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‘Rivalidades’ – NBA (dos primórdios até os anos 80)

Oitavo texto da série ‘Rivalidades’. Nas quadras da NBA, os duelos acirrados e clássicos que duram por anos. A maior de todas fazendo uma distância de 4.801 quilômetros nunca fosse tão pequena.

Os grandes confrontos da liga começaram a pintar com mais força a partir dos anos 60. O primeiro clássico, que perdura até hoje, é Boston Celtics x Los Angeles Lakers.

Os times são de conferências diferentes e se enfrentam duas vezes em temporada regular e na decisão, além da longa distância entre as cidades. O primeiro duelo aconteceu em 1948, quando a franquia angelina era sitiada em Minneapolis (vitória de Boston, 77-55).

A primeira final aconteceu em 1959 e já registrou o encontro de dois ícones de suas respectivas franquias: Bill Russell e Elgin Baylor. Varrida Celta por 4-0.

Mas antes, Boston tinha uma forte rivalidade com seu ‘vizinho’: New York Knicks. Ela é oriunda do beisebol e fomentou, anos mais tarde, no clássico entre New England Patriots x New York Jets. Não só as cidades não se bicam como as rivalidades são grandes nas ligas americanas.

Celtics e Knicks têm história nos playoffs da NBA. Entre 1951 e 1955, houveram duelos todos os anos. NY levou as três primeiras, e Boston as outras duas.

Na década de 60, o domínio da NBA era de Russell e cia. O pivô, ao lado de Sam Jones e John Havlichek, montou a dinastia mais douradora, dona de nove títulos consecutivos. Dos nove, cinco foram em cima do Lakers.

Enquanto o Lakers tinha o apoio de Jerry West, novas decisões no final da década com mais dois triunfos de Boston. Em 1969 veio o fato inusitado: West, armador do time que perdeu a final, foi eleito o MVP da decisão (feito único até hoje).

Durante a era ‘Russell’, outro duelo de big men chamava a atenção entre ele e Wilt Chamberlain, que defendia o Philadelphia 76ers (e depois foi para o LAL). Franquias de cidades próximas, onde os duelos de playoff eram frequentes nos anos 60. O camisa #6 Celta sempre levou vantagem por ter um conjunto melhor a disposição. O curioso é que os lendários pivôs eram grandes amigos fora de quadra e havia um respeito mútuo entre eles.

BOSTON – 1968: Bill Russell #6 of the Boston Celtics defends against Wilt Chamberlain #13 of the Los Angeles Lakers during a game played in 1968 at the Boston Garden in Boston, Massachusetts. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement. Mandatory Copyright Notice: Copyright 1968 NBAE (Photo by Dick Raphael/NBAE via Getty Images)

Ainda no Leste, um confronto que emergiu foi entre New York Knicks e Baltimore Bullets. A rivalidade ficou intensa a partir de 1969, entre os embates de Walt Fraizer, Willis Reed e Dave DeBusschere por NY contra Elvin Hayes, Earl Monroe e Wes Unseld pelo time de Maryland.

Em 1969 e 1970, deu Knicks. No segundo embate, uma série vencida no jogo 7 no Madison Square Garden (NY seria campeão naquele ano). O Bullets devolveu o 4-3 no ano seguinte, mas no final acabou derrotado na grande final pelo Milwaukee Bucks.

Em 1972, Monroe acabou trocado para Nova York e fez uma das grandes duplas na armação com Fraizer. Ainda houveram mais três duelos de playoff entre os times, com NY levando a melhor em todas (’72, ’73 e ’74). Nos anos que o Knicks avançou contra Baltimore, havia um Celtics no caminho. São duas eliminações a favor do time da Big Apple.

Na década de 70, foi o período onde muitos times saíram do seu jejum e conquistaram a NBA pela primeira vez. Dois deles faziam um duelo respeitoso e mantiveram uma rivalidade sadia: Portland Trail Blazers x Seattle SuperSonics.

Ambos venceram a liga no final da década de 70 (’77 e ’79 respectivamente). Mesmo que sejam poucos os momentos marcantes do confronto, alguns desses jogos foram realizados no Kingdome, onde o Sonics costumava mandar seus jogos mais importantes durante o período que ficou por lá.

Partindo para a década de 80, a maior rivalidade da NBA ganhou sua maior força. A liga vivia em baixa por problemas extra-campo e em 1979, dois jogadores começaram a mudar o patamar e criar uma nova imagem para a NBA: Magic Johnson e Larry Bird.

Ambos já haviam decidido o título do basquete universitário, e foram escolhidos no draft por Los Angeles Lakers (agradeça ao Jazz) e Boston Celtics. Magic não teve uma temporada regular brilhante (Bird levou o ROY), mas foi decisivo ao substituir Kareem Abdul-Jabbar na final que deu o título para LA em 1980 atuando nas cinco posições de jogo.

Bird ainda fez parte de outro duelo que ganhou força nos anos 80, contra o Sixers. Boston e Philadelphia alternavam a ida para as finais na primeira metade da década e fez com que o confronto ganhasse outro tom.

Os eternos rivais só se enfrentaram na final em 1984. O resultado final foi o mesmo de 20 anos atrás com a vitória do C’s por 4-3. No ano seguinte, nova decisão. E dessa vez deu Lakers em 6 partidas. Ainda teria mais uma decisão, em 1987, com nova vitória angelina.

Já no final na década, um outro confronto ganharia as manchetes: Detroit Pistons x Chicago Bulls. Motor City e Windy City buscavam por dias melhores e montavam suas bases de forma simultânea. Detroit tinha um time mais encorpado que contava com Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Laimbeer.

O núcleo do Pistons era melhor, e mesmo assim, Michael Jordan conseguia vencer a defesa adversária. Então, foi criada a ‘Jordan Rules’, onde o jogo físico era cada vez mais intenso. Como Chicago era um ‘time de um único jogador’, prevalecia o conjunto do adversário.

Detroit não só parava MJ como mantinha a mesma linha contra todos os adversários. Isso fez com que o time chegasse em três finais seguidas, sendo campeão em duas. Mas a rivalidade com Chicago só aumentava, e com os reforços chegando para o time do camisa #23, o quadro começava a mudar.

Michael também foi protagonista de duelos memoráveis e da rivalidade entre Bulls e Cleveland Cavaliers. Eliminando o rival em 1988 (e caindo para Detroit na sequência), em 1989 a dose se repetiu no que ficou conhecido como o The Shot. Chicago cairia novamente para o Pistons, agora na final do Leste.

E você, fã da NBA. Tem outro clássico dessa era que poderia entrar nesta lista? Deixe nos comentários.

Amanhã, vai ser a hora de matar a saudade dos anos 90 e dos duelos no século XXI. Até lá.

Este texto teve colaboração do Monstro: Américo Gomes

Categorias:Uncategorized

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