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‘Rivalidades’ – Futebol Nacional (Os 12 Grandes – Pt. 2)

Quinto texto da série ‘Rivalidades’. Fechando a primeira semana, hoje é dia de falar e relembrar outros clássicos envolvendo os times grandes do Brasil.

De início, os clássicos que serão abordados neste post não entrariam na lista. Conforme dito no primeiro texto sobre as rivalidades entre os 12 grandes, a ideia era montar um top 10. Mas seria injusto com os demais, e como tem 14 grandes clássicos estaduais (e um inter-estadual que tem rivalidade igual ou maior), o curso mudou.

Então, os 5 duelos que não fariam parte ganharam seu espaço. É hora de mais uma viagem no tempo.

Começando os trabalhos:

São Paulo x Palmeiras (Choque-Rei)

– Ano do primeiro clássico: 1930 (89 anos de história)
– Número de jogos: 322 (108 vitórias do São Paulo, 109 do Palmeiras e 103 empates)
– Gols: 853 (424 do São Paulo e 429 do Palmeiras)
– Maior goleada do tricolor: 6×0 (Paulista 1939)
– Maior goleada do alviverde: 5×0 (Paulista 1965)
– Maiores artilheiros do clássico: Muller, Gino Orlando (12 gols cada) e Evair (9 gols)
– Decisões: Paulista (8, 4×3 Palmeiras – na outra, o título foi dividido)
– Curiosidade: já tiveram um momento de união para homenagear um corintiano – Ayrton Senna

São Paulo e Palmeiras prezam pelo equilíbrio, apesar da fase alviverde ser melhor nos últimos anos que a do Tricolor do Morumbi. Lembra do jornalista Tomas Mazzoni? Foi ele o responsável por batizar o clássico devido a sua grande rivalidade nos anos 40. Na abertura do Morumbi, o público ultrapassou a casa das 110 mil pessoas em quatro oportunidades.

A rivalidade começou antes mesmo do Palmeiras ser Palmeiras, e do São Paulo ser São Paulo. No primeiro jogo entre os times, as agremiações tinham outros nomes (Palestra Itália x São Paulo da Floresta). Enquanto o São Paulo mudaria de nome 1935, o Palestra mudou por motivos que envolviam a Segunda Guerra Mundial.

Devido a origem italiana e a ingressão do país ao ‘Eixo’ (formado por Alemanha, Itália e Japão), o Palestra mudou de nome antes de uma final de Campeonato Paulista contra o São Paulo (ao que a história aponta uma forçação do clube tricolor, além de tentativas de tomar o estádio Palestra Itália para si). Um nome brasileiro (Palmeiras), um novo escudo e entrando em campo com a bandeira do Brasil, o alviverde estreou com o pé direito. Vitória por 3×1 no Pacaembu de um jogo que durou 64 minutos, já que o adversário abandonou a partida após marcação de um pênalti.

Ainda nas disputas de Paulistão, o Verdão tem um feito de impedir qualquer tri-campeonato estadual do São Paulo. Foram quatro ‘freios’ no Tricolor (1947, 50, 72 e 93).

E se tratando de decisões, e alternando as conquistas estaduais, os times fizeram parte do quadrangular decisivo do Brasileiro de 1973. Juntos com Cruzeiro e Internacional, o Alviverde se sagrou hexacampeão com o São Paulo ficando em segundo (já havia sido ‘vice’ dois anos antes).

No ano seguinte, começou um tabu que até o presente momento nunca foi quebrado. Em Libertadores, o Alviverde nunca venceu o São Paulo. O primeiro jogo aconteceu em 1974, na fase de grupos. Duas vitórias do Tricolor (2×0 e 2×1).

Nos anos 70, também houve um Choque-Rei decidido na prorrogação. Era a semifinal do Paulista de 1978. Precisando apenas do empate, o Palmeiras se classificava até os 14 minutos do segundo tempo extra quando Serginho Chulapa fez o gol que colocou o Time da Fé na final.

Outro fato que o leitor mais novo pode estranhar veio em 1987. Outra semifinal de estadual envolvendo as equipes. A vitória por 3×1 do São Paulo fica em segundo plano quando o jogo é lembrado pelo gol de falta do Craque Neto, pelo Tricolor, com uma grande contribuição do goleiro Zetti, que defendia a meta palmeirense.

No auge da era Telê, houve uma final de Paulista em 1992 entre os times. O que poderia ‘ajudar’ o Palmeiras era o seu rival ter uma final de Mundial entre os jogos decisivos contra o Barcelona. Isso não impediu a conquista do bi-campeonato. Vitória do SPFC nos dois jogos (4×2 e 2×1).

Na era Parmalat, a constelação montada pelo Verdão não só colocava a equipe de volta ao caminho das conquistas, como se consagrou entre os times inesquecíveis do Brasil. Pelo quadrangular que decidia o finalista do Brasileiro de 1993, um duelo que ficou marcado pelo volante César Sampaio. Fez fila na defesa são-paulina, driblou Zetti, e guardou um dos gols mais bonitos na história do campeonato nacional.

Ainda em 94, o bi-campeão da América entraria nas oitavas para encarar o Palmeiras. Após o empate sem gols, o Alviverde fez uma excursão na Europa. O São Paulo se concentrou por uma semana para o jogo decisivo. O spoiler foi dado antes: vitória tricolor, 2×1. Era a primeira eliminação.

Pela Copa do Brasil de 2000, os times se enfrentariam pelas quartas-de-final. Com duas vitórias do tricolor (2×1 e 3×2 – com direito a gol de letra de Raí em pleno Parque Antártica), o São Paulo eliminaria o Palmeiras de Felipão, campeão da América.

Ainda em 2000, outro tabu foi quebrado a favor do São Paulo. Em Brasileiro, foram 19 anos e 9 meses sem bater o Palmeiras. Vitória por 3×0.

Já em 2002, em jogo pelo Rio-São Paulo, um clássico que não decidia nada, válido pela fase classificatória. Com o favoritismo do São Paulo, os visitantes entraram mordidos. E em jogos assim, isso custa caro. O placar acabou 4×2 para o Palmeiras, mas o resultado ninguém lembra. Só do gol de placa do meia Alex, com dois chapéus, sendo um deles em Rogério Ceni. Depois, veio um tabu de 16 anos sem vitórias palestrinas no Morumbi.

Em 2005, o segundo encontro nas oitavas da Libertadores. No Palestra, Cicinho acerta um pombo sem asa no ângulo do goleiro Marcos e coloca o SPFC em vantagem. No Morumbi, Rogério Ceni e ele, Cicinho, decretam o 2×0 e a classificação às quartas. No fim, o Tricolor acabaria se tornando o primeiro time brasileiro tri-campeão da Liberta.

No ano seguinte, novo duelo pela mesma fase. No primeiro jogo, empate por 1×1 na casa alviverde. O São Paulo jogava pelo 0x0 quando abriu o placar com Aloísio Chulapa. O centroavante Washington empatou e a partida se encaminhava para os pênaltis quando em um lance de contra-ataque palmeirense a bola bate no árbitro e sobra para o lateral Júnior puxar novo contra-golpe. O lateral pentacampeão só foi derrubado na área. Rogério precisou converter duas cobranças para colocar o Tricolor Paulista na frente e repetir o roteiro de 2005.

FUTEBOL – ESPORTES – SÃO PAULO X PALMEIRAS – Ceni comemora o gol da vitoria saopaulina durante jogo – Estadio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) – (SP) – Brasil – Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press – 03/05/2006

Em 2008, o jejum de títulos estaduais do Palmeiras acabaria. Na campanha, uma semifinal contra o São Paulo, agora com Adriano Imperador. Com dois gols do centroavante (sendo um de mão), o Tricolor só precisava empatar no jogo da volta para chegar à final (vitória por 2×1). Mas em uma partida que teve de tudo, o Palmeiras reverteu a desvantagem, venceu por 2×0 e se classificou. Para o palmeirense, a imagem fica por conta do meia Valdívia mandando o rival calar a boca após o segundo gol.

Após anos sem decidir vaga, o duelo voltou a tona em 2019, também pela semifinal do Paulista. Em clássico que ficou marcado pela ‘falta’ de jogo, dois empates em 0x0 provocaram a decisão por pênaltis. Mesmo sem ganhar uma partida no novo estádio e perdendo sempre de forma humilhante, o São Paulo conseguiu uma classificação improvável. Com destaque para o goleiro Tiago Volpi, que foi de herói a vilão e a herói em minutos.

O fato curioso é que, mesmo com a classificação, o São Paulo segue sem bater o Verdão (nos 90 minutos) no campeonato Paulista desde 2009.

Vasco x Fluminense (Clássico dos Gigantes)

– Ano do primeiro clássico: 1923 (96 anos de história)
– Número de jogos: 374 (149 vitórias do Vasco, 120 do Fluminense e 105 empates)
– Gols: 1051 (548 do Vasco e 503 do Fluminense)
– Maior goleada vascaína: 6×0 (1930)
– Maior goleada do tricolor: 6×2 (1941)
– Maiores artilheiros do clássico: Roberto Dinamite (36 gols) e Lula (12 gols)
– Decisões: Carioca (3, todas vencidas pelo Vasco) e Rio-São Paulo (1, vencida pelo Flu)
– Curiosidade: é o único nome de confronto dado por torcedores/leitores do jornal ‘Lance!’

Vasco e Flu é marcado pelas grandes sequências e da dificuldade de uma equipe bater a outra (parecido com SPFC x Corinthians na década passada). As grandes decisões entre os times aconteceram todas nos anos 70 e 80.

Após o triangular do Carioca de 1984 (vencido pelo Flu), Flu e Vasco fariam a primeira final do Brasileiro com times cariocas. Com o gol de Romerito no primeiro jogo e o empate sem gols no segundo, o time do Pó-de-arroz conquistou seu segundo brasileiro.

Em 1985, os times se enfrentavam pela Libertadores. Os dois jogos, em campo, terminaram empatados. Mas com a escalação irregular de Gersinho pelo Vasco, o Fluzão foi declarado vencedor nos dois jogos pela Conmebol.

A freguesia do Vasco era grande. Em 1988, outro brasileiro. Dessa vez, a melhor campanha da primeira fase era vascaína. Nas quartas, o Fluminense no caminho. Vitória tricolor abrindo os trabalhos no primeiro jogo (1×0). Na volta, o rival devolve o placar (2×1). A vaga foi decidida na prorrogação. Vitória do Flu, por 2×0.

Na virada da década, o jogo começou a mudar. Clássico válido pelo Rio-São Paulo e deu Fluminense. O problema era o Tricolor Carioca estar na terceira divisão do brasileiro. O saudoso Eurico Miranda multou os jogadores pois para ele era inadmissível perder para um time de série C. Os times se enfrentariam pelo Carioca e o ex-presidente prometeu devolver a multa caso o Vasco vencesse por 3-0. Os jogadores fizeram sua parte e bateram o rival pelo mesmo placar. A torcida vascaína mandou ‘Eu, eu, eu: o Eurico prometeu’. 126 mil pessoas assistiram ao duelo (o quarto maior público da história do confronto).

O confronto também marcou o final e o início de uma nova era no Maracanã. O último clássico no velho estádio antes da reforma para a Copa 2014, terminou empatado em 2×2 (era a estreia de Deco pelo Flu).

Com a reforma do Maracanã, o primeiro clássico foi Vasco e Flu, com uma mudança de ‘lugar’. Na história do templo sagrado do futebol, a torcida do primeiro campeão no estádio escolheria o lugar onde queria assistir as partidas. O Vasco teve esse direito e escolheu o gol a direita das cabines de transmissão. O Flamengo acabou ficando com o lado esquerdo. Isso durou até a nova concessão, onde o Fluminense assinou e por contrato exigiu ficar com o lado direito, do Vasco.

Mesmo apelando para o valor histórico, o Vasco acabou cedendo e ficando com o lado esquerdo. Na partida que marcou não só a reabertura do estádio como também a reestreia de Juninho Pernambucano no clube cruz-maltino, na vitória vascaína por 3×1.

Santos x São Paulo (San-São)

– Ano do primeiro clássico: 1930 (89 anos de história)
– Número de jogos: 309 (104 vitórias do Santos, 133 do São Paulo e 79 empates)
– Gols: 957 (445 do Santos e 512 do São Paulo)
– Maior goleada santista: 6×2 (Rio São-Paulo 1963)
– Maior goleada do tricolor: 9×1 (Paulista 1944)
– Maiores artilheiros do clássico: Pelé (31 gols) e Serginho Chulapa (20 gols*)
– Decisões: Paulista (6, 4×2 Santos)
– Curiosidade: clássico com o maior número de títulos internacionais em campo

*ao todo são 26 gols: 20 pelo SPFC e 6 pelo Santos

Pode não parecer, mas Santos e São Paulo tem grande rivalidade. Apesar de poucas decisões, é um clássico recheado de grandes momentos. O nome também foi registrado pelo jornalista Tomas Mazzoni.

O primeiro grande clássico aconteceu em 1963. Era o auge do Santos de Pelé e o clássico contra o São Paulo era tido como vitória. Mas em campo, a história foi diferente. Quem saiu na frente, foi o tricolor. Pelé empata, mas na sequência dois gols do São Paulo. Após o 3×1, Pelé peitou o árbitro e, junto com Coutinho, acabou indo para o chuveiro. Na volta do intervalo, o Santos voltou com oito jogadores. Com o segundo tempo em curso, Pepe sentiu uma contusão e saiu de campo. Ainda deu para o SPFC marcar o quarto e Dorval também saiu de jogo por lesão. Com apenas 6 atletas, a partida acabou aos 9 do segundo tempo. Era o eternizado ‘jogo dos 54 minutos’.

Em Brasileiro, a história entre os times não é diferente. Em 1981, pelas oitavas, o tricolor venceu os dois jogos (2×0 e 2×1) e avançou. Em 1990, agora pelas quartas, outra eliminação santista para o Time da Fé (1×0 e 1×1). A semelhança é que o São Paulo acabou com o vice-campeonato nacional nas duas oportunidades.

Outra partida marcante aconteceu em 1993. Era a primeira despedida de Raí, que estava acertado com o Paris Saint-Germain. O jogo do ‘até logo’ ficou gravado pela goleada histórica do São Paulo, 6×1. Com direito a gol do camisa #10.

Em 2000, a final do Paulistão entre as equipes. Com a vitória no primeiro jogo, o São Paulo jogaria pelo empate no Morumbi. A partida ficou marcada pelo gol de falta de Rogério Ceni, o único gol de um goleiro em uma final de Paulistão. O empate em 2×2 deu o título ao São Paulo (o último da carreira de Raí).

Daí para frente, só deu Santos. Em 2002, o jogo era válido pela fase de classificação do Brasileiro. O clássico foi marcado pela intensidade e por uma ‘maluquice’ do meia Diego, que comemorou um dos gols santistas pulando no escudo tricolor. A revolta dos são-paulinos foi grande, mas em campo a vitória ficou com os mandantes, 3×2.

Os times se enfrentariam novamente pelas quartas-de-final. O SPFC era o time de melhor campanha, enquanto os meninos da Vila entraram com a última vaga. No primeiro jogo, vitória alvinegra por 3×1 na Vila. Na volta, nova vitória santista por 2×1 e classificação.

Um nome marcante da retomada do Santos é Robinho. O atacante, após passagem de altos e baixos na Europa, voltou para comandar o time das jovens estrelas Neymar e Ganso. Seu primeiro jogo foi contra o Tricolor, em Barueri. Vitória santista por 2×1, com gol do camisa 7 (de letra).

As eliminações do São Paulo frente ao Santos em mata-mata é gritante. Só no Paulista, são 4 vitórias do Santos entre 2010 e 2015. Na Copa do Brasil, também deu Santos na semifinal, no mesmo 2015. O jogo de volta na Vila marcou a ‘despedida’ de Rogério Ceni dos gramados, sendo a última aparição em um jogo profissional do arqueiro.

Botafogo x Vasco (Clássico da Amizade)

– Ano do primeiro clássico: 1923 (96 anos de história)
– Número de jogos: 330 (90 vitórias do Botafogo, 142 do Vasco e 98 empates)
– Gols: 926 (429 do Botafogo e 497 do Vasco)
– Maior goleada alvinegra: 5×0 (Torneio João Teixeira de Carvalho 1958)
– Maior goleada vascaína: 7×0 (Carioca 2001)
– Maiores artilheiros do clássico: Roberto Dinamite (25 gols) e Quarentinha (17 gols)
– Decisões: Carioca (5, 3×2 Fogão), Torneio Relâmpago e Torneio Municipal (ambas vencidas pelo Vasco)
– Curiosidade: clássico sem mata-mata/decisões em nível nacional

Não é apenas no nome. Botafogo e Vasco é uma exceção a regra quando se fala de grandes torcidas. Pois não é comum ver rivais confraternizando ou fazendo um duelo sem levar para a violência, seja em casos isolados no estádio ou marcando brigas fora dele.

Pegando o exemplo paulistano, onde os clássicos só pode ir a torcida do time mandante, os casos de briga sempre existiram fora dele. E isso, infelizmente, perdura até hoje.

Botafogo e Vasco estreitaram relações no famigerado Torneio Início. Dos quatro times grandes, dois eram separados para cada grupo. A dupla alvinegra de um lado e o Fla-Flu do outro. A amizade começou ali e dura até hoje. Nos anos 70, no Maracanã, as bandeiras das torcidas eram passadas pelos torcedores rivais sem nenhum entrave.

Em campo, os momentos são curiosos. Na decisão do Carioca de 1990, a final entre os times alvinegros não terminou em campo. Nos 90 minutos, deu Botafogo. Mas o Vasco alegava que teria que jogar uma prorrogação, de acordo com o confuso regulamento. O Fogão ignorou e deu a volta olímpica com a taça. O Vasco esperou o tempo da prorrogação e se declarou campeão, dando a volta no Maracanã com uma caravela. Nos tribunais, o título ficou com o Botafogo.

Em 1997, a final do carioca envolvendo as equipes após um conturbado campeonato onde até o Flamengo se retirou da competição. Botafogo e Vasco decidiram o título, onde ficou famoso a ‘rebolada’ de Edmundo contra o zagueiro Gonçalves (que admitiu só ter visto o lance por completo depois) no primeiro jogo. O Fogão levou a taça, no fim das contas.

O duelo também foi válido pela reabertura do Maracanã para os jogos Pan-Americanos, em 2006. Em clássico movimentado, deu Botafogo por 5×3. O baixinho Romário deixou sua marca pelo Vasco (3 gols), enquanto Reinaldo foi o nome do Fogão.

Em 2007, a perseguição de Romário pelo milésimo gol. Ele poderia acontecer contra o Botafogo, mas o goleiro Júlio César impediu o camisa #11 igualar a marca de Pelé. Pela semifinal do Carioca, outra chance para o atacante. Mas o que se viu foi um dos grandes jogos da década. Um 4×4 para ninguém botar defeito. O gol 1000 não saiu e o Vasco acabou caindo nos pênaltis.

Em 2010, a goleada vascaína dentro do Engenhão mudou o curso do Botafogo naquele ano. O 6×0 doeu, mas o elenco alvinegro se fechou e foi buscar o título Carioca. De quebra, eliminou o Vasco na Taça Guanabara.

No ano passado, a última final entre os rivais. No primeiro jogo, deu Vasco (3×2). Na volta, um gol de Joel Carli, no último lance, forçou as penalidades. Gatito Fernandez se tornou herói ao defender a última cobrança e dar o título estadual ao time da estrela solitária.

Fluminense x Botafogo (Clássico Vovô)

– Ano do primeiro clássico: 1905 (114 anos de história)
– Número de jogos: 375 (135 vitórias do Fluminense, 124 do Botafogo e 116 empates)
– Gols: 1075 (559 do Fluminense e 516 do Botafogo)
– Maior goleada tricolor: 8×0 (Carioca 1906)
– Maior goleada do fogão: 6×1 (Carioca 1910)
– Maiores artilheiros do clássico: Heleno e Waldo (16 gols cada)
– Decisões: Carioca (5, sendo 4 vencidas pelo Flu e em uma foi declarado co-campeão) e Rio-São Paulo (1, vencida pelo Flu)
– Curiosidade: terceiro clássico mais antigo da América do Sul

O nome diz tudo, por se tratar do clássico mais longevo do Brasil. Apesar de andar ‘adormecido’, Flu e Bota já se envolveram em negociação envolvendo um dos grandes nomes do primeiro título mundial do Brasil.

Didi, o ‘folha seca’, jogou nas Laranjeiras de 1949 a 1956. A época, foi vendido para o Botafogo, onde jogou ao lado de Garrincha até 1959. Em 1957, o atacante fez uma promessa de andar de General Severiano até a sua residência, caso seu novo time ganhasse o título estadual. E veio, em cima do Flu, com grande atuação do camisa #8, eleito craque da competição. Curiosamente, sua casa ficava ao lado das Laranjeiras. E a promessa foi cumprida.

Em 1994, um Botafogo em crise, um Maracanã com menos de 4 mil pessoas para assistir o clássico Vovô. O Flu não perdoou o rival e em menos de 30 minutos, já vencia por 4×0. O duelo acabou 7×1 para o pó-de-arroz, em resultado que ficou marcado como ‘goleada 7up’, graças ao patrocinador do Fogão, o refrigerante 7up.

A nível internacional, os dois times se enfrentaram pela Copa Sul-Americana, em 2006. Deu Fluminense, nos pênaltis. De quebra, aumentou o jejum do rival em jogos internacionais. A última vez, até então, de um jogo oficial do Botafogo fora do Brasil, aconteceu em 1996.

E você, torcedor. Alguma outra lembrança que você tem desses clássicos? Deixe nos comentários.

Semana que vem, mais futebol. Até lá!

Este texto contou com a colaboração de Edelberto Nery.

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