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MLB – Especial – Contratos – Parte 2 – Rebatedores

Salve salve letrados do Major Sports Blog!

Dando continuidade ao nosso especial “maiores contratos da MLB”, hoje iremos olhar os principais contratos já assinados pelos rebatedores.
Apenas relembrando os selos para darmos o veredicto:

Selo Mike Trout: contrato valeu muito a pena!

Selo Alex Gordon: não chega a ser bust mas também não é exatamente aquilo que se esperava.

Selo Giancarlo Stanton: cedo demais para avaliar.

Selo Yasiel Puig: começou com tudo, porém depois caiu de produção, deixando um gosto de “poderia ser melhor”.

Selo Bobby Bonilla: contrato bust total! Mas porque “Bobby Bonilla”? Da uma olhada nesse texto aqui que você vai entender: https://majorsports.blog/2018/07/01/happy-bob-bonilla-day-ou-como-os-mets-viraram-previdencia-privada/

10 MAIORES CONTRATOS PARA BATTERS

T-10) Jason Heyward (8 anos/ 184 milhões/ 2016-2023) – Chicago Cubs

Jason Heyward chegou a MLB como um dos prospects mais aguardos da história, comparado ao Hall da Fama Willie Mays (daí surgiu seu apelido, J-Hey Kid). Depois de bater um HR no 1º arremesso da sua carreira, teve uma carreira sólida no Atlanta Braves, com 84 HRs, 517 RBIs e 0.262/0.351/0.429, longe de ser o próximo Mays mais ainda assim bons números. Ao se aproximar da free agent, foi trocado para o St. Louis Cardinals, onde teve o melhor ano da sua carreira (13 HRs, 69 RBIs, 0.293/0.359/0.439). Após ver os Cardinals serem eliminados dos playoffs daquele ano pelos Cubs, Heyward decidiu levar seus talentos para Chicago por um mega contrato de 8 anos e 184 milhões. Na época, foi um contrato extremamente comemorado pelos torcedores do Cubs, visto que tirava um dos principais jogadores de um rival direto. Apesar de até agora ter levado 2 Gold Gloves e ter ajudado os Cubs a saírem da fila de 108 anos em 2016 (com direito a discurso motivacional durante a pausa por conta da chuva, antes do 10º inning do decisivo e emocionante jogo 7 da World Series), os números de Heyward tem ficado bem aquém do esperado. Sua força diminui drasticamente (26 HRs em 3 anos, comparados aos 27 que teve apenas no ano de 2012) e apesar de seu AVG continua na sua média história, viu seu % de chegada em base reduzir quase trinta pontos percentuais dos seus tempos de Braves/Cardinals. Heyward tem a opção de sair do contrato ao final do ano de 2019, abrindo mão dos 4 anos e 86 milhões restantes em seu contrato. Difícil de imaginar que ele considera este valor como free agente, então tudo continua que ele e seu mega contrato continuaram em Chicago.

Veredicto: Apesar de ainda ser relativamente jovem (29 anos em 2019) os números do Hewyard estão longe de fazer justiça ao seu contrato. Selo Bobby Bonilla!


T-10) Joe Mauer (8 anos/ 184 milhões/ 2011-2018) – Minnesota Twins

Joe Mauer nasceu no estado de Minnesota, foi para o High School lá e acabou selecionado pelo time do seu estado como 1º escolha geral do draft de 2001. Estava escrito que seria o casamento perfeito entre um jogador e uma franquia. Nos seus sete primeiros anos de liga, Mauer foi líder em AVG em três deles, sendo eleito Gold Glove e Silver Slugger quatro deles, com direito ao seu auge, quando foi eleito MVP da American League em 2009. Apesar do sabido interesse de franquias maiores e com catchers já veteranos (Red Sox e Yankees, respectivamente Jason Varitek e Jorge Posada), Mauer decidiu ficar em casa e assinou uma extensão contratual de 8 anos e 184 milhões, para poder permanecer no Twins ate o final da sua carreira. Apesar de não ter apresentando os mesmo números assombrosos do começo da carreira e ter mudado de posição em 2013 (deixou de ser catcher e virou 1B, para evitar contusões), Mauer continuou sendo um dos principais jogadores da liga, com um % de chegada em base sempre nas alturas. Ao final de seu contrato em 2018, Mauer se aposentou e logo em seguida o Twins anunciou que aposentaria seu número durante a temporada de 2019. Um dos maiores jogadores da história do Minnesota Twins, definitivamente terá um lugar em Cooperstown no futuro.

Veredicto: apesar da sua primeira metade da carreira ter sido seu auge, o Twins certamente não se arrepende do contrato. Mauer teve os números e foi o líder que o Twins esperara dele. Selo Mike Trout.


9) Derek Jeter (10 anos/ 189 milhões/ 2001-2010) – New York Yankees

Derek Jeter subiu para o time principal dos Yankees no ano de 1996, quando foi eleito calouro do ano e terminou como campeão da World Series. Durante os próximos quatro anos, mais três títulos e ele se estabeleceu como um dos melhores shortstop ofensivos da liga, ao lado de Alex Rodriguez, do Marines, e Nomar Garciaparra, do Red Sox. Após conquistar o 4º título em 2000 e com apenas mais um ano até se tornar free agente, Jeter e os Yankees assinaram uma extensão de 10 anos e 189 milhões, na época o 2º maior contrato da história. Jeter fez valer cada centavo pago durante os anos seguintes. Foi 8x All Star, se tornou capitão do time em 2003, esteve sempre nas votações de MVP e conquistou mais um título, em 2009. Jeter se tornou a cara da franquia dos Yankees. Atuou mais quatro anos após o fim do seu contrato, entrou para o 3000 hit club e teve seu número aposentado no Bronx. Sua entrada para o Hall da Fama é apenas questão de tempo. Selo Mike Trout!

Veredicto: contrato certeiro, fez valer cada centavo. Selo Mike Trout!


8) Prince Fielder (9 anos/ 214 milhões/ 2012-2020) – Detroit Tigers

Prince Fielder chegou a Detroit na temporada de 2012 para formar uma poderosa dupla no meio da lineup juntamente de Miguel Cabrera. Depois de dois anos onde ele foi muito produtivo na temporada regular, porém extremamente pífio nos playoffs, o GM do Tigers, Dave Dombrowski utilizou seu diploma da CAT e despachou Fielder e seu massivo contrato em troca do 2B Ian Kinsler do Texas Rangers. Nos Rangers, teve seu primeiro ano afetado por uma lesão no pescoço, foi All Star e Comeback Player Of The Year em 2015 e infelizmente uma nova lesão no pescoço em 2016, esta que inclusive ocasionou sua “aposentadoria” do esporte. Aposentaria aqui entre aspas porque, mesmo sem poder atuar mais profissionalmente por conta da severa lesão, Fielder não aposentou oficialmente, pois caso se aposentasse não teria direito ao restante do seu contrato (na época 4 anos e 96 milhões). Ele foi oficialmente dispensado pelo Rangers no final de 2016 porém continuará recebendo seu salário normalmente até 2020.

Veredicto: dos 9 anos, Fielder foi All Star em 3, porém as lesões impedem qualquer outro selo para esse contrato que não seja de bust. Selo Bobby Bonilla!


7) Joey Votto (10 anos/225 milhões/2014-2024) – Cincinatti Reds

Um dos maiores conhecedores de zona de strike da história, uma verdadeira máquina de chegar em bases, Votto assinou um mega contrato no inicio de 2012 e até agora tem feito valer o investimento. Com exceção de 2014, onde perdeu a maioria da temporada por lesão, “Votto-matic” continua com seus números regulares, liderando a liga em OBP nos últimos três anos. O questionamento aqui fica pelo tempo restante em seu contrato (5 anos e 125 milhões) e por 2018 apresentar talvez os primeiros sinais de declínio em seu jogo. Seus HRs diminuíram de 36 para 12 e seu OBP foi o menor desde 2011 (apesar de ainda assim liderar a liga, o que monstra o qual monstruoso ele é). Seu conhecimento fora do comum da zona de strike deve ser o ponto que irão “salvar” os próximos 5 anos de seu contrato, visto que mesmo que Votto não se apresente mais como uma opção explosiva no bastão, ainda deve se manter chegando em base caso continue a se manter longe das lesões.

Veredicto: até o momento só sucesso, e salvo problemas com lesões deve se manter nessa linha. Selo Mike Trout!


T-5) Robinson Cano (10 anos/ 240 milhões/ 2014-2023) – Seatte Mariners, trocado para o New York Mets

Robinson Cano chegou a Seattle em 2014 para ser “o” cara do time( visto que foi a maior contratação da história da franquia) e para levar o time de volta aos playoffs (algo que não ocorre desde o histórico time de 2001). Passados 5 anos (metade do contrato), Seattle ficou com um gosto amargo na boca. Cano teve bons números da terra do Nirvana, porém ainda assim abaixo dos números apresentados em seus tempos de Yankees (exceção feita ao ano de 2016). Para piorar a situação, Cano foi pego no doping durante a temporada de 2018, sendo suspenso por 80 jogos e ajudando a prolongar a seca de playoffs dos Mariners. Essa parece ter sido a gota d’agua para a diretoria, que decidiu trocar o Dominicano de 36 anos e seus 5 anos e120 milhões pendentes para o New York Mets (o time ainda enviou 20 milhões para balancear o négocio).

Veredicto: Com um histórico de PEDs e dando cada vez mais sinais de declínio, parece ter sido uma trade de alto risco para os Mets. Selo Alex Gordon!


T-5) Albert Pujols (10 anos/ 240 milhões/ 2012-2021) – Los Angeles Angels

Albert Pujols foi provavelmente o grande jogador da primeira década deste século. Durante seus 11 anos de St. Louis Cardinals, se tornou um dos jogadores mais temidos da liga, e teve 10 anos seguidos com 30+ HRs, 100+ RBIs e +0.300 (no 11º ano ele terminou com 37 HRs, 99 RBIs e AVG de 0.299, absurdo). Pujols estava cotado para receber o primeiro contrato da história na casa dos 300 milhões, então foi anunciado seu acordo de 10 anos e “só” 240 milhões com o Los Angeles Angels, muitos falaram que o Angels havia conseguido Pujols por um valor barato e abaixo do que ele realmente valia. O Cardinals foi inclusive muito criticado por sua torcida por deixar seu principal ídolo sair sem muito esforço por parte da diretoria (a oferta final do time foi de 10 anos e 210 milhões). Porém o tempo mostrou que os pardais vermelhos estavam certos. O declínio de Pujols foi imediato e impressionante. Apesar de ainda ter bons números em 2012 (30 HRs, 105 RBI), sua AVG e OBP despencaram quase 20 pontos, e a queda não parou por ai. Pujols até conseguiu se manter saudável durante todos esses anos, (exceção dos 99 jogos em 2013 e 117 em 2018), porém seus números não lembram nem de perto o rebatedor assustador da década passada. 2018 terminou como uma AVG de 0.245 e OBP de 0.289. O Angels, que pretendia voltar as glórias tendo Pujols como líder, está mais propenso a dispesar o futuro Hall da Fama e engolir os 3 anos e 87 milhões restantes (fora os 10 milhões a serem pagos quando o contrato acabar).

Veredicto: não tem nem o que falar. Bustaço! Selo Bobby Bonilla!


4) Miguel Cabrera (8 anos/ 247 milhões/ 2016-2023) – Detroit Tigers

Desde que chegou ao Detroit Tigers, em 2008, Cabrera tem sido a cara da franquia. Foi MVP duas vezes (2012 e 2013), vencedor de Triple Crown (líder em HR, AVG e RBI) em 2012 (algo que não ocorria desde 1967) e se tornou um dos rebatedores mais temidos da liga. Após seus dois anos como MVP, o Tigers anunciou uma extensão de seu contrato (ele ainda tinha 2 anos e 44 milhões a receber). Somando o contrato vigente e a posterior extensão, o valor chegou a 10 anos e 291 milhões. Na época o GM do Tigers, Dave Dombrowski foi questionado pela renovação, visto que Cabrera tinha acabado de completar 30 anos e ainda tinha mais dois anos antes de virar free agent. Após ter duas boas temporadas em 2015 e 2016 (All Star em ambas) os problemas físicos começaram em 2017. Desde então Cabrera vem lidando com lesões, não conseguiu terminar nenhuma das duas temporadas (jogando apenas 38 jogos em 2018) e seu corpo já da sinais claros que não será mais o mesmo.

Veredicto: com ainda 5 anos e 154 milhões pela frente, e com o visível declínio físico de Cabrera, o Tigers parece ter uma bela bucha em suas mãos no meio do seu processo de rebuilding. Selo Bobby Bonilla!


3) Alex Rodriguez (10 anos/ 252 milhões/ 2001-2010) – Texas Rangers, trocado para o New York Yankees

Depois de estrear na liga com apenas 18 anos e se tornar referência na posição de shortstop no final dos anos 90, Alex Rodriguez era o free agent mais desejado na offseason de 2000/2001. A-Rod assombrou o mercado quando assinou um contrato de 10 anos e 252 milhões com o Texas Rangers, superando em 63 milhões o maior contrato da época (Jeter, 10 anos/189 milhões). Foi um contrato muito criticado na época, pois, o Rangers tinha sério problemas em diversas áreas (especialmente pitching) e a diretoria foi criticada por investir tamanho valor em apenas 1 jogador. Nos 1 primeiros anos de contrato, A-Rod teve números impressionantes, passando dos 40 HRs nos três anos e sendo eleito MVP por duas vezes (2001 e 2003). Vale ressaltar aqui que ele admitiu posteriormente que utilizou esteroides durante os três primeiros anos de contrato, como forma de amenizar a pressão que ele colocou em si mesmo para compensar o mega contrato recebido. Mesmo com suas performances impressionantes, o Rangers terminou como lanterna da divisão nos três anos, e na offseason de 2003/2004, A-Rod e seu mega contrato foram trocados para o New York Yankees, único time da liga capaz de absorver tamanha bucha financeira. Em Nova Iorque, ele continuou a colocar números impressionantes (PEDs?) e foi eleito MVP novamente em 2007. Ao final do ano, optou por se tornar free agente com ainda três anos de contrato a cumprir.

Veredicto: 7 anos, 3 MVP e médias de 47 HRs, 130 RBIs e 0.304/0.400/0.591 de AVG/OBP/SLG. PEDs a parte, valeu cada centavo pago. Selo Mike Trout!


2) Alex Rodriguez (10 anos/ 275 milhões/ 2008-2017) – New York Yankees

Depois de bater o recorde de contrato da MLB em 2001, A-Rod utilizou uma cláusula de opt-out e se tornou free agent novamente no final de 2007. Sem muitas surpresas , ele retornou aos Yankees com o, na época, maior contrato do história, 10 anos e 275 milhões, podendo este valor chegar a 300 milhões caso ele batesse todos os recordes de HRs durante o período do contrato. Os 3 primeiros anos do contrato foram muito promissores, com o Yankees vencendo a World Series em 2009 e A-Rod tendo uma (enfim) uma atuação decisiva nos playoffs, além de passar de 30 HR e 100 RBIs nas 3 temporadas. Porém a partir de 2011 a paçoca começou a desandar. A-Rod teve mais que 130 jogos em apenas 1 temporada (2015, quando teve 33 HRs), lutou contra muitas lesões no período e se envolveu (mais uma vez) com um escândalo de doping, sendo suspenso de toda a temporada de 2014. Apesar de ter se aposentado no final de 2016, seu salário ainda contou no payroll de 2017 (bagatela de 21 milhões).

Veredicto: 4 anos bons, 4 anos fracos/com lesões, 2 anos fora, 1 título. Não era exatamente isso que os Yankees tinham em mente quando assinaram o mega contrato em 2007. Selo Bobby Bonilla!


1) Giancarlo Stanton (13 anos/325 milhões/2015-2027) – Miami Marlins, trocado para o New York Yankees .

Giancarlo Stanton era a cara da franquia do Miami Marlins. Um monstro com uma força absurda, capaz de mandar bolinhas da Flórida até Cuba. Pensando nisso, o Marlins quebrou um forte paradigma da franquia (trocar seus melhores valores antes que eles fiquem caros demais por propescts) e assinou o maior contrato da história do esporte. 13 anos e 325 milhões, com opção de Stanton vetar futuras trades para qualquer time da liga. O Marlins parecia finalmente estar disposto a alcançar sonhos maiores, e os líderes desse novo momento eram Stanton e o pitcher José Fernandez. Infelizmente José veio a falecer numa tragédia no final de 2016, e isso alterou completamente os planos da franquia. Após perder seu ace, o Marlins acabou vendido e decidiu apertar o botão do rebuilt (mais uma vez). Stanton foi parar em Nova Iorque e apesar de ser bastante cornetado ao longo da temporada (principalmente pelos cornetas Luis “Chef” e Teclas “Bola”), Stanton ainda assim bateu 38 HR e teve 100 corridas impulsionadas. Ainda é muito cedo pra dizer se esse contrato é “boom or bust”. Em 4 anos desde que o contrato começou, Stanton está com uma média de 0.265/0.350/0.557, com 37 HRs e 93 RBIs por ano. O que preocupa aqui é que esse contrato é mais carregado a partir de agora. Os primeiros 4 anos foram os mais baratos, restando assim 9 anos e 260 milhões a serem pagos pelos Yankees até Stanton completar 37 anos (média de quase 29 milhões por ano). De 2017 para 2018 Stanton viu seus HRs diminuírem em 21 e seus strikeouts aumentarem em 48. Caso Stanton continue a focar apenas em HRs e menos em contato, a tendência é que essa queda continue nos próximos anos. Ainda é cedo para dizer, porém é um contrato com alto risco.

Veredicto: Ainda é cedo para dizer, porém é um contrato com um risco muito alto. Selo Giancarlo Stanton!


Após toda essa pesquisa e muita “cornetagem sincera” nosso amigo Guilherme (@marodingui) destrinchou os maiores contratos de jogadores de baseball até o momento.

O que achou da série? Comente, compartilhe e cornete a vontade.

Categorias:baseball, beisebol, especial, esporte, mlb, sports

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