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‘Rivalidades’ – NBA (anos 90 em diante)

Texto número #9 da série ‘Rivalidades’. É a vez de falar dos confrontos clássicos a partir dos anos 90.

Anos 90… Quando a liga ganhava mais força, recuperava o prestígio e atravessa as fronteiras dos EUA para se transformar em uma liga com adeptos pelo mundo.

O grande ‘boom’ veio em 1992 nas olimpíadas de Barcelona, quando foi montado o ‘Dream Team’ original. Dos 12 atletas, 11 estão no Hall da Fama do basquete. Além do time ganhar seu espaço entre os imortais.

Onde entra a rivalidade? Vem de uma questão envolvendo duas estrelas (citadas ontem): Michael Jordan e Isiah Thomas. Em 1990, a série mais disputada entre Bulls e Pistons foi para o decisivo jogo 7, onde deu Detroit.

No ano seguinte, outro duelo na decisão do Leste. Desta vez, Chicago varreu os ‘Bad Boys’. Antes do jogo 4, uma declaração de Jordan ao afirmar que Chicago ‘jogava um basquete limpo’ e ‘estar distante de uma imagem de Bad Boy’, acabou mexendo com o ego adversário. Ao final da partida que classificou Chicago a final, Thomas e cia saíram de quadra antes da buzina final em um dos episódios mais controversos do esporte.

A animosidade entre os dois se estendeu para o Dream Team. Mesmo comandado por Chuck Daly, técnico de Detroit, os jogadores pediram para que Thomas não fosse convocado para a seleção. John Stockton acabou indo no seu lugar e os EUA voltaram a supremacia no esporte.

Jordan também colecionou rivais dentro de quadra como o New York Knicks. São muitos os grandes duelos, sejam em temporada regular (especialmente no Natal) e nos playoffs. O time de MJ tirou NY em três anos seguidos. Com exceção de 1991, as séries foram bastante intensas. Em 1992, sete jogos. Em 1993, Chicago virou um 2-0 (mesmo com o mando do Knicks) para chegar a terceira final seguida.

MJ parou, e em 1994 houve novo duelo. Dessa vez, deu o time da Big Apple em sete jogos. A série é lembrada por Scottie Pippen: pela raiva de não ser o jogador decisivo descontada em Patrick Ewing. Mesmo assim, bye bye Bulls.

Mesmo tirando um velho rival, uma outra rivalidade nascia entre Knicks e Indiana Pacers. O time de Indianapolis tinha em Reggie Miller a sua referência para levar ao inédito título. O jogo 5 é histórico com os 25 pontos no quarto final do camisa #31 de Indiana. Starks decidiu o jogo 6 e NY reverteu o confronto no jogo 7 para chegar a final.

NEW YORK- JUNE 1: Reggie Miller #31 of the Indiana Pacers shoots a jump shot against the New York Knicks in Game Five of the Eastern Conference Semifinals during the 1994 NBA Playoffs at Madison Square Garden on June 1, 1994 in New York, New York. The Pacers won 93-86. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement. Mandatory Copyright Notice: Copyright 1994 NBAE (Photo by Lou Capozzola/NBAE via Getty Images)

No ano seguinte, outro capítulo da série Miller x NY. Agora, foram 8 pontos em 9 segundos que decidiu o jogo 1 da semifinal do Leste em uma das performances mais impressionantes no clutch time. A série novamente foi para 7 jogos. Patrick Ewing teve a chance de colocar NY na final da conferência pelo terceiro ano seguido, mas errou uma bandeja, sozinho, e de forma traumática, o Knicks ficou pelo caminho.

E se engana que os capítulos de rivalidade nova-iorquina terminou aqui. Pat Riley, técnico do Knicks desde 1991, acertou com o Miami Heat ao final da temporada de 1995. Desde então, os embates entre o atual e o ex-time do treinador mudaram de patamar.

Foram quatro playoffs seguidos entre os rivais de 1997 a 2000. Na primeira, sete jogos foram necessários para colocar o Heat na final do Leste (caiu para o Bulls de MJ). Em 1998, deu NY na primeira rodada em cinco jogos (caiu para o Pacers na rodada seguinte).

Em 1999, uma temporada mais curta devido ao lockout. Miami passou em primeiro e NY, com jogadores veteranos e totalmente desacreditado, em oitavo. A série cumpriu com o script e chegou ao decisivo jogo 5, onde Allan Houston fez a cesta faltando 0.8 segundos para o fim e provocando a segunda eliminação na história de um #1 na primeira rodada dos playoffs da NBA. Além do Heat, NY voltaria a eliminar o Indiana Pacers na final do Leste em seis jogos.

051699 MIAMI – New York’s Allan Houston reacts to his game-winning shot against the Heat at the Miami Arena Sunday. Fifth game of the first round of NBA playoffs. PHOTO BY: RICHARD GRAULICH.

O capítulo final dos clássicos envolvendo NY acabou em 2000, quando NY e Miami se enfrentaram novamente na semi do Leste. Ewing foi o herói da vitória no jogo 7, na Flórida. Na fase seguinte, Reggie Miller (de novo). Indiana elimina o rival em seis partidas e chega a sua primeira decisão.

E no Oeste, como ficou?

Os confrontos no Oeste ganharam força na década de 2000. Los Angeles Lakers e San Antonio Spurs virou confronto certo em pós-temporada no período em que angelinos e texanos alternavam o domínio da NBA.

De 1999 a 2004 foram os embates mais decisivos entre os times (exceto 2000, onde não se cruzaram). Também havia uma regra curiosa: quem passava, era o campeão da liga. Apenas em 2004 que isso não aconteceu. Um lance emblemático dessa série veio nas mãos de Derek Fisher.

Além do Lakers, SA tinha embates especiais não só contra um time, mas sim contra o armador Steve Nash. O canadense, um dos melhores de todos os tempos na posição, sempre tinha o alvinegro do Texas em seu caminho. Seja nos tempos de Dallas Mavericks ou de Phoenix Suns.

Mesmo ao lado de grandes nomes ao longo da carreira, Greg Popovich e seus comandados sempre conseguiam brecar o ímpeto de Nash. Ou, se não em quadra, as suspeitas de manipulação de prejudicava os times do canadense.

No ressurgimento de LA, o Suns do ‘Run n’ Gun’ reserva grandes duelos contra Kobe e Gasol. Phoenix é um dos poucos times a reverter um 3-1 nos playoffs da NBA, em 2009, contra o Lakers. Mas, como dito antes, tinha um Spurs no meio do caminho. Em 2010, no fechamento da janela do Suns, o Lakers devolveu a eliminação.

Na virada da década, dois times polarizaram a liga em um curto período de tempo: Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers. De um lado, os Splash Brothers que mudaram o conceito do basquete. No Cavaliers, a volta de LeBron James ao time de Ohio após saída conturbada em 2010.

Foram quatro finais seguidas entre os times. Feito jamais alcançado na NBA. Em 2015, Andre Iguodala marcou LBJ como ninguém (que estava sem Kevin Love e Kyrie Irving na decisão) e foi peça fundamental no título de GS.

2016 guardou um dos grandes momentos das ligas americanas. Golden State quebrou o recorde de vitórias na temporada regular (73-9) e vinha de uma virada de 3-1 contra o Oklahoma City Thunder na final da conferência. A situação era favorável ao Warriors (3-1 a favor), mas o desfecho foi diferente.

Cleveland tirou forças de onde não tinha, conseguiu forçar o jogo 7, e fez dos 3:38 finais da partida uma apoteose. Ninguém que curte basquete vai esquecer o que aconteceu. O momento chave foi protagonizado por James contra o homem que o anulou na decisão anterior. Kyrie fez a cesta mais importante da história do Cavs e o título inédito, contra todos os prognósticos, chegou.

OAKLAND, CA – JUNE 19: LeBron James #23 of the Cleveland Cavaliers blocks a shot by Andre Iguodala #9 of the Golden State Warriors in Game 7 of the 2016 NBA Finals at ORACLE Arena on June 19, 2016 in Oakland, California. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and or using this photograph, User is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement. (Photo by Thearon W. Henderson/Getty Images) ORG XMIT: 643779267 ORIG FILE ID: 541546602

Para 2017, um reforço de peso chegou em Oakland: Kevin Durant. O ala assinava com o Warriors para conquistar seu tão sonhado título da NBA. Mesmo causando polêmica com sua decisão (e vinha de um time que quase derrubou esse GS), é inegável o crescimento de um time que já era dominante. Resultado: mais duas finais contra Cleveland.

LeBron era soberano no Leste. Desde 2010, não teve um time da conferência que chegou a decisão sem ter o ala no elenco. Seja Miami ou Cleveland, a certeza que LBJ chegaria na decisão era notória. Em 2018 foi a grande atuação da carreira em um jogo 7, atuando os 48 minutos, fora de casa, sem Irving, contra o Boston Celtics no TD Garden. O ‘underdog’ levou a vaga.

Nas finais, com KD, o Warriors não teve nenhuma dificuldade. Duas varridas com o camisa #35 eleito o melhor jogador das finais em ambas.

E você, fã de basquete. Tem lembranças desses duelos? Tem outros guardados na memória? Deixe nos comentários.

Amanhã, a rivalidade vai pegar nas pistas. Até lá.

Categorias:Uncategorized

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