Uncategorized

‘Rivalidades’ – Automobilismo

Fechando a segunda semana da série ‘Rivalidades’. Agora é nas pistas.

Na pista, sempre é preciso um algo a mais para se destacar em qualquer categoria. No asfalto, no oval ou na terra, cada corrida conta uma história. E assistir a batalhas icônicas entre montadoras e pilotos é garantia de um grande enredo que fica para as gerações.

Nesse fim de semana de Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, os grandes duelos que não ficam apenas na categoria máxima do automobilismo, como em outras ao redor deste universo.

Começando pela NASCAR, onde uma das maiores rivalidades vem dos anos 60 entre Richard Petty e David Pearson. Petty é o maior vencedor de corridas da categoria, com 200 vitórias. Pearson venceu pouco mais da metade, 105.

Nas palavras de Petty, ele destaca seu rival poderia vencer ‘em uma pista curta, em um circuito de velocidade ou na terra’. Ainda completou que não se sentia mal em perder para Pearson do que para os outros, pois ele sabia que era melhor que os demais’.

Já o saudoso piloto dizia que sabia ‘que se vencesse Petty, era vencer o melhor’. E reiterava que escutava a mesma coisa vindo dele. Ao todo, foram 63 chegadas com os pilotos nas duas primeiras posições.

A grande história entre os dois veio em 1976 na volta final das 500 milhas de Daytona.

Ainda nos anos 60, agora na Europa, em um dos circuitos da famosa tríplice coroa do automobilismo: o Circuit de la Sarthe, onde é disputado as 24 horas de LeMans.

Na época, a Ferrari passava por problemas financeiros e a Ford estaria interessada em comprar a equipe de corrida da montadora italiana. Enzo Ferrari recusou a oferta mesmo contra a vontade de Henry Ford e ainda cortou relações com os americanos. A resposta veio pelo dono da Ford dizendo que ‘ia para a LeMans e chutar o traseiro deles’.

Nos Estados Unidos, veio a criação do famoso Ford GT40. Outro reforço de peso veio com o lendário Carrol Shelby, que foi o designer da icônica máquina. Ford falou e cumpriu, com a vitória na corrida. Entre os pilotos do histórico triunfo estava ninguém menos que Bruce McLaren (sim, o fundador da equipe McLaren de F1).

Inclusive, essa semana estreou o filme Ford x Ferrari nos cinemas para retratar a respeito dessa história. Para este texto, fica o link do documentário da corrida disponível no YouTube. Clique aqui.

Outra história retratada nas telonas vem da Fórmula 1, no filme ‘Rush – No Limite da Emoção’, onde mostra a temporada de 1976 e a briga pelo título entre Niki Lauda e James Hunt.

Ambos pilotos rápidos, mas com estilos de vida muito diferentes. Lauda era mais centrado no trabalho, enquanto Hunt curtia a vida. O austríaco já era campeão do mundo quando em Nurburgring, um acidente causou sérias queimaduras em seu corpo.

No período que esteve se recuperando para voltar as pistas, Hunt cresceu no campeonato e a disputa pelo título ficou acirrada. Lauda voltou na prova de Monza, a quatro etapas do fim do campeonato.

No Japão, Lauda liderava por três pontos e dependia de si para ser campeão. Mas uma tempestade no circuito de Fuji mudou os planos. O piloto da Ferrari abandonou por conta própria devido as condições da pista. Com isso, Hunt precisava de um terceiro lugar para conquistar o título. E ele veio com certo drama.

Lauda ainda seguiria na categoria para conquistar mais dois títulos. Hunt acabou se deixando levar pela vida fora das pistas e encerrou a carreira em 1979. O inglês faleceu aos 45 anos com um ataque cardíaco. Lauda nos deixou em 2019.

Antes do embate clássico da F1, um espaço para o Rally. Desde 1992, existe um embate entre as montadoras japonesas Mitsubishi e Subaru. Seus carros (Lancer Evolution e WRX, respectivamente), possuem características semelhantes, e até hoje entre os adeptos da categoria, existe uma disputa para saber quem é a melhor.

De 1996 a 1999, o piloto finlandês Tommi Mäkinen foi tetracampeão com a Mitsubishi. A Subaru levou três títulos de construtores entre 1995 e 1997. No ano seguinte, sua rival ganhou entre as montadoras.

Agora, sim. A hora de contar da famosa ‘era de ouro’ da Fórmula 1. Nos anos 80, quatro pilotos que marcariam seus nomes na categoria competiram juntos: Alain Prost, Ayrton Senna, Nelson Piquet e Nigel Mansell.

A batalha mais emblemática aconteceu em 1986 envolvendo três dos quatro pilotos na briga pelo título. ‘Companheiros’ de time, Piquet e Mansell travavam um duelo particular dentro da equipe Williams. O Leão chegava liderando o mundial, com Piquet e Prost empatados.

A Williams tinha o melhor carro, até que estourou o pneu do carro de Mansell que forçou o inglês a abandonar a prova. Com receio de acontecer o mesmo com Piquet, a equipe chama o brasileiro para trocar os pneus. Isso deu espaço para o ‘azarão’ francês ganhar a corrida e vencer o campeonato.

No ano seguinte, o confronto ficou reservado para os pilotos da Williams. O brasileiro, no seu estilo mais ‘falastrão’, tentava tirar a concentração de Mansell provocando de todas as formas. Vale lembrar que Piquet sofreu um acidente na curva Tamburello.

Mesmo com menos vitórias, mas com uma grande consistência (11 pódios em 16 etapas), chegou ao Japão precisando que o inglês não pontuasse para decretar o tricampeonato. O ‘trash talk’ aumentou, e o inglês acabou batendo forte nos treinos e não pôde participar da corrida. Com isso, Piquet foi campeão chegando em 15º lugar.

1987 German Grand Prix. Hockenheim, Germany. 24-26 July 1987. Nelson Piquet (Williams FW11B Honda) 1st position. Ref-87 GER 15. World Copyright – LAT Photographic

Em 1988, o grande time da McLaren com o Professor Prost e a estrela em ascensão, Ayrton Senna. Se esperava um domínio do francês, mas o brasileiro bateu de frente com aquele que é tido como o carro mais dominante da história e foi campeão, superando as expectativas.

Em 1989, um acordo de cordialidade entre os pilotos foi quebrado em Ímola. O trato era um piloto não atacar o outro na primeira volta, mais precisamente na curva Tosa. Na primeira largada, Senna era o líder e o francês não atacou. Após a batida de Gerhard Berger, uma nova largada foi autorizada. Prost largou melhor e assumiu a ponta. Na curva Tosa, Senna mergulhou e o ultrapassou.

Prost alegou que seguiu o acordo tratado entre eles, enquanto Senna se defendeu falando que só era válido para a primeira largada. A partir daí, a rivalidade explodiu.

No Japão, onde Senna ganhou seu primeiro título, a vantagem era do francês, que só precisava que o brasileiro não pontuasse para confirmar o título. Senna perseguiu Prost durante toda a corrida e chegou para ultrapassar antes da chicane. O francês fechou a porta e ambos bateram.

Se acabasse assim, Prost seria campeão. Senna ainda voltou para a prova, mas retornou para a pista pela área de escape, o que não era permitido pela direção de prova, à época. O brasileiro se recuperou, venceu a corrida, mas foi desclassificado pelo comissário Jean-Marie Balestre, em um desfecho polêmico.

No ano seguinte, Prost foi para a Ferrari. Novamente em Suzuka, a vantagem agora era de Ayrton, que fez a pole. Não foi um fim de semana tranquilo para ele, que saiu da reunião dos pilotos com a direção de prova após todos concordarem com Piquet, sobre a volta pela área de escape que o desclassificou no ano anterior.

Largando do lado sujo da pista, Senna ‘resolveu’ a disputa do título de 1990 na primeira curva. Ambos bateram e deixaram a prova, e Senna foi bicampeão.

A partir daí, a rivalidade esfriou. Quando o francês aposentou, uma tomada na rádio antes do fatídico 1º de Maio de 1994, onde Senna diz sentir falta de Prost nas pistas.

E você, fã de velocidade. Tem outras lembranças em categorias distintas? Ou faltou alguma em F1, NASCAR, WRC que poderia entrar aqui? Deixe nos comentários.

Segunda-feira, o retorno do esporte bretão. Até lá.

Categorias:Uncategorized

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.