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‘Rivalidades’ – Futebol Nacional (Fora do Eixo – Pt. 2)

Último texto abordando o futebol nacional na série ‘Rivalidades’. É dia de falar de outros cinco clássicos pelo Brasil.

Hoje é dia de separar outras cinco rivalidades do futebol nacional neste espaço. E com isso, o futebol nacional vai se encerrar nessa série ao final deste post.

Sem mais espera!

Athletico/PR x Coritiba (Atle-Tiba)

– Ano do primeiro clássico: 1914 (95 anos de história)
– Número de jogos: 379 (119 vitórias do Athletico, 146 do Coritiba e 114 empates)
– Gols: 1078 (513 do Athletico e 565 do Coritiba)
– Maior goleada do Furacão: 6×2 (1938)
– Maior goleada do Coxa: 6×0 (1959)
– Maiores artilheiros do clássico: Neno (CTB – 20 gols), Jackson e Marreco (CAP – 15 gols cada)
– Decisões: Paranaense (18, 9 vitórias cada)
– Curiosidade: ao todo, a dupla foi campeã e vice do estadual 22 vezes, sendo que em quatro delas não foi disputado em final direta

Athletico e Coritiba sempre alternaram a força do futebol paranaense. O clássico se deu origem devido a cada lado ter uma descendência. O Coxa era conhecido como clube de alemães e o Furacão da aristocracia.

Com o passar dos anos e o crescimento das torcidas, a rivalidade acabou afunilando ao que é hoje. Vale lembrar que o Coritiba foi o primeiro time do Paraná a se tornar campeão brasileiro, em 1985.

O Furacão deslanchou de vez no futebol nos anos 2000, com um brasileiro e um vice da Libertadores. Sempre motivo de referência por sua estrutura e seguir uma linha de comando, os frutos foram colhidos nos últimos anos.

Mas antes, a gangorra que sempre atrapalhou os clubes, principalmente o alviverde. A ponto dos dois times caírem para a série B neste século (não no mesmo ano, diga-se).

O rubro-negro paranaense fez história ao ser o primeiro time do estado campeão de um torneio sul-americano (Copa Sul-Americana 2018) e com um 2019 vencendo seu primeiro torneio continental e coroado com a conquista da Copa do Brasil.

Os times já fizeram história por conta de uma união para a transmissão de um jogo. Isso foi em 2015, pelo campeonato paranaense. Ambos foram responsáveis para o jogo ser transmitido via internet, mas a partida acabou adiada pela Federação Paranaense.

Entre eles foram decididas três das últimas quatro decisões do Paranaense. A vantagem é atleticana (2×1), sendo que disputa o torneio com atletas do sub-23. É um clássico que faz falta no cenário nacional.

Fortaleza x Ceará (Clássico-Rei)

– Ano do primeiro clássico: 1918 (101 anos de história)
– Número de jogos: 573 (176 vitórias do Fortaleza, 193 do Ceará e 204 empates)
– Gols: 1525 (746 do Fortaleza e 779 do Ceará)
– Maior goleada tricolor: 8×0 (Cearense 1927)
– Maior goleada do vovô: 7×0 (Amistoso 1955)
– Maiores artilheiros do clássico: Juracy Machado (28 gols – 17 pelo Fortaleza) e Gildo (CEA – 24 gols)
– Decisões: Cearense (33, 17 x 16 para o Fortaleza)
– Curiosidade: ainda existem mais oito confrontos entre as equipes, porém com resultado e estatísticas desconhecidas

Esse nome também pertence ao maior confronto cearense. As equipes voltaram a elite do futebol, juntas, desde muito tempo. E o mais especial, um ano após o clássico atingir 100 anos de existência. Um fato curioso vindo dos times é a famosa gangorra: os dois times sempre ficam em situações distintas.

O Fortaleza demorou um tempo para vencer a primeira contra o Vovô. Foram quatro anos até o Leão, enfim, bater aquele que seria seu maior rival.

Ainda falando em seca, o maior tabu do clássico pertence ao Ceará. Foram 17 jogos invictos entre 1949 e 1953. Muito tempo depois, o Vovô faria história sendo finalista da Copa do Brasil de 1994 (caiu para o Grêmio).

O estado teria um representante na série A em 2003, quando o Fortaleza subiu. O Leão do Pici ficou apenas um ano e caiu. Subiu novamente em 2005, e caiu em 2006.

Lembra da gangorra? Era a vez do Ceará recuperar seu espaço. Em 2009, o time cearense subiu para a primeira divisão depois de 15 anos. O Fortaleza iria para um calvário que não parecia ter fim na série C.

Enquanto o Ceará retornava a segundona em 2012, o Leão conseguiu por repetidas vezes seguir o mesmo roteiro: melhor campanha da série C, eliminado nas quartas-de-final.

O ciclo finalmente acabou em 2017, e o Ceará voltaria a série A. O cenário mudou com a chegada de Rogério Ceni ao Pici. Com o ex-goleiro, o Fortaleza não só subiu para a primeira divisão como ganhou seu primeiro torneio nacional, algo que o Ceará não conseguiu (mas no estadual daquele ano, deu Vovô na grande final).

O patamar dos times mudou e em 2019 o clássico-rei pôde ser visto e acompanhado na elite do Brasileiro.

Goiás x Vila Nova/GO (Derby do Cerrado)

– Ano do primeiro clássico: 1943 (76 anos de história)
– Número de jogos: 301 (150 vitórias do Goiás, 71 do Vila Nova e 80 empates)
– Gols: 788 (480 do Goiás e 308 do Vila Nova)
– Maior goleada do esmeraldino: 7×0 (Amistoso 1946)
– Maior goleada do vila: 14×3 (Amistoso 1979)
– Decisões: Goiano (10, 5 para cada) e Copa Centro-Oeste (2, vencidas pelo Goiás)
– Curiosidade: são quatro títulos nacionais em campo

O clássico goiano deveria ser lembrado mais pelas disputas em campo do que das cenas ruins que se passam nas arquibancadas de brigas entre torcedores. O futebol tem que ser o principal, mas acaba em segundo plano nesses casos.

Em campo, Goiás e Vila são os maiores campeões estaduais e de quebra, cada um ostenta dois títulos brasileiros. Duas séries B para o Verdão do Oeste e uma B e outra C para o Colorado.

Acredita-se que a rivalidade começou no dia em que os times surgiram, já que sua diferença de vida é de apenas três meses. O Goiás representava a parte burguesa, enquanto o Vila era dos operários. O confronto cresceu muito que superou Atlético x Goiânia, na época, e se tornou a referência no estado.

A nível nacional, o último Derby na série A aconteceu há exatos 40 anos. Na segundona o número de jogos é baixo (11), mas não com menos rivalidade. Vale a lembrança que fazem três anos que o Goiás não bate o Vila em Brasileiros. Na série A, a última vitória também é Colorada.

Treze x Campinense (Clássico dos Maiorais)

– Ano do primeiro clássico: 1955 (64 anos de história)
– Número de jogos: 406 (139 vitórias do Treze, 108 do Campinense e 159 empates)
– Gols: 946 (497 do Treze e 449 do Campinense)
– Maior goleada: 6×2 Campinense (Taça ACDCG 1969)
– Maior artilheiro do clássico: Pedrinho Cangula (CAM – 21 gols)
– Decisões: Paraibano (14, 10 x 4 Campinense)
– Curiosidade: chegou a ser eleito o 9º maior clássico nacional

Há quem menospreze, mas o duelo em Campina Grande tem muita provocação, rivalidade e uma casquinha para os times do interior do país.

Começando pelo fato da imprensa paraibana colocar o seu clássico como o maior da ‘categoria’ no interior, seja em número de jogos (mais que o clássico de Campinas e Ribeirão Preto somados) e em decisões válidas pelo campeonato estadual.

A maior história deste duelo envolve uma missa de sétimo dia. A primeira sequência de seis vitórias veio do Treze, algo que incomodava os envolvidos do rubro-negro de Campina Grande. Em 1957, a sequência acabou com uma vitória por 2×1.

Vinte anos depois, era a vez do Campinense chegar a seis vitórias seguidas. Na sétima, a torcida ironizou falando que faria uma missa em caso de vitória da Raposa. Fato que não aconteceu.

Em 1981, o Treze engatou cinco vitórias seguidas contra o rival e para festejar, a torcida do Galo levou cestas de vime para simbolizar a sexta vitória e que a missa viria em caso das sete vitórias. Porém, um empate no finalzinho do jogo impediu a brincadeira.

A mística ganhou força novamente em 2009, e novamente era o Treze o encarregado de fazer a missa. E mais uma vez, a Raposa brecou a sequência. Causos do futebol.

Sport x Náutico (Clássico dos Clássicos)

– Ano do primeiro clássico: 1909 (110 anos de história)
– Número de jogos: 551 (212 vitórias do Sport, 182 do Náutico e 157 empates)
– Gols: 1327 (693 do Sport e 634 do Náutico)
– Maior goleada do leão: 8×0 (Pernambucano 1916)
– Maior goleada do timbu: 8×1 (Pernambucano 1934)
– Maior artilheiro do clássico: Bita (NAU – 23 gols)
– Decisões: Pernambucano (18, 12 x 6 para o Sport)
– Curiosidade: terceiro clássico mais antigo do Brasil

Chegou a ser chamado de ‘Fla-Flu pernambucano’ pela história ser semelhante a origem dos times cariocas. O Sport foi fundado por Guilherme de Aquino após o Náutico recusar sua proposta de criar um time de futebol para o clube.

A partir daí começou a rivalidade entre os times pernambucanos. O rubro-negro é o maior do estado com todos os méritos. Mas o Timbu tem um orgulho: o hexacampeonato pernambucano. Seis conquistas seguidas entre 1963 e 1968, sendo em todas com o Leão vice-campeão.

Em 2001, a água no chopp do alvirrubro pela Copa do Nordeste. Invicto, o clube caiu para seu maior rival na semifinal, por 1×0, e deu adeus a competição.

Pelo estadual, o Sport buscava o hexa. O Náutico não vencia o pernambucano havia 12 anos. Campeão do primeiro turno, o Náutico contou com uma ajuda do Santa Cruz para eliminar todas as chances de título do rubro-negro. O Náutico seria o campeão. Em 2011, era mais uma chance do hexa para o Sport. E coube ao Náutico manter seu legado. Na semifinal, o Timbu eliminou o Leão.

O duelo não só já foi disputado pelo Brasileiro, como já foi confronto de Copa Sul-Americana, em 2013. Uma vitória para cada time por 2×0 e a vaga foi para os pênaltis. Magrão defendeu três cobranças e classificou o Leão da Ilha.

Outras lembranças desses grandes confrontos do futebol brasileiro? Deixe nos comentários.

Amanhã, a primeira parte sobre os clássicos da NHL. Até lá.

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