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‘Rivalidades’ – Futebol Nacional (Os 12 Grandes – Pt. 3)

Terceira semana da série ‘Rivalidades’. Os cinco maiores clássicos nacionais, seja por estado ou por algum outro motivo.

Última passagem dos 12 grandes do Brasil nessa série, mas não do futebol. Hoje, é para falar dos cinco duelos que a introdução já entregou o propósito deste post.

Santos x Corinthians (Clássico Alvinegro)

– Ano do primeiro clássico: 1913 (106 anos de história)
– Número de jogos: 336 (131 vitórias do Corinthians, 108 do Santos e 97 empates)
– Gols: 1094 (585 do Corinthians e 509 do Santos)
– Maior goleada do Timão: 11×0 (Paulista 1920)
– Maior goleada santista: 7×1 (Paulista 1932)
– Maiores artilheiros do clássico: Pelé (50 gols), Cláudio, Teleco e Neco (21 gols cada)
– Decisões: Paulista (6, 3 vitórias para cada lado) e Brasileirão (1, vencida pelo Santos)
– Curiosidade: clássico mais antigo do estado de São Paulo

Pode parecer fora da curva, mas Santos e Corinthians tem a alcunha de ‘maior clássico alvinegro do mundo’, pelo fato de ser disputado entre dois times alvinegros campeões regionais, nacionais, continentais e mundiais.

O início é lembrado pelo grande tabu da época de Pelé: 11 anos de invencibilidade contra o Timão. Entre 1957 e 1968, foram longos 22 jogos sem bater o Santos (e a série invicta começou sem o Rei). O fim veio com uma vitória por 2×0 no Pacaembu, com Pelé em campo.

Depois, veio a seca santista. Entre 1976 e 1983 foi a vez do Corinthians dominar o clássico. Na primeira leva, os jogos aconteceram apenas no campeonato estadual. Já a do Corinthians foi em todas as competições.

Em 1984, a famosa decisão do Paulista. O herói foi Serginho Chulapa, autor do gol do título. A partir daí, o alvinegro praiano amargaria uma longa fila sem levantar taças.

O Corinthians crescia em âmbito nacional após levantar seu primeiro Brasileirão. E o Santos voltava a aparecer no cenário do futebol após a campanha histórica no Brasileiro de 1995. Em 1996, na Vila Belmiro, Marcelinho Carioca fez um gol de placa em partida válida pelo Paulistão, no empate em 2×2.

Anos mais tarde, em 2001, a semifinal do Paulista no famoso ‘jogo do ponto eletrônico’. Sim, Ricardinho usou um ponto eletrônico para escutar as falas do técnico Vanderlei Luxemburgo. Além desse fato inusitado, o meia foi o herói ao marcar o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo na vitória por 2×1.

Um ano depois, os times se enfrentavam na final do Brasileiro. Eram os Meninos da Vila despontando e fazendo grande campanha, ao chegar em uma final sem ninguém acreditar na equipe. A dupla Diego e Robinho coroou a primeira geração desde Pelé a conquistar um título nacional. E também, tirar o time da fila desde o gol de Serginho. Duas vitórias na decisão (2×0 e 3×2) foram suficientes para acabar com a seca. Mas o segundo jogo ficou marcado graças as pedaladas do camisa #7 santista no lateral Rogério.

Três anos mais tarde, dois clássicos que ficaram na memória, mas apenas um foi válido. O Brasileiro de 2005 ficou marcado pela máfia do apito, graças ao esquema de manipulação de resultados. O duelo na Vila foi uma das grandes partidas do meia Giovanni, em sua segunda passagem pelo Santos. A vitória por 4×2 acabou anulada e uma nova partida acabou sendo marcada. No segundo jogo, o Corinthians venceu por 3×2. Resultado que ajudou na conquista de seu quarto campeonato nacional.

Ainda em 2005, uma goleada implacável do Corinthians no Pacaembu. Tevez, Nilmar e o time da MSI passaram o carro no Peixe e eternizou o 7×1 antes da Alemanha.

Os duelos voltaram a tona com a ascensão de Neymar. Em 2009, a primeira decisão entre o camisa #11 contra o Timão. Com Ronaldo Fenômeno, a primeira partida reservou outro grande momento do futebol nacional com o gol antológico do camisa #9 que decretou o 3×1. O empate no Pacaembu foi suficiente para a conquista do alvinegro paulistano.

Em 2011, a segunda decisão. Agora era a vez de Neymar terminar com um final feliz. Empate em São Paulo (0x0) e vitória em Santos (2×1), marcando um dos gols, deram a taça ao time da Vila.

Em 2012, uma pausa nas decisões estaduais. Agora, era para disputar uma vaga para a final da Libertadores. O Santos era o atual campeão, enquanto o Corinthians não chegava a semifinal desde 2000. Na Vila, Emerson Sheik marcou um golaço na vitória chave do Timão na baixada. Na volta, o time santista até esboçou uma reação, mas o meia Danilo foi decisivo, marcou o gol de empate e classificou o time para uma final inédita. O Corinthians seria campeão da América de forma invicta.

Em 2013, nova final de Paulista. Seria a última decisão de Neymar (até o momento) pelo time que o projetou. No Pacaembu, vitória corintiana por 2×1. Na Vila, outro gol de empate de ‘Zidanilo’ deu mais uma conquista do time de Parque São Jorge.

Grêmio x Internacional (Gre-Nal)

– Ano do primeiro clássico: 1909 (110 anos de história)
– Número de jogos: 422 (132 vitórias do Grêmio, 156 do Inter e 134 empates)
– Gols: 1134 (551 do Grêmio e 583 do Inter)
– Maior goleada tricolor: 10×0 (primeiro clássico realizado)
– Maior goleada colorada: 7×0 (final do torneio cidade de Porto Alegre em 1948)
– Maiores artilheiros do clássico: Carlitos (38 gols), Villalba (21) e Tesourinha (16)
– Decisões: Gaúcho (14, 7 vitórias para cada)
– Curiosidade: os três artilheiros do clássico são do Inter

Um clássico com rivalidade ferrenha, mas que ainda esbarra na falta de duelos decisivos fora do Rio Grande do Sul. O que não diminui em nada a rivalidade entre os times da capital gaúcha.

Outro fato que dá um charme a mais no clássico, é o fato da imprensa gaúcha numerar todos os jogos. Uma tradição histórica nos lados dos pampas.

Em campo, o Inter foi o primeiro a despontar para o Brasil ao vencer três brasileiros nos anos 70, sendo um deles de forma invicta. O grande nome do time era o craque Falcão. O Grêmio teve seu ápice no início dos anos 80, ganhando seu primeiro brasileiro, sua primeira Libertadores e seu primeiro Mundial em um curto intervalo de tempo, onde Renato Gaúcho se tornou um grande ídolo tricolor.

O tira-teima veio apenas no Brasileiro de 1988, onde ficou conhecido como ‘o Gre-Nal do século’. Grêmio e Inter disputavam uma das semifinais. O vencedor não só seria finalista como garantia uma vaga na Liberta. No Olímpico, 0x0. Na volta, o cenário era muito favorável ao tricolor, ao abrir 1×0 e ter um jogador a mais. No segundo tempo, Abel Braga foi para cima e tirou um volante para colocar o atacante Diego Aguirre, com apenas 10 em campo. A ousadia foi premiada com dois gols de Nilson e a classificação para a final (que foi vencida pelo Bahia).

Em 1996, outro momento registrado pelo atacante Paulo Nunes. Campeonato Brasileiro, Beira-Rio. Vitória gremista por 2×1. O atacante faz um gol de bicicleta e comemora imitando um saci, mascote da torcida colorada.

A vingança veio no ano seguinte, pelo mesmo campeonato. No Olímpico, um clássico brigado, com as equipes jogando com 9 atletas por boa parte da partida. O nome do confronto foi o atacante Fabiano, autor de dois gols na vitória por 5×2. Segundo consta no site colorado, o placar do estádio apagou nos 4×0 e só voltou a funcionar no gol de Sérgio Manoel.

Em 1999, a dupla decidia mais um Gauchão. Era os primeiros passos de um ‘bruxo’ contra o capitão do Tetra. Ronaldinho Gaúcho apresentou seu cartão de visitas ao entortar e driblar o volante Dunga de muitas formas. Grêmio campeão gaúcho daquele ano.

Durante o início desse século, o Inter alcançou seu melhor momento ganhando duas Libertadores e um Mundial, contra o Barcelona de… Ronaldinho. Em 2008, em jogo válido pelo Brasileiro, goleada vermelha no Beira-Rio, 4×1. Até o goleiro Clemer teve seus segundos de fama ao fazer embaixadinhas com o jogo em andamento.

A fase colorada contra o rival era estupenda. Pelo Gaúcho de 2014, a decisão do título foi para Caxias do Sul. O Inter aplicou um sonoro 4×1, um gol para cada título consecutivo. Era o tetra estadual do Colorado.

A oscilação gremista teve fim em um clássico pelo Brasileiro de 2015. O tricolor gaúcho seguia um jejum de títulos que durava 15 anos (inclusive eternizado pela valsa de Eduardo Sasha). O jogo foi para lavar a alma do Imortal dentro de sua Arena. Um 5×0 que marcou a história das duas equipes.

Um, pelo fato de começar uma trajetória vitoriosa ao recuperar a fama copeira levantando Copa do Brasil e Libertadores com Renato de técnico. Já o Inter se afundou em uma grande crise, chegando no fundo do poço com o rebaixamento para a série B em 2016. O Inter retomou o caminho alcançando vagas para torneios internacionais e chegando em decisões de Copa, mas o domínio ainda é gremista.

Cruzeiro x Atlético/MG (Clássico Mineiro)

– Ano do primeiro clássico: 1921 (98 anos de história)
– Número de jogos: 511 (170 vitórias do Cruzeiro, 205 do Atlético e 136 empates)
– Gols: 1370 (648 do Cruzeiro e 722 do Atlético)
– Maior goleada da raposa: 6×1 (Brasileirão 2013)
– Maiores goleada do galo: 9×2 (Campeonato Cidade de Belo Horizonte 1927)
– Maior artilheiro do clássico: Guará (26 gols)
– Decisões: Mineiro (24, 14 x 10 para o Cruzeiro) e Copa do Brasil (1, vencida pelo Atlético)
– Curiosidade: com a ascensão de Cruzeiro e Atlético entre 2013 e 2014, o New York Times batizou Belo Horizonte como ‘a capital do futebol’

A maior rivalidade mineira. Raposa e Galo protagonizam grandes confrontos e tiveram em um passado recente o melhor futebol do Brasil. Que ano para os mineiros.

Mas antes, como tudo começou. Em 1956, os times dividiram a taça do campeonato estadual. O Cruzeiro entrou na justiça para pedir os pontos da segunda partida da final, já que o zagueiro atleticano Laércio não poderia atuar por não cumprimento do serviço militar, a época. A briga se arrastou até 1959, quando a Federação Mineira sugeriu uma nova partida entre as equipes, que acabou sendo recusada.

Outro fator foi o surgimento do estádio Mineirão, em 1965. Antes, os jogos eram disputados apenas no estádio Independência. No primeiro clássico dentro do maior estádio de Minas, vitória celeste por 1×0.

Os times alternavam seu protagonismo no cenário nacional. O Galo faturava seu primeiro (e único) brasileiro em 1971. O Cruzeiro viria a ser campeão da América em 1976, e já tinha conquistado um Brasileiro dez anos antes.

Nos anos 80, o domínio foi alvinegro. Com o Cruzeiro abaixo, o Galo teve seu auge, mas não conseguiu ganhar nenhuma taça em nível nacional ou internacional.

Nos anos 90, a rivalidade voltou a esquentar. O primeiro capítulo veio com outro atacante irreverente: Paulinho McLaren. O camisa #7 fez o gol da vitória por 2×1 pelo Brasileiro de 1996. Ao comemorar, imitou uma galinha na frente da torcida atleticana. O ex-jogador disse que foi seu clássico inesquecível.

Pelo Brasileiro de 99, os times faziam o duelo pelas quartas-de-final do Brasileiro. A Raposa era a atual vice-campeã contra um Atlético que ficou marcado na história graças a dupla Marques e Guilherme. A vantagem era do Galo, mas no fim nem precisou. Vitórias por 4×2 e 3×2.

Na virada da década, fatos icônicos. Em 2007, na decisão do Mineiro, o Galo já vencia o primeiro jogo por 3×0 quando na saída de bola, o atacante Vanderlei faz o quarto gol com o goleiro Fábio… de costas para a jogada!

Nos dois anos seguintes, o Cruzeiro foi impiedoso. Foram duas goleadas na decisão, ambas por 5×0. Na final de 2009, Kléber Gladiador relembrou a imitação de Paulinho McLaren.

Em 2011, um clássico em Sete Lagoas era especial. Em caso de derrota na última rodada para o maior rival, o Cruzeiro seria rebaixado pela primeira vez no Brasileiro. Quem olha o placar final, não imagina que era um time com a corda no pescoço precisando de um alivio. Foi 6×1 para a Raposa, goleada histórica e salvação contra a queda.

Anos mais tarde, o Cruzeiro seria bicampeão brasileiro, e o Galo ganharia a América. O embate entre os times veio na final da Copa do Brasil 2014. O roteiro tinha toda a cara atleticana. Eliminando dois rivais históricos antes, o Galo não tomou conhecimento e venceu o Cruzeiro nos dois jogos (2×0 e 1×0). Festa diante de mais uma conquista inédita na galeria atleticana de troféus.

Flamengo x Vasco (Clássico dos Milhões)

– Ano do primeiro clássico: 1922 (97 anos de história)
– Número de jogos: 324 (122 vitórias do Flamengo, 102 do Vasco e 100 empates)
– Gols: 813 (424 do Flamengo e 389 do Vasco)
– Maiores goleadas do rubro-negro: 6×2 (Carioca 1943), 5×1 (Carioca 1937) e 4×0 (Copa João Havelange)
– Maiores goleadas do cruz-maltino: 7×0 (Carioca 1931) e 5×1 (Carioca 2000)
– Maiores artilheiros do clássico: Roberto Dinamite (25 gols), Romário e Zico (19 cada)
– Decisões: Carioca (8, 7 x 1 Flamengo) e Copa do Brasil (1, vencida pelo Flamengo)
– Curiosidade: disputado em 26 estádios diferentes

Assim como o Botafogo, os primeiros passos da rivalidade entre os times vem do Remo. Apenas na década de 20, com o crescimento do futebol vascaíno, nascia um dos grandes clássicos nacionais.

A fama de eterno vice do Vasco veio no Carioca de 1988. Com o gol decisivo do lateral Cocada, o Flamengo perderia sua última final direta contra seu grande adversário. São 31 anos desde então.

Flamengo e Vasco já fizeram grandes confrontos em fases finais de Brasileiro, mas sem nunca terem disputado diretamente um título. O rubro-negro carioca leva vantagem nos confrontos. Outro adendo: quem vencia o duelo, acaba campeão nacional.

A primeira vez aconteceu em 1983, nas quartas-de-final. Uma vitória e um empate do time da Gávea. Em 1992, o Vasco era apontado como favorito. Júnior e cia (que haviam perdido por 4×2 na fase classificatória) reverteram a situação, não perderam para seu rival (empate e vitória) e venceram o seu lado da chave.

Antes de 1997, um pulinho no ano anterior. Pelo Brasileiro, o Vasco goleou por 4×1 na fase classificatória. Edmundo fez 3 gols (o outro foi de Macedo), enquanto Bebeto fazia o gol de honra do Mengo. O camisa #7 do Tetra errou uma cobrança de pênalti e escutou da torcida adversária o coro que ‘Bebeto é vascaíno’, após as juras de amor feitas ao clube em sua passagem por São Januário.

Agora, o clássico era válido pelo quadrangular de 1997. O Vasco ostentava uma grande invencibilidade contra o Flamengo em campeonato brasileiro. No primeiro jogo entre os times, empate por 1×1. No segundo, outro show do Animal, com 3 gols, que decretou novo 4×1.

Em 2000, dois lances de embaixadinhas foram protagonizados pelo volante Beto e o meia Pedrinho. Tudo começou com o atleta vascaíno, na final da Taça Guanabara. O Vasco não tomou conhecimento e aplicou um 5×1, sendo três gols de Romário (o primeiro clássico após ser mandado embora do Flamengo). Pedrinho fechou a conta e fez uma série de embaixadinhas no meio-campo. Por pouco, não leva uma tesoura do zagueiro Juan.

Na grande decisão, foi a vez do Mengo rir por último. Vitória no jogo decisivo por 2×1. Para lavar a alma, o volante Beto faz embaixadinhas estilo ‘foquinha’ e tirou onda com os vascaínos nos minutos finais.

Em 2001, nova decisão. O Flamengo buscava o tricampeonato carioca e teria que derrubar um dos maiores times da história do Vasco, que depois da final de 2000, seria campeão da Copa Mercosul e da Taça João Havelange (o Brasileiro de 2000).

No primeiro jogo, vitória do Vasco por 2×1. Para o rubro-negro ser campeão, precisaria vencer por dois gols de diferença. Edílson Capetinha fez uma de suas maiores atuações na carreira, fazendo os primeiros dois gols do Flamengo e sofrendo uma falta na intermediária aos 43 do segundo tempo. A partir daí, o sérvio Petkovic se tornou ídolo da nação rubro-negra em um gol histórico. 3×1 e tri do Flamengo.

Em 2006 a única decisão dos times em âmbito nacional, valendo a Copa do Brasil. Em três minutos, Obina e Luizão deram a vitória para o Flamengo no primeiro confronto. Bastava um empate para o título, mas o lateral Juan fechou o caixão vascaíno. Era a primeira decisão de Copa do Brasil envolvendo duas equipes do mesmo estado.

O duelo mais recente aconteceu na semana passada. O Flamengo adiantou seu jogo devido à final da Libertadores em Lima e precisava vencer para ter chances matemáticas de ser campeão na rodada seguinte. O favoritismo era gigante a ponto de casas de apostas estarem pagando nove vezes mais para quem apostar no Vasco.

Mesmo comandado por um rubro-negro declarado, o time da Colina não abaixou a cabeça e jogou um clássico como deve ser jogado. Um empate em 4×4! Primeiro jogo com oito gols desde a goleada de 6×2 do Vasco. ‘Estamos em outro patamar…’ e não ganhou? Sério? Não suba no salto, companheiro. Futebol não perdoa a soberba em clássicos.

Corinthians x Palmeiras (Derby Paulista)

– Ano do primeiro clássico: 1917 (102 anos de história)
– Número de jogos: 362 (127 vitórias para cada time e 108 empates)
– Gols: 999 (517 do Palmeiras e 482 do Corinthians)
– Maior goleada do alviverde: 8×0 (Rio-São Paulo 1933)
– Maior goleada do alvinegro: 5×1 (Paulista 1982)
– Maiores artilheiros do clássico: Marcelinho Carioca (14 gols), Alex e César Maluco (10 gols cada)
– Decisões: Paulista (7 – 4 x 3 Corinthians), Rio-São Paulo (2, todas vencidas pelo Palmeiras) e Brasileiro (1, vencido pelo Palmeiras).
– Curiosidade: 9º maior clássico mundial, segundo a CNN

Outra grande rivalidade, se não a maior do Brasil, a maior do estado de São Paulo com toda a certeza. O Derby só não é mais antigo que o clássico alvinegro, porém a rivalidade é maior. Muito maior.

Foi com uma derrota para o Palmeiras, por exemplo, que Rivelino foi vendido para o Fluminense após a decisão do Paulista de 1974. A seca de títulos alvinegros era grande e nem com seu maior camisa #10 conseguiu mudar de figura. A final acabou 1×0 para o Verdão e os gritos de ‘zun, zun, zun, é 21!’ da torcida rival foram a deixa para a caça as bruxas.

Em 1993, agora era o Palmeiras que estava na fila. Graças a parceria com a empresa Parmalat, viu-se um dos maiores times do Brasil ser montado para recuperar os tempos áureos palmeirenses, mas não seria fácil. No primeiro jogo, Viola fez o gol do 1×0 e imitou um porco na comemoração.

A provocação surtiu efeito para o jogo da volta, onde os palestrinos entraram com muito mais raça e vontade. A partida ainda teve quatro expulsões, sendo três do lado do Corinthians. O Palmeiras venceu por 3×0, mas pelo regulamento teria prorrogação. O alviverde pressionou e foi premiado com um pênalti, convertido por Evair. 4×0 no total e o dia dos namorados de 1993 aflorou o amor entre torcida e clube. Festa palmeirense no Morumbi.

Em 1994, era a final do Brasileiro sendo decidida entre os rivais. Marcelinho Carioca emergia no alvinegro, que perdeu Rivaldo para o Palmeiras. O camisa #10 foi o cara, anotando dois dos três gols palmeirenses na vitória por 3×1. No segundo jogo, o Timão até saiu na frente. Mas ele, Rivaldo, com o gol vazio, só precisou empurrar a bola na rede e estourar outra festa verde, agora no Pacaembu. Era o octa-campeonato.

Em 1995, a vingança corintiana. Enquanto o time alvinegro apostava nos seus talentos, o Palmeiras perdia força após vender boa parte de seus jogadores depois de dois anos de conquistas. A final do Paulista aconteceu em Ribeirão Preto. Logo de cara, pênalti perdido por Roberto Carlos. Os gols só saíram no segundo tempo com Marcelinho Carioca (COR) e Nilson (PAL).

No segundo jogo, um árbitro francês desembarcou no Brasil para apitar o confronto. Nilson fez rapidamente 1×0 e era só segurar o resultado. Problema foi fazer falta na entrada da área. Marcelinho colocou na gaveta e empatou a partida. Como o Corinthians teve melhor campanha, jogava por três empates (incluindo a prorrogação). No tempo extra, Elivélton acertou uma bomba para sacramentar o título corintiano.

E aqui vem os capítulos mais épicos de Corinthians e Palmeiras. Libertadores de 1999, quartas-de-final. Dois times fortíssimos duelavam diante da chance de uma conquista inédita para ambos. No primeiro jogo, 2×0 para o Verdão com gols de Oseias e Rogério Pedalada.

Na volta, o Corinthians devolveu o placar com Edílson e Ricardinho. A vaga foi decidida nos pênaltis e brilhou a estrela do jovem goleiro Marcos. Marcão já havia sido o nome do primeiro duelo fechando o gol em uma das maiores atuações da carreira. No segundo jogo, ele defendeu a cobrança de Vampeta e viu Dinei mandar a bola por cima do gol. Zinho converteu a última penalidade e deu Palmeiras, 4×2.

Ainda no mesmo ano, os dois decidiram o Paulista. Como o alviverde estava dividindo suas atenções com a final da Liberta, mandou um time reserva para a primeira partida da final. O Corinthians não tinha nada a ver com a história e venceu por 3×0.

No jogo da volta, o palco estava armado. Segundo Vampeta, os jogadores já haviam comprado faixas de campeão para comemorar seus gols em forma de deboche contra Paulo Nunes, famoso por usar máscaras da Feiticeira, Tiazinha, porco, Mister M, entre outras.

O Palmeiras, que tinha sido campeão da América, entrou em campo com seus atletas de cabelo verde. O plano das faixas foi deixado de lado e Edílson Capetinha teve a ideia de fazer embaixadinhas (foi aqui que tudo começou) perto do final em caso de título.

O jogo começou com a expulsão de Aguinaldo. Com 10, o Palmeiras precisaria de um milagre. O Timão saiu na frente, levou a virada, mas Edílson empatou aos 28 do segundo tempo. Com a partida indo para o final, o atacante corintiano (que teve grande passagem no Palmeiras), executou o plano. Depois, começou uma batalha campal no Morumbi.

Essa final foi histórica também pelo fato do campeão não ter dado a tradicional volta olímpica. Edílson ainda se complicou com a Seleção Brasileira, onde foi desconvocado para dar lugar a Ronaldinho Gaúcho na Copa América de 1999.

Em 2000, o maior dos Dérbis. Semifinal da Libertadores, onde o Corinthians era o amplo favorito pelo seu esquadrão, que era o atual bicampeão nacional. O primeiro jogo parecia ser um passeio, onde o alvinegro vencia por 3×1 aos 10 do segundo tempo. Em sete minutos, empate alviverde. No finzinho, Vampeta faz o quarto gol que deixava o Corinthians com boa vantagem.

Na volta, Euller abre o placar para o Palmeiras. Resultado simples levaria a partida para os pênaltis. Cinco minutos depois, Luizão empatou. No segundo tempo, virada corintiana, de novo com Luizão. Era a chance de uma final inédita para a Fiel Torcida, mas Alex empatou novamente. O empate era do Corinthians, até Galeano empurrar a bola para o gol e virar para o Verdão.

O 3×2 levou a vaga para os pênaltis. Times perfeitos nas primeiras nove cobranças até o duelo entre São Marcos e Marcelinho Carioca. A defesa do goleiro virou um marco para o clássico, onde o Palmeiras buscava o bi da América (acabou caindo para o Boca Juniors na final) e o Corinthians sofreu o desmanche de um dos seus grandes times.

FUTEBOL – MARCOS – ESPORTES – ACERVO – Marcos, goleiro da Palmeiras, durante a cobrança de pênaltis contra o Corinthians, válida pela semifinal da Taça Libertadores da América de 2000 – Estádio Cícero Pompeu de Toledo(Morumbi) – São Paulo – SP – Brasil – 06-06-2000 – Foto: Acervo/Gazeta Press

A última final entre os times aconteceu em 2018. Na Arena em Itaquera, vitória palmeirense com gol de Borja. No Allianz, Rodriguinho fez um gol logo no começo e até hoje, os palmeirenses reclamam de interferência externa na partida. No final, o título foi decidido na marca da cal. Vitória e festa alvinegra na casa do rival.

Soccer Football – Palmeiras v Corinthians – Sao Paulo Championship – Allianz Parque Stadium, Sao Paulo, Brazil – April 8, 2018. Players of Corinthians celebrate after winning the Sao Paulo championship tournament. REUTERS/Leonardo Benassatto

E você, torcedor. Guarda alguma grande recordação de algum desses clássicos? Deixe nos comentários.

Amanhã, os outros cinco clássicos fora do eixo. Até lá.

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