém as minhas verdadeiras memórias como torcedor são do Brasileirão de 2004 em diante. Então vamos lá. Vou montar meu time num 4-4-2:

No Gol:

Rafael Cabral – A palavra que melhor define Rafael Cabral é segurança. Rafael estreou no Santos em 2010, num empate em 0 a 0 com o Cruzeiro fora de casa pelo Brasileirão. Logo na primeira partida mostrou sinais do quão bom ele era. Apesar de não ser tão alto, o até então jovem goleiro contava com um ótimo posicionamento, mão firmes(dificilmente espalmava bolas), reposição de jogo rápida e eficiente e dificilmente era batido tanto pelo chão quanto em bolas mais altas. Tem um total de 190 jogos pela equipe e foi campeão da Libertadores, da Copa do Brasil, da Recopa Sul-Americana e bicampeão paulista. Além disso, foi eleito o melhor goleiro da Libertadores de 2011 e dos paulistas de 2011 e 2012. Jogando pelo Santos também foi convocado para a seleção olímpica em 2012 e para a seleção principal em 2013. Foi vendido ao Napoli em 2013 por 5 milhões de euros, o que na época era a transferência mais cara de um goleiro saindo do Brasil. Menções honrosas: Vanderlei e Fábio Costa


Na Zaga:

Danilo – Danilo chegou ao Santos na parada para a Copa do Mundo de 2010. Chegou depois de ser a revelação do campeonato mineiro do mesmo ano. Pouco tempo depois de sua chegada já colocou o então titular da posição Pará no banco e foi um grande diferencial para o time. Com a chegada de Jonathan em 2011, atuou muitas vezes como volante e meia mais avançado. Não era um grande defensor mas fazia sua função bem, além de ser rápido e habilidoso. Tem como ápice o gol que sacramentou a vitória do Santos na final da Libertadores. Um gol com a perna esquerda depois de bela jogada coletiva. Foi campeão paulista de da Libertadores de 2011 pela equipe. No total foram 78 jogos e 10 gols com o manto alvinegro.

Edu Dracena – Depois de rescindir contrato com o Fenerbahce, Edu Dracena resolveu vir para o Santos mesmo tendo várias propostas na Europa. Se recuperou de uma lesão grave no joelho e no final daquele ano depois de 7 meses parado fez sua estreia. Em 2010, encantou o Brasil junto com a terceira safra dos meninos da vila e era o pilar defensivo de uma equipe que praticamente só atacava. Irônico, né? Mas Edu além da grande técnica e do senso apurado de posicionamento e cobertura se destacava ainda mais pela liderança dentro de campo. O verdadeiro capitão. Por muitas vezes era citado como um pai pelos atletas mais novos e sempre se mostrava um exemplo a ser seguido. Foram 5 anos no clube, com 230 jogos e 17 gols, incluindo o do título da Copa do Brasil de 2010. Foi o responsável por erguer as taças da Copa do Brasil de 2010; Campeão Paulista de 2010, 2011 e 2012; Libertadores de 2011 e Recopa Sul-americana de 2012.

Alex – Dono de um porte físico invejável que combinava altura e força, Alex foi o melhor que eu já vi vestindo o manto santista. Além disso, era excelente na jogada aérea ofensiva e defensiva e na bola parada, onde as fortes cobranças o renderam o apelido de Canhão da Vila( mesmo apelido do maior ponta esquerda da história do time, Pepe).Mas não se resumia a força bruta. Sabia sair jogando e dificilmente era batido em velocidade ou por dribles. Formou as Torres Gêmeas com André Luis entre 2002 e 2004 e chegou a ser convocado para a seleção brasileira atuando pelo Santos. Participou e foi peça fundamental nas conquistas dos Brasileiros de 2002 e 2004 e na trajetória da Libertadores de 2003 onde o Santos chegou até a decisão. Em 103 jogos foram 20 gols, marca excelente para um zagueiro. Menção honrosa: Durval e Lucas Veríssimo

Kleber– Um dos laterais mais habilidosos que vi jogar no Brasil. Kleber além da eficiência tática e da sólida marcação era um jogador que apoiava muito bem e tinha a categoria de um meia esquerda. Inclusive executou muitas vezes essa função jogando pelo Peixe. Cruzava como poucos e batia na bola com muita qualidade. Tudo isso levou o jogador a retornar para a seleção enquanto vestia a camisa santista. Tem pelo Santos apenas os títulos de campeão paulista de 2006 e 2007 porém fez 14 gols em 226 jogos, sua maior marca em gols por qualquer equipe. Menção honrosa: Léo


Na Meiuca:

Arouca – Uma das melhores negociações da história do clube provavelmente. Arouca chegou na baixada em troca que envolvia outro volante que na época se destacava pelo peixe, Rodrigo Soutto. Na época muitos louvavam o belo negócio que o time da capital havia feito mas não foi bem isso que aconteceu. Arouca logo no início de sua passagem tomou conta do meio campo alvinegro. Já no time de 2010 era o cara que dava sustentação e trazia uma marcação eficiente e que dava equilíbrio para aquele time extremamente ofensivo. Isso sem nunca abdicar de contribuir ofensivamente. Um verdadeiro motorzinho que fazia o que hoje é conhecido como “box-to-box”, muita qualidade na saída de jogo e nas suas arrancadas- só lembrar a jogada do primeiro gol na final da Libertadores de 2011- mesmo que sua finalização nunca tenha sido boa. No total foram 6 gols em 267 partidas e que acabaram de maneira não tão amigável pois o atleta colocou o Santos na justiça e se transferiu para o Palmeiras. Embora a saída com a imagem arranhada, Arouca ainda é o melhor volante que eu vi com a camisa do Santos.

Renato – Jogava de terno. Provavelmente você já ouviu e já viu isso. E essa afirmação não poderia estar mais correta. Renato tinha uma técnica e uma habilidade em campo que beiravam a finesse de um artista. Um jogador que fazia com maestria tanto a função de 1º como de 2º volante e aliava tanto a marcação limpa e precisa com os passes milimétricos e a visão de jogo acima da média. Renato além disso tudo ainda era um jogador líder dentro de campo e extremamente ético e profissional. Todas as homenagens para um dos jogadores mais subestimados da história do Santos. Somando as duas passagens foram 426 jogos e 34 gols com a camisa santista e os títulos brasileiros de 2002 e 2004 e os paulistas de 2015 e 2016. Menção honrosa : Thiago Maia

Elano – Talvez o jogador mais vitorioso com o Santos no século XXI junto com Léo. Essa é a definição do Elano para mim. Elano sempre foi um coringa dentro de campo. Atuou em praticamente todas as posições do meio de campo, especialmente na função de “camisa 8” ou terceiro homem de meio campo , mas atuou como meia armador, segundo volante e até aberto pela direita. Muito técnico e com uma batida na bola diferenciada era extremamente importante no desenvolvimento de jogadas e nas bolas paradas. Tinha uma finalização excelente e fazia um nome bom de gols e estava sempre no último terço do campo para definir as jogadas. Elano teve três passagens pela equipe da Vila Belmiro e nas três ocasiões levantou canecos. Foi bi-campeão brasileiro em 2002 e 2004, campeão paulista em 2011,2012,2015 e 2016 e claro, campeão da Libertadores de 2011. No total tem 71 gols em 324 jogos.

Paulo Henrique Ganso – O maestro. O gênio. O acima da média. No período em que jogou pelo Santos todos esses adjetivos eram cabíveis e justos ao jogador. Paulo Henrique Ganso é o jogador que eu mais me encantei assistindo jogar pelo meu time, mais até que o menino do moicano que eu vou citar depois. O 1º semestre de 2010 foi uma avalanche de Ganso e Neymar. Ganso era genial com a bola nos pés. Enxergava o jogo de uma maneira única e diferente dos demais. Enfiadas de bola que poucas vezes eram vistas, passe com extrema precisão e um jogador que sabia tratar a bola e dar ritmo no jogo. Infelizmente as graves lesões e as voltas apressadas o fizeram se tornar o jogador lento e pouco participativo e a saída conturbada da equipe fizeram seu status de ídolo cair porém pelo Santos nos seus 4 anos ele teve 162 jogos com 36 gols e 37 assistências sendo campeão da Copa do Brasil de 2010, Libertadores de 2011, Recopa Sul-americana de 2012 e tricampeão paulista em 2010,2011 e 2012. Menção Honrosa: Diego, Zé Roberto, Molina e Lucas Lima


No Ataque:

Robinho – 8 pedaladas. Essas 8 pedaladas tiraram um peso enorme do Santos Futebol Clube. Robinho foi a cara da segunda geração dos meninos da Vila. Ao lado de uma geração muito talentosa liderou o Santos de 2002 até 2005 vencendo nesse período dois campeonatos brasileiros e chegando em uma final de Libertadores. Robinho sempre foi conhecido como o jogador ousado, que partia pra cima dos adversários com dribles e arrancadas mas não se resumia só a isso. Tinha bom passe e excelente finalização e sempre que era necessário voltava e ajudava na criação de jogadas. Robinho teve 3 passagens pelo Santos e em duas delas a saída foi bem conturbada e muito santista fecha a cara para o jogador porém não podemos negar a importância histórica que ele tem. No total foram 240 jogos e 110 gols pela equipe praiana. Foi campeão além dos brasileiros já citados, da Copa do Brasil e do Paulista de 2010 e do Paulista de 2015.

Neymar – Menino Ney, ou melhor agora Homem Ney. O melhor jogador a vestir a camisa alvinegra no século. Um dos melhores jogadores do mundo atualmente e que conseguiu liderar o Santos durante sua passagem ao topo do futebol nacional e sul-americano. Falar sobre a habilidade e a capacidade de improviso, finalização, arrancada e os outros trocentos atributos de Neymar é chover no molhado então vamos citar apenas os feitos do rapaz. Tricampeão Paulista entre 2010 e 2012, Copa do Brasil de 2010, Libertadores de 2011 e Recopa de 2012. Nos 230 jogos que fez marcou 138 gols e deu 65 assistências, foi eleito o melhor jogador da América, duas bolas de prata no brasileirão entre outros tantos feitos. Menção Honrosa: Ricardo Oliveira, Kleber Pereira e Borges.


Essa seria a escalação ideal do Santos entre os jogadores que eu vi jogar.

Contribuiu para o Blog com o Felipe Zanetti (@Felipe_CZG)

Categorias:esporte, futebol, Time dos Sonhos

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