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Time dos Sonhos – Futebol #11 – Cruzeiro

Este é o meu Cruzeiro de Todos os tempos em uma formação 4-4-2:

No Gol:

Fábio– Já na primeira posição a provável escolha mais difícil, Dida ou Fábio? Dois goleiros extremamente vitoriosos pelo clube e que foram decisivos para vários dos títulos conquistados em suas eras. Se por um lado Dida tenha sido um goleiro tecnicamente superior, Fábio é o jogador com mais partidas na história do clube. Caso o objetivo fosse escalar o melhor tecnicamente, seria muito difícil deixar Dida, um goleiro que já foi o número 1 do planeta, no banco. Mas como temos a liberdade de colocar na balança qual jogador mais nos marcou, o desempate vai para o lado do camisa 1 do clube há quase 15 anos seguidos e que além disso já superou Dida no número de títulos importantes.


Na Zaga:

Maurinho – A posição mais carente dessa época, apesar de ter tido alguns bons jogadores, falta algum nome que tenha marcado por muito tempo. Por isso, sem muitas delongas, escolho aquele que teve a melhor temporada que foi Maurinho em 2003. Vindo do Santos, campeão brasileiro do ano anterior, Maurinho chegou como um dos mais importantes reforços da equipe e fez jus ao investimento. Um dos destaques da histórica equipe, Maurinho se destacava pela velocidade e precisão dos cruzamentos que ajudaram a consagrar o ataque da equipe campeã da tríplice coroa.

Dedé – Um dos nomes mais recentes na lista, Dedé escreveu seu nome na história do Cruzeiro definitivamente em 2018. Após chegar ao clube como uma das contratações mais caras da história, o zagueiro brilhou logo de cara conquistando o brasileirão de 2013. Entretanto, após longas lesões, ficou quase dois anos sem atuar e seu retorno aos gramados era incerto. Mas na temporada de retorno Dedé mostrou porque é considerado um dos melhores zagueiros do país. Atuações consistentes e a perfeição na bola aérea fizeram do zagueiro o melhor jogador do clube em 2018, ano coroado com o bicampeonato da Copa do Brasil. A cereja do bolo foi a permanência no clube, mesmo com sondagens e ofertas de rivais, como forma de gratidão ao Cruzeiro, diretoria e torcida. Ídolo.

Wilson Gottardo – Muitos nomes poderiam estar ao lado de Dedé formando a dupla de zaga. Nomes como Luizão, Cris, Marcelo Djean, Edu Dracena e até mesmo Léo tiveram marcantes momentos na história do clube. Mas o escolhido é um dos mais importantes para a conquista da libertadores de 1997 e, merecidamente, levantou a taça daquele ano. Wilson Gottardo chegou ao clube indicado pelo treinador Paulo Autuori em um momento que a equipe passava por uma grande crise. Além de ajudar a ajeitar a casa e conquistar a América, Gottardo ainda fez parte do ótimo time de 98.

Sorín – Outra dúvida enorme que coloca de frente dois ídolos celestes. De um lado o provável maior estrangeiro da história do clube, o argentino Juan Pablo Sorín. De outro o magistral Nonato que foi um dos jogadores responsáveis pela reestruturação do clube na década de 90. Mas assim como no gol, abrirei mão daquele que acredito ser o melhor tecnicamente para escolher aquele que mais me marcou, além de ter acompanhado mais sua passagem pelo clube mineiro. Sorín é possivelmente o primeiro nome que meus contemporâneos pensam quando a palavra ídolo é dita. Figura incontestável no clube hoje, conquistou a torcida com muita raça e dedicação dentro de campo e, após um começo duvidoso, se tornou referência com suas investidas desenfreadas ao ataque. Com 3 passagens pelo clube o argentino até mesmo escolheu Belo Horizonte como sua casa após a aposentadoria, o que mostra sua total identificação com o Cruzeiro.


Na Meiuca:

Maldonado – Contratado a pedido do seu sogro, Luxemburgo, Maldonado chegou em Minas já com passagem importante pelo São Paulo. Mas foi com a camisa azul que conquistou o auge de sua carreira. Peça fundamental do meio de campo celeste, o chileno era sempre preciso na marcação, ficando famoso pelos seus carrinhos certeiros, sempre leais. Foi de longe um dos melhores marcadores que vi atuando pelo Cruzeiro e, apesar de algumas rusgas com a torcida nos anos seguintes, vestiu a camisa celeste em 135 partidas nos 3 anos que atuou pelo clube, deixando sua marca na história. Mas fica tambem a citação de outro importante jogador que poderia facilmente entrar nessa posição, Ramires, que encantou a torcida e quase nos conquistou a América.

Ricardinho – E se vamos falar de jogadores marcantes, o próximo da lista não poderia ser outro que não Ricardinho. O jogador mais emblemático da década de 90, ainda é o maior vitorioso da história do clube, tendo participado da conquista de nada menos que 15 taças. Dono de um chute potente, fez 45 nos 9 anos de sua primeira e mais marcante passagem. Um nome que entra sem dúvida nenhuma na lista.

Éverton Ribeiro – Aqui outra grande dúvida. O dono da camisa 10 é escolha obvia que veremos a seguir, mas quem faria dupla a seu lado na armação do time? Três nomes têm grande destaque nas minhas lembranças. Palhinha, que mesmo com pouco tempo de clube marcou com a conquista de 97, Valdo, que apesar de ter chegado aos 36 anos teve uma passagem brilhante e marcante, mas no fim a camisa 11 vai para Éverton Ribeiro. O meia foi um dos responsáveis por recolocar o Cruzeiro no rumo das grandes conquistas e ao lado de Ricardo Goulart (de quem confesso não ser grande fã) foi destaque na conquista do bicampeonato brasileiro.

Alex, Mil Vezes Alex! – Sobre esse nome eu não tenho nada a dizer. O mais indiscutível da lista, Alex é uma unanimidade entre a torcida celeste. Foi o mais importante jogador do ano mais vitorioso da história do clube e é sem dúvidas o melhor atleta do Cruzeiro nos últimos 20 anos. Líder do primeiro campeão da era dos pontos corridos, artilheiro do time na competição e, se não bastasse, foi autor de gols antológicos, como o de letra na final do tetra da Copa do Brasil. Alex mereceria um texto apenas seu e ainda faltariam palavras para descrever o que ele representa para a torcida celeste.


No Ataque:

Marcelo Ramos – O dono da camisa 7 talvez seja o menos reconhecido fora de Minas e não vou discordar de quem disser que seja o menos técnico da lista. Mas assim como Ricardinho, Marcelo Ramos entra nessa escalação por ser um jogador com eterna identificação com o Cruzeiro. Foram 3 passagens, 9 anos, 345 jogos e 162 gols com a camisa estrela, números que poucos conseguiram nessa história quase centenária.

Fred – Os mais novos talvez vão se apegar apenas a atual passagem, mas quando surgiu, Fred mostrou porque teria uma longa e vitoriosa carreira. Aqui a escolha é totalmente técnica, até porque a recente ida para o rival deixou muitos corações partidos do lado azul da lagoa, mas Fred foi sem dúvidas o melhor centroavante que vi por aqui. Força, velocidade (quando jovem) e muita técnica fazem dele uma ótima escolha para a camisa 9.


Colaborou com o blog um apaixonado pela Raposa, o Gabão (@edugabao).

Categorias:esporte, futebol, Time dos Sonhos

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